Naufrágios da Alma @yuryvinicius

Envangelho de cicatrizes

...Ojos pero la vida en solitude Armadilha que me trai Me amando sem âncora Imoral com sua boca Serena presa dessa oferenda Serão refeitas vejo promessas espinhos Lapsos no clímax da noite: Pula de uma boca a outra Sem me ver em decaimento Vedes sobre os olhos do meu âmago Rebaixam os compassos de meu viver Como eu nos rios negros da solidão Exato não sei quem vem ou foi... Terei medo por sentir tanto quanto antes Quão fraco meus dedos se atiram dos céus Tomei abandono total de eu por mim E no espelho tem um ser vazio por dentro Cavalos na colina e anjos caídos na lama Sobre aquele sítio de dores latentes Despertam os mortos floridos no quintal A seguir em supor tanto mal que amortece Tortura de saber mãos sanguinárias vindas Folhas verdes traçam de fios brancos que Pingando mel na calha dos meus braços No olhar místico que dobra as terças Cada linha amarrada nos galhos mais frágeis Faz lembrar tanto o dia o cenário que assei Ontem escorrida da minha faca afiada Dois pássaros que antes um me foge Soprou da bolsa oque resta da minha alma Colunas para ostentar castelos de açúcar Meus olhos de rio facilmente se diluem Onde os caminhos obscuros me levaram A dois assassinos na esquina da agulha Para suas máscaras me fazerem deitar-me Outra o primeiro passo que dei em fuga Em torna quebra tão linda nesse breu absoluto Vazando na lama meus vasos de sangue Riscando meu nome sagrado desse memorial Para chorar aos céus gritando que fui fraco Dizendo que fui mais um daqueles filhos Que no silêncio foram sujos como porcos Por ferir a eles mesmo sabendo que faríamos Em buscar sua própria ruína em amantes Tudo naquilo que fez constituir um exemplo: "Anjos vítimas da natureza desse ser desprezível"

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