Corações de Porcelana
Vai ver que não fazia parte Se fez No esboço final das relações e as bifurcações pelo caminho Vai ver que não teríamos que escolher porque não escolheríamos corretamente Ou se vai Sem poder realizar grandes feitos eu fui dormir em mim mesmo e acordei com saudades Previ o fim Com saudades das primeiras bifurcações atemporais Tomar sorvete de chiclete e voltar pra casa enquanto ainda era casa Pra onde eu volto? Casa em silêncio Seu desejo não faz ser real eu perdi algumas razões nas esquinas Perdi o medo de perder minha vida e ganhei razões pra ter medo de perder a sua… Tudo isso no mesmo dia E as perdas? Pai o que eu faço? Como lido com a ausência da minha alma e o vazio que não pode ser preenchido? Como eu faço pra existir em um sentimento que já não sinto? Como faço pra expressar uma emoção que não carrego comigo? Afundo as 3 horas Aonde eu anoto os poemas que nunca disse? Eu perdi a hora de acordar pra vida Acordei tarde e agora quero voltar a dormir antes mesmo de acordar Com seu puxão de orelha familiar Eu não conheço nada do que deveria saber E ainda sei que não devo conhecer Se quiser dormir o pouco que ainda me permitir Qual a necessidade de escrever grandes versos complexos que expressam minha falta de ânimo crescente se quem escuta não entenderá nem sequer verá sentido? Derramo minha alma para porcos famintos Qual a razão pela qual mesmo sabendo disso ainda repito? Tal gosto de sangue na atmosfera vermelha do meu quarto Eu expresso minha indecisão com dizeres poéticos Paralisado na angústia de um sono sem valor Que independe do dia ninguém vai perceber Mas grande na calamidade Tamanho o sofrimento Não justifiquem minhas dores e façam jus as minhas lágrimas Clamo em aos céus por respostas Porém minhas lágrimas secaram E meu peito se tornou pedra Muito antes de por mim você ser salvo Autor Arthur Vinícius (Edição Yury Vinicius)
Comentários · 0
Nenhum comentário ainda. Entre para ser o primeiro a comentar.