Ela não sai do lade dele, pq ela sabe que tem o controle sobre ele
Pq ele não quer perder a esposa, caso ela diga que eles ficaram juntos
Caso ela seja expulsa da família, então falar tudo para a esposa dele
Por isso ela fica do lado dele, mesmo na frente da mulher
Sai da própria casa, pra ir pra casa dele. E não se importa de ficar ao lado dele mesmo com a mulher por perto
Porque uma esposa é uma amiga, uma companhia pra andar juntos, fazer coisas juntos, trocar ideia
Mas ela não tem isso e pensa que pode encontrar isso com o marido de outra
Pra poder continuar com seu jogo, de manipulação de todos
Encontrou ali seu lugar em meio de máscaras e esconderijos
Ela finge que é a vítima, a inocente no meio de todos ali ao redor
Porém ela controla a mente deles, e faz de trouxa um homem bom, aquele outro que a ama
A esperar que ela veja um dia seu valor, em vez de enganar ele como ela faz
A custa de uma mentira, para não perder suas companhias, seu medo de ficar sozinha
É capaz de enganar a ele, e a si mesma para não perder o jogo seu domínio
Então ela vem me perguntar se fico bravo, com tudo isso que faz ela me faz
Me surpreende sua reação tão inocente de fingir que estou surpreso com sua pergunta
Com seu hábito de se esquivar de seus erros, ela diz que a deixei brava e diz que tudo acabou
Me pergunto que maldades faço, expondo meus sentimentos íntimos
Mesmo que para ela pouco importa. Como me sinto, como me machuca, como me deixa
Para ela é um jogo, uma prisão que lhe foi imposta, talvez intensamente
Oque lhe resta, é o habito de emoção. E a busca por isso a faz se perder
A busca por um jogo perigoso de aventuras proibidas a faz ignorar suas verdadeiras vontade
Em troca disso me perde aos poucos, mesmo que dessa vez eu mesmo a não queira mais vê-la
Sinto que nas suas voltas, ela voltará para minha casa, quando suas máscaras caírem
Ou quando sentir que perdeu sua sua única pérola numa lama de porcos
Continuar lendo
Poço de mentiras
Escavado em palavras mal feitas
Onde os mortos são esquecidos
Meu coração se torna vidro
Minhas mãos a agulha
Que costura seus lábios
Tantas línguas sem coragem
Abraçadas na falsa versão da verdade
Se fecha meus dedos para a próxima cena
Ela me bate mais não reajo
Mas logo então sinto todos os desejos
Que no silencioso caos me esfria
A costura dos meus ossos ocos e quebradiços
Certamente nas maiores ilusões da insônia
Um ser como eu diante da fúria
Da mulher asquerosa que foi morta
Ela se entrelaça nas minhas assas abertas
Fisgando meu peito por saber dos malditos
Onde o ar me engana na revoltante noite
Que sorte dos mais fracos sem entender
Daqueles que tomam do vinho e naúfragam
Eu porém no amplo ar sou prisioneiro
Perante as ondas do sol que me queimam
Nas areias que me trazem seus seios
Me deixando as margens de uma bela ilha
Onde vejo além do que pode alcançar os olhos
Sobrenatural como as folhas de uma árvore
De tantas que seu sabor me perdeu
Oposto aos animais que são perfeitos
Eu cairia facilmente nas garras de um felino
Na própria ruina das catedrais do deserto
São vazias embora aos detalhes do invisível
Basta um ar nas rachaduras que eu me vejo
Como mais um daqueles postes de sangue
Que são estranhamente atraentes e terríveis
Continuar lendo
...Ojos pero la vida en solitude
Armadilha que me trai
Me amando sem âncora
Imoral com sua boca
Serena presa dessa oferenda
Serão refeitas vejo promessas espinhos
Lapsos no clímax da noite:
Pula de uma boca a outra
Sem me ver em decaimento
Vedes sobre os olhos do meu âmago
Rebaixam os compassos de meu viver
Como eu nos rios negros da solidão
Exato não sei quem vem ou foi...
