Cemitério dos Ratos
Cordial habitação Trânsito de mansos floristas Bancos que desencanto os vasos Suave quando acariciada por mim Senhor das lágrimas menos nos têm Propõe um termo servir com serenidade Cartas prontas aos pés voadores fugaz A cabana inóspita de corações aquecidos Tocasse o sino onde minhas letras te seduzem Enfeitiço sua mente com acalento poder Suas noites de Lua jamais foram tão vazias Embora ontem precisei esquecer seus beijos Esmeraldas Ágata Safira me envenenam As sombras dos desejos mais terrenos e sujos Meu prazer é deixar-te numa cabana sem luz Cega diante do meu corpo marcado por víboras Perante tanta ingênua promessa de viver Escravo mas temente de uma forma irreal As correntes imundas escritas com meus dedos Professam o meu pior medo no lago do amanhã Surgirão as seis bolhas de sangue do sacrifício Que fumegante no fogo de sua paixão ardente Chega invade até as nuvens vermelhas do céu Dos vales quem olham se tornam amantes sós Mas quem foge vira pedra por tamanha imersão Corações mundanos incêndios de pura maldade Se ora me detém seus lacaios por tal mérito Sou vilão por trazer a terra a vista de um Éden? Mesmo para os indignos mortos sem ler poesias Quem me transpôs a agulha com tanta revolta Ignora que nas obscuras trevas sua luz me queima Então me sobra a distância de não saber amar Fruto caído de seus lábios que os sentir antes São meus últimos desejos antes de te esquecer Quando todas as espadas deixam-me igual eles Tão mortos que nem buscam ver além da vida Entrego minha carta para você como um beijo Que no silêncio é a única coisa que me sobrou Surgirei imperfeito nos altos do rio que inunda Pra na próxima noite ser a vela que você soprou E novamente eu ser a causa desta fonte de amor
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