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Nauak

@NauakZo · desde 2025

Instagram: oxi_Nauak O amor constrói castelos e o ódio ergue impérios

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Amor

Ela é Poesia, Eu Sou Batida

A gente se encontra no que importa, entre uma cesta certeira e uma página que conforta. Ela lê Clarice, eu viajo em versos soltos, nossos livros ficam empilhados entre beijos e copos. No fone, é rap, mpd, protesto e paixão, na quadra, ela finta com o coração. Ela sorri e pronto, o jogo é dela, sou só mais um fã perdido na beleza dela. Vc é rima rara, dessas que não se escreve — acontece. Linda demais, de parar o mundo sem pressa. Dessas que você olha e esquece o resto, tipo plot twist de livro honesto. A gente combina no que é verdade: letra, batida, sinceridade. Do hip-hop à poesia de rua, do seu olhar ao céu da lua. Ela canta, eu fico mudo. Ela lê, e o tempo para. Nosso fone divide o mesmo universo, Seu amor? Um slam em verso livre e imerso. Na quadra ela brilha, nas páginas também, ela é o tipo de mulher que todo livro quer ter no fim do além. E eu? Só grato por dividir o capítulo, por rimar junto, por viver esse versículo. Ela vem com seu all Star, e eu com meu Black solto o mundo gira, mas com ela, minha vida é mais certa. Cê é tipo minha track favorita no repeat, contigo até o silêncio vira hit. A gente é letra e flow, livro e show, cesta e soul, verso e couro. contigo o mundo tem mais cor, tem mais som, tem mais sabor. Cê é poesia que anda, e eu? Tô rimando só pra te alcançar. Kaju🫶

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Amor

Lobo disfarçado

Amor, por que você tem essa mania de me fuder? De chegar bonito e sair deixando escombro, de me prometer céu e me entregar abismo? O que eu te fiz, hein? Eu só queria alguém pra me desabar, sem medo de parecer fraco, sem receio de abrir as rachaduras e mostrar o estrago. Queria alguém pra ouvir minha poesia recitada baixinho no pé do ouvido, pra entender que o “te amo” dito com medo ainda é um te amo verdadeiro. Queria amar e ser retribuído, não ter que implorar por migalha de afeto como se carinho fosse dívida e sentimento fosse crime. Mas parece que o amor é um lobo na pele de cordeiro, chega manso, deita no colo, e quando você relaxa… morde. Te arranca pedaço, te rasga a esperança, te faz acreditar pra depois rir da tua fé. Amor, por que você vem vestido de cura e se comporta como ferida? Por que você faz casa no meu peito se não vai ficar pra morar? Eu sou só mais um tolo que acredita, que ainda sonha em ser colo, em ser porto, em ser lar pra alguém que não foge. Mas você, amor… você é tempestade que promete brisa, é veneno que jura ser vinho. E eu? Eu só queria ser ouvido, ser abraço depois do caos, ser poesia sem precisar rimar dor com decepção. Mas o amor… esse maldito amor… sabe se disfarçar bem. E eu, como sempre, me deixo enganar.

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Amor

...

Kada gesto teu me acende por dentro, Amor que escapa até no silêncio. Juro que em ti encontrei meu centro, Um universo no teu doce equilíbrio.

Amor

Promessa Entre Concreto e Céu

Te prometo, de dedinho, que farei poesia até das ausências, farei amor até nas palavras, inventarei tuas mãos quando as minhas estiverem vazias, e construirei versos para preencher as lacunas onde teu corpo não couber. Prometo cantar teu nome baixinho no meio da rua lotada, nas escadarias do metrô, nas vitrines embaçadas da madrugada, como quem reza, como quem se perde. Prometo fazer poesia nos dias de chuva brava, nos ônibus atrasados, nas filas sem paciência, nos beijos que a cidade esqueceu de dar, nas esquinas onde todo mundo passa sem olhar. Vou colher as palavras do chão sujo, vou pendurar promessas nos postes, vou rabiscar tua ausência nos muros, vou cuspir amor em meio ao pó e à pressa, vou tatuar teu nome nas ruas que ainda quero caminhar contigo. Mas me promete, amor, com a mesma urgência, com a mesma loucura, com a mesma fome que me faz te escrever: não me deixa sozinho nessa busca. Não deixa que minha fé em ti se desgaste como propaganda velha arrancada pelo vento, não deixa que meu coração vire enfeite quebrado numa vitrine esquecida da cidade. Promete, de dedinho também, que serás cais para o meu barco cansado, asas para a minha palavra inquieta, casa para o meu peito desabitado. Promete que minha loucura de amor não será só eco, não será só buzina longe na noite, não será só sonho de ponte quebrada. Que meu grito encontrará tua resposta, que meu poema encontrará teu peito aberto, que minha espera não será sepultada no asfalto quente. Promete que nossas saudades serão pontes, não muros. Que nossos desencontros serão poesia, não escuridão. Que nossos corpos cansados ainda terão força para se reconhecer mesmo depois das guerras diárias. Promete, amor, de dedinho, que esse amor — feito de cacos e constelações, feito de fumaça e manhãs, feito de falta e de fé — não será amor perdido. Será revolução. Será abrigo. Será nós.

