Teu Nome Ainda Mora Aqui
Você era o meu coração batendo fora do peito, minha verdade mais crua — sem máscaras, sem receio. Era o meu caos bonito, e a paz que me cobria nas noites em que eu já tinha desistido de mim. Minha alma reconheceu a tua na primeira troca de olhar, como se o universo dissesse: “é ela.” E eu entendi teu silêncio, tua dor não dita, tua vontade de ser mais, mesmo ferida. Me afoguei no teu prazer, na fome que você tinha de viver bonito, e, por um tempo, ter você foi como respirar de novo depois de quase morrer por dentro. O vazio que me rasgava foi costurado com teus gestos, com teu abraço — templo sagrado onde eu descansava. Você me curou. Me refez. Me reergueu. O vazio que me rasgava foi costurado com teus gestos, com teu abraço — templo sagrado onde eu renascia. Você não só me curou… você me reinventou. Me tocou em lugares que ninguém nunca soube alcançar, devolveu cor aos pedaços cinzas da minha alma. Mas agora, tua falta é uma faca cega me furando devagar, tua ausência é um grito mudo que ecoa nas paredes do meu peito. E eu… eu só existo — sem viver. Mas agora… tudo isso ecoa dentro de mim como um nome que ninguém mais chama. E o que era cura virou saudade crua. O que era luz virou sombra morna, e o que era nós… foi embora contigo. Você se foi… e com você foi também a parte de mim que sabia amar sem medo.
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