"Voce ainda é o rei"
Sol razante raiou no arvoredo Na sombra calada Uma figura intrigante Ela olha pra mim Sonda-me a distância Oque faço agora O selvagem desperta Meus botões abertos no ar Sobre a cortina de poeira Um mártir em total silêncio Quem foste antes de partir No calor que castiga indefesos O impossível me traz a ilusão Entre ontem, hoje e o fim Das velas que queriam sem saber Como se recostar pra não cair Nas horas que teus olhos pra mim Foram castanhos cachos de fogo Enquanto o calor que fazia suar Suspirei com dor no corpo trêmulo Embora eu não seja ninguém Ainda luto pra ter vida outra vez Mesmo sem ter ninguém para amar Vazia manhã calma de um dia triste A miragem que ignorei me fez chorar Voltei pra casa ao fim da cerimônia Mesmo que não quisesse ter ido Agora noites são total dessa sombra Cruéis mais uma vez vou esquecer Quando meu corpo voltar a vida Espero que até o fim desse mês
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