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Amor

Quase dor

Te escrevo como quem reza na beira da cama, com a alma nua, esperando tua voz romper o silêncio do mundo. Diga pra mim que é real, que esse amor não é miragem, que o que sinto não dança sozinho nas paredes do meu peito. "★Diga pra mim que é real Que eu te prometo meu melhor★" e eu prometo também, te dou meus versos mais sinceros, meus medos, meus segredos, meu calor. "★Fala pra mim o que eu quero ouvir Que tu sentiu o que eu senti★" porque se tu sentiu, amor, então o universo se curva ao nosso nome, então o tempo não falha, então vale a pena esperar. "★Me diga agora, por favor Que eu vou correndo te abraçar★" e eu vou. Nem pensa. Nem pergunta como ou quando. Eu vou com a pressa de quem não tem mais chão, com os olhos marejando de volta. "★Te quero tanto, é quase dor★" e é isso. É quase dor, quase reza, quase grito. É falta de ar e excesso de sentir. "★É com você que eu quero estar Se for por mim, vai ser assim É só você querer★" e se quiser, amor, o mundo é nosso. A gente inventa outra cidade, um tempo só nosso, onde o amor não se atrasa. "★Pra gente, enfim, se amar Pra gente, enfim, se amar Pra gente, enfim, se amar Pra gente, enfim, se amar★." Música inspirada (Preciso dizer que te amo)

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Amor

Gravei teu sorriso

Em segredo, meus olhos gravaram a imagem de você sorrindo — como quem rouba o instante do tempo e esconde no bolso da alma. Sem alarde. Sem promessas. Só o sagrado do momento em que tua boca se curvou pra alegria e o mundo, por um segundo, fez sentido. Não falei nada. Meu corpo inteiro silenciou. Porque quando você sorriu, tudo que doía em mim se aquietou. Foi ali, naquele gesto simples, que eu entendi o que é beleza sem esforço, o que é amor sem pedir. Você não percebeu. Estava distraído(a), falando qualquer coisa sobre café, chuva ou música boa. Mas eu vi. Eu vi teu sorriso acontecer como quem assiste um milagre, como quem encontra lar num lugar que nem sabia que existia. E desde então, eu volto lá, todos os dias. Nos meus silêncios. Nas minhas insônias. Na pressa do dia ou na pausa do vento. Revejo teu sorriso como um quadro secreto pendurado dentro de mim. Se alguém me pergunta de você, eu invento desculpas, mudo de assunto. Mas no fundo, eu queria dizer: tem um pedaço teu morando nos meus olhos. E não sai. Não importa onde você esteja agora, nem com quem. Essa imagem é minha. Só minha. E ninguém jamais vai entender o quanto doeu e acalmou ver você sorrir naquele dia em que o mundo inteiro se calou pra mim.

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Poesia

Entre a flor e a ferida

escrevo com sangue nos olhos e flor no peito, porque a dor me ensinou a amar sem pedir respeito. sou cria da rua sem nome, onde o amor nasce torto mas ainda floresce — mesmo com a bota no pescoço, a gente não esquece como é sonhar. meu grito é rima, meu verso é faísca, explode na cara dos coxinha que nunca pisaram na pista. falo de amor também, mas é amor de sobrevivente: que beija com medo, mas beija ardente. não tenho diploma, mas tenho vivência. minha poesia vem suada, vem suja, vem quente, é lágrima, é punho, é bala que não mente. sou a lágrima da mãe preta, o beijo dado no beco, o caderno do mano preso, a esperança que ainda ecoa mesmo com o mundo seco. sou marginal porque amo demais num sistema que só odeia. sou poema que sangra, mas que também semeia.