Terei medo por sentir tanto quanto antes
Quão fraco meus dedos se atiram dos céus
Tomei abandono total de eu por mim
E no espelho tem um ser vazio por dentro
Cavalos na colina e anjos caídos na lama
Sobre aquele sítio de dores latentes
Despertam os mortos floridos no quintal
A seguir em supor tanto mal que amortece
Tortura de saber mãos sanguinárias vindas
Folhas verdes traçam de fios brancos que
Pingando mel na calha dos meus braços
No olhar místico que dobra as terças
Cada linha amarrada nos galhos mais frágeis
Faz lembrar tanto o dia o cenário que assei
Ontem escorrida da minha faca afiada
Dois pássaros que antes um me foge
Soprou da bolsa oque resta da minha alma
Colunas para ostentar castelos de açúcar
Meus olhos de rio facilmente se diluem
Onde os caminhos obscuros me levaram
A dois assassinos na esquina da agulha
Para suas máscaras me fazerem deitar-me
Outra o primeiro passo que dei em fuga
Em torna quebra tão linda nesse breu absoluto
Vazando na lama meus vasos de sangue
Riscando meu nome sagrado desse memorial
Para chorar aos céus gritando que fui fraco
Dizendo que fui mais um daqueles filhos
Que no silêncio foram sujos como porcos
Por ferir a eles mesmo sabendo que faríamos
Em buscar sua própria ruína em amantes
Tudo naquilo que fez constituir um exemplo:
"Anjos vítimas da natureza desse ser desprezível"
Continuar lendo
Vai ver que não fazia parte
Se fez
No esboço final das relações e as bifurcações pelo caminho
Vai ver que não teríamos que escolher porque não escolheríamos corretamente
Ou se vai
Sem poder realizar grandes feitos eu fui dormir em mim mesmo e acordei com saudades
Previ o fim
Com saudades das primeiras bifurcações atemporais
Tomar sorvete de chiclete e voltar pra casa enquanto ainda era casa
Pra onde eu volto?
Casa em silêncio
Seu desejo não faz ser real eu perdi algumas razões nas esquinas
Perdi o medo de perder minha vida e ganhei razões pra ter medo de perder a sua…
Tudo isso no mesmo dia
E as perdas?
Pai o que eu faço?
Como lido com a ausência da minha alma e o vazio que não pode ser preenchido?
Como eu faço pra existir em um sentimento que já não sinto?
Como faço pra expressar uma emoção que não carrego comigo?
Afundo as 3 horas
Aonde eu anoto os poemas que nunca disse?
Eu perdi a hora de acordar pra vida
Acordei tarde e agora quero voltar a dormir antes mesmo de acordar
Com seu puxão de orelha familiar
Eu não conheço nada do que deveria saber
E ainda sei que não devo conhecer
Se quiser dormir o pouco que ainda me permitir
Qual a necessidade de escrever grandes versos complexos que expressam minha falta de ânimo crescente se quem escuta não entenderá nem sequer verá sentido?
Derramo minha alma para porcos famintos
Qual a razão pela qual mesmo sabendo disso ainda repito?
Tal gosto de sangue na atmosfera vermelha do meu quarto
Eu expresso minha indecisão com dizeres poéticos
Paralisado na angústia de um sono sem valor
Que independe do dia ninguém vai perceber
Mas grande na calamidade
Tamanho o sofrimento
Não justifiquem minhas dores e façam jus as minhas lágrimas
Clamo em aos céus por respostas
Porém minhas lágrimas secaram
E meu peito se tornou pedra
Muito antes de por mim você ser salvo
Autor Arthur Vinícius (Edição Yury Vinicius)
Continuar lendo
O grão distorcido
No eco da imensidão
Eclipse raiou
Negrume no no alto da serra
Poeiral a volta do casebres
Corpos brancos a luz do luar
Cintilam ao meu ver
Sobre a toca da raposa
Quando se ouve um grito
A floresta se fecha
Levando a alma dos santos
Que foram pregados na cruz do altar
As moças virgens são arrastadas
Em direção ao fúnebre abismo
Onde na calamitosa solidão eu habito
Dispersão de prazeres da carne
Onde o vinho derrama seu sangue
E todo vazio se transforma em suor
Acende então uma vela que me tortura
Sua figura num anjo sem asas
Pela primeira vez sinto medo da morte
Pois as dores que causei são estranhas
A cada mordida você chama meu nome
E quando as tochas gritam por mais
Sinto que você já está sem vida
Com olhos vermelhos e obscuros
Talvez mais cedo que fosse pecado
Me surpreende seu coração ser calmo
Diante das minhas mãos sanguinárias
Ressalto sobre seu peito meus dentes
Impresso como runas que escrevo
As sombras do inferno dos desejos
Navegarei nos seus rios sem destino
Até sentir ela engolir minha língua
Penetrante sem dores mais brandas
Fazendo até os ossos tremerem nus
Onde suas coxas me dobram no meio
Descubro que era virgem na sua flor
Então com cuidado e fúria te desmancho
Para que as correntes não se quebrem
E todo seu mel caia para fora de mim
Pretendo encontrar essas horas o luar
E novamente sua língua tocar meus lábios
Subindo até ver a espada que se erguerá
Qual intruso não venha atirar sua prata
Mas esperem até eu naufragar este barco
De forma presente que nunca se viu antes
Por onde eu lhe tocar você acorde assim
Pronta para ser possuída por mim outra vez
Nos telhados ou na argila que nos acolher
Faremos a terra tremer perto de uma igreja
E não haverá homem que mantém sua fé
Ao ouvir os gritos de lascivo impuro prazer
Então as nuvens que caíram dos seus olhos
Virão tornar-se-á farto sangue pra mim beber
Continuar lendo
Cordial habitação
Trânsito de mansos floristas
Bancos que desencanto os vasos
Suave quando acariciada por mim
Senhor das lágrimas menos nos têm
Propõe um termo servir com serenidade
Cartas prontas aos pés voadores fugaz
A cabana inóspita de corações aquecidos
Tocasse o sino onde minhas letras te seduzem
Enfeitiço sua mente com acalento poder
Suas noites de Lua jamais foram tão vazias
Embora ontem precisei esquecer seus beijos
Esmeraldas Ágata Safira me envenenam
As sombras dos desejos mais terrenos e sujos
Meu prazer é deixar-te numa cabana sem luz
Cega diante do meu corpo marcado por víboras
Perante tanta ingênua promessa de viver
Escravo mas temente de uma forma irreal
As correntes imundas escritas com meus dedos
Professam o meu pior medo no lago do amanhã
Surgirão as seis bolhas de sangue do sacrifício
Que fumegante no fogo de sua paixão ardente
Chega invade até as nuvens vermelhas do céu
Dos vales quem olham se tornam amantes sós
Mas quem foge vira pedra por tamanha imersão
Corações mundanos incêndios de pura maldade
Se ora me detém seus lacaios por tal mérito
Sou vilão por trazer a terra a vista de um Éden?
Mesmo para os indignos mortos sem ler poesias
Quem me transpôs a agulha com tanta revolta
Ignora que nas obscuras trevas sua luz me queima
Então me sobra a distância de não saber amar
Fruto caído de seus lábios que os sentir antes
São meus últimos desejos antes de te esquecer
Quando todas as espadas deixam-me igual eles
Tão mortos que nem buscam ver além da vida
Entrego minha carta para você como um beijo
Que no silêncio é a única coisa que me sobrou
Surgirei imperfeito nos altos do rio que inunda
Pra na próxima noite ser a vela que você soprou
E novamente eu ser a causa desta fonte de amor
Continuar lendo
Antes nada eu podia ver
Olhos como esmeraldas
Tocam si mesmas e quebram
