Carta na garrafa
Oque me tenta é o mar Porque em verdes sereno Se fosse calmo era eu A história é sobre ter sorte Mas seus olhos castanhos Não espero ser visto longe A terra que deixo pra trás Jangada para os mortais Trazido para as costas De que me valem as pedras Algum poeta acendeu ali Sob o manto deitou na areia Mesmo sem ver as redes Cobriu a terra nas suas feridas Oque sugere afirma as garras Sentiram os ossos debruçar-se Num misto de dor e prazer Lançada as ondas por menor Ou na sua razão era um abismo Saber exato se haverá de viver Oposto a tudo que escrevi dela Suplico aos reis quem me vedes Terá como rezar para um homem? No estreito dessa minha vida sã Essa garrafa tocou meu umbigo Mas não me salvará dessa ilha
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