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Amor

Eu, Casa

às vezes, penso à toa como quando senti amor — não de fora, mas de mim. foi bonito. não teve esforço. só teve eu, quieto, inteiro, sentindo. eu, por mim. eu, em mim. e isso bastava. porque amar a si mesmo é coisa que ninguém ensina, só se aprende no escuro, quando todo mundo vai embora e sobra só você com seus cacos e suas mãos aprendendo a colar. e quando o seu amor veio, tentando ser flor, era só um eco abafado do jardim que eu já tinha regado. era bonito também, mas faltava raiz. faltava chuva. faltava saber que amor não é pra preencher buraco — é pra transbordar o que já é cheio. não é desprezo, nem orgulho, nem trauma. é só que nenhum amor me viu com o tempo que leva pra se ver um pôr do sol sem pressa, sem tirar foto, sem querer eternizar — só vivendo. ninguém me tocou sem querer me consertar. ninguém ficou quando o silêncio era tudo o que eu tinha. e eu já gritei sem som, já pedi colo em silêncio, já dei tudo de mim pra quem só veio por metade. o meu amor me conhece. me esperou. me ouviu. me fez chá quente nos dias frios. me abraçou sem prometer nada. ficou. mesmo quando eu não fui fácil. O amor que chega tarde não encontra mais espaço onde já existia um lar. não é falta de querer — é que eu já fui casa. já fui lareira acesa. já fui teto que não desaba. e agora, não aceito mais ser abrigo provisório. não aceito ser entrelinha. não aceito ser espera. ou vem inteiro, ou me deixa com a paz que eu aprendi a cultivar sozinho.

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Amor

Teu Nome Ainda Mora Aqui

Você era o meu coração batendo fora do peito, minha verdade mais crua — sem máscaras, sem receio. Era o meu caos bonito, e a paz que me cobria nas noites em que eu já tinha desistido de mim. Minha alma reconheceu a tua na primeira troca de olhar, como se o universo dissesse: “é ela.” E eu entendi teu silêncio, tua dor não dita, tua vontade de ser mais, mesmo ferida. Me afoguei no teu prazer, na fome que você tinha de viver bonito, e, por um tempo, ter você foi como respirar de novo depois de quase morrer por dentro. O vazio que me rasgava foi costurado com teus gestos, com teu abraço — templo sagrado onde eu descansava. Você me curou. Me refez. Me reergueu. O vazio que me rasgava foi costurado com teus gestos, com teu abraço — templo sagrado onde eu renascia. Você não só me curou… você me reinventou. Me tocou em lugares que ninguém nunca soube alcançar, devolveu cor aos pedaços cinzas da minha alma. Mas agora, tua falta é uma faca cega me furando devagar, tua ausência é um grito mudo que ecoa nas paredes do meu peito. E eu… eu só existo — sem viver. Mas agora… tudo isso ecoa dentro de mim como um nome que ninguém mais chama. E o que era cura virou saudade crua. O que era luz virou sombra morna, e o que era nós… foi embora contigo. Você se foi… e com você foi também a parte de mim que sabia amar sem medo.

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Palavra é Luta, Não Licença

Eles pedem calma. Pedem que a gente fale baixo, que agradeça o pouco, que sorria enquanto sangra, que aceite a esmola como se fosse herança, que diga "amém" pra um sistema que ora contra nós. Mas a gente nasceu pra expandir, pra escrever dor em rebelião, pra fazer da palavra cicatriz viva. Não é birra, é trauma. É o medo de sair e não voltar, o nó na garganta de quem não pode errar — porque um erro nosso é sentença, e o deles, estatística. Dizem "merecimento", mas nunca viram a criança que cresce com fome e ainda sonha com futuro. Nunca ouviram a mãe que troca a própria comida por um litro de leite. "Se esforça que dá", dizem. Mas como, se o jogo já começa roubado? Se uns têm herança e outros, dívidas? Se uns nascem em berço e outros no asfalto quente, com a polícia de despertador e o preconceito de vizinho? Não é vitimismo. É vivência. É quem sangra onde você nem imagina. É o grito de quem já cansou de sussurrar. Nosso poema é denúncia. É flor com espinho. É lembrança de quem tombou. Dizem: "vocês querem dividir o país." Não. A gente quer costurar o que foi rasgado. Quer justiça, não favor. Quer viver — sem pedir desculpa por existir. Tu que chama de “militância forçada” nunca teve que esconder o próprio amor. E se nossa dor te incomoda, se nosso grito atrapalha teu sono, que bom. É sinal de que ainda estamos vivos. Onde negam nossa história, a gente vira fogo. Onde silenciam nossa voz, a gente vira tambor. Nosso corpo é manifesto. Nossa poesia é faca e flor, ponte e martelo, memória e construção. E que ninguém duvide: não estamos sós. Somos muitos, plurais, furiosos e belos. Porque viver não é privilégio. É direito. E se pra viver é preciso romper muros, que se preparem: onde tua indiferença fere, nossa palavra cresce e interfere.

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