Um corpo calejado se esfria
Peço aos vivos mais esperança
Onde surgem os céus da paixão
Sou mais um poeta que naufraga
Pelas costas de uma maré mansa
Olhei para cima e implorei por você
Galhos altos tomam conta da torre
Para que os intrusos não subam
Semanas em forma de dias ao fim
Prestes com fúria sua linda papoula
Os cata-ventos respondem por verdes
Dentro da cúpula inerte aos desejos
Me tortura saber que viver é deixar-te
Dizia os místicos presos na masmorra
Frente a morte de sua misericórdia
Joelhos sem solas que sangram sós
Impotentes quanto eu diante da vida
Prefiro fugir da rua rassalto na margem
Será que me deixei a sereia vem a mim
De olhos verdes serenos doces selvagem
Com suas garras dobrando meu pescoço
Meus olhos se fecham antes do sal
Sua boca sopra todas minhas dores
Perante as ondas que rasgam minha roupa
Sinto que não escrevi entre o bastante
Quão vazio perto das más raízes daqui
Não me deixa perecer de forma tão bela
Assustar os ossos serem de serpe de lua
O destino com inveja me cospe na praia
Tens algo contra mim um parente próximo
Sua voz me comove de tanto ser pura
Era as nuvens ou algo encima delas nú
Quem me vê de um jeito tão vulnerável
Reescreve minha mão com tamanha ternura
Pronta a rasgar sobre a mesa minha carne
Qualquer prazer disporia de seu interesse
Pois tenho certeza que uma hora serei teu
Contra toda folha em branco de gotejos
Sobre uma possível injusta causa sem luz
Diante desse cenário que me faz sofrer
Respiro sua razão sem beijar teu pés
Calmaria após meu suspiro acalmar o rio
O monte tremeu e meu peito se fechou
Talvez as causas profundas de má sorte
Sejam como diz aquele velho prisioneiro
Os pensamentos de alguém que os prevê
Sem entender sua maré é um coração frio
Que atraí justo oque lhe causa tanto medo
Continuar lendo
Oque me tenta é o mar
Porque em verdes sereno
Se fosse calmo era eu
A história é sobre ter sorte
Mas seus olhos castanhos
Não espero ser visto longe
A terra que deixo pra trás
Jangada para os mortais
Trazido para as costas
De que me valem as pedras
Algum poeta acendeu ali
Sob o manto deitou na areia
Mesmo sem ver as redes
Cobriu a terra nas suas feridas
Oque sugere afirma as garras
Sentiram os ossos debruçar-se
Num misto de dor e prazer
Lançada as ondas por menor
Ou na sua razão era um abismo
Saber exato se haverá de viver
Oposto a tudo que escrevi dela
Suplico aos reis quem me vedes
Terá como rezar para um homem?
No estreito dessa minha vida sã
Essa garrafa tocou meu umbigo
Mas não me salvará dessa ilha
Continuar lendo
Sol razante raiou no arvoredo
Na sombra calada
Uma figura intrigante
Ela olha pra mim
Sonda-me a distância
Oque faço agora
O selvagem desperta
Meus botões abertos no ar
Sobre a cortina de poeira
Um mártir em total silêncio
Quem foste antes de partir
No calor que castiga indefesos
O impossível me traz a ilusão
Entre ontem, hoje e o fim
Das velas que queriam sem saber
Como se recostar pra não cair
Nas horas que teus olhos pra mim
Foram castanhos cachos de fogo
Enquanto o calor que fazia suar
Suspirei com dor no corpo trêmulo
Embora eu não seja ninguém
Ainda luto pra ter vida outra vez
Mesmo sem ter ninguém para amar
Vazia manhã calma de um dia triste
A miragem que ignorei me fez chorar
Voltei pra casa ao fim da cerimônia
Mesmo que não quisesse ter ido
Agora noites são total dessa sombra
Cruéis mais uma vez vou esquecer
Quando meu corpo voltar a vida
Espero que até o fim desse mês
Continuar lendo
A brisa sopra sobre meu nariz
O dia é calmo e fresco
Diferente do meu coração
Inquieto em febre
A luz é quente me arrepia
As folhas dançam se estivessem vivas
Isso é mais que divino
O vento sopra outra vez
Vai levando minhas dores
Meu corpo para num segundo
Toque sua mão no meu rosto
Se você sentisse o mesmo que eu
Nem a lua diante do sol me abandonaria
Hoje é o dia da sua visita
Me parece que o dia celebra
Então espero no meu lugar
O fim de mais um ano
Eu queria correr em qualquer direção
Ou subir a escada pra pegar um coco
Mas olhei pra cima e tive medo
O sol está radiante
Num lugar mais longe de mim
Talvez tudo isso um dia vai passar
Eu espero com uma gota de fé
Porque o ontem já se foi
E amanhã eu espero estar melhor
Eu não me apresso pois o tempo voa
Continuar lendo