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Jussaro

@jussaro · desde 2022

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Poema

OLHAR POÉTICO

Ser poeta é enxergar além do visível e surpreender a natureza das coisas. Captar a beleza da poeira dançando toda feliz nos raios de luz, ao sabor do vento macio. O apito de um trem que se perde atrás das colinas e que ninguém tem tempo para ouvir. Os filetes de chuva que descem saracoteando nos telhados e que refletem a luz pálida de um sol entre nuvens. O poeta sente a dor de um adeus, que nem mesmo é dele! Mas que dói no fundo de si e que brota, flor estranha, em forma de versos. Ele busca a alma profunda e o que vê, às vezes é belo e inocente como um sorriso de criança... Às vezes não!

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Família

OS SONS DA TRAGÉDIA

Numa noite antiga, raios tremendos criaram crestas de luzes num céu de chuvas e ventos. Entre cabruns e chuás, a saparia cantava no brejo os croc-croc-crocs e os grilos, seus cri-cri-cris. Então, depois de um cabrum violento, seguiu-se um longo-longo psiu!. A vida parecia suspensa. Pairava um ar de tragédia na atmosfera úmida. Foi quando os chuás no telhado serenaram, até sumirem de vez quando o último pling caiu. O silêncio irreal estendia um tapete de espinhos: O brummmm engasgado de um carro se achegou e um fon-fon ecoou à plenos pulmões bem ali, no porta da casa. Depois de um toc-toc tímido, abafado pela escuridão, uns xius-xius à baixíssima voz. Psius breves! Em seguida os buáás-buáás de tias, tios e pais, e os toclofs-toclofs esbaforidos contra os tacos de madeira recém encerados. Os frus-frus dos tecidos se esfregando em abraços doloridos: Um parente querido havia morrido na enxurrada... e não existiam sons engraçados que aplacassem aquela dor geral.

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Jesus

A CRUZ E O CLIPS

DIRETAMENTE DE MEU LIVRO DE POEMAS Clara Negra: A Cruz e o clips Uma pequena cruz pendurada na porta, presa por um clips de papel, suspensa num prego solitário: A força latente da simplicidade da imagem revela a fé profunda e pura no Senhor Filho de Meu Deus!

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Poema

Ebook CLARA NEGRA

Olá, pessoal! Estive longe algum tempo Porque estava preparando Meu primeiro ebook De poemas, intitulado CLARA NEGRA. Disponível no Google e Kobo, Com precinho de nada! Só R$ 6,50. Deem uma força aí! Um abraço e fiquem Com Deus!

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Família

FAMILIA

Dizem que de longe toda família é normal. Bom. Mas é bem de perto, no aconchego dos abraços, no ruído das risadas, nos olhares de carinho, nas brincadeiras sem tempo e no apoio incondicional que a loucura da família se realiza e nos encanta! Deus abençoe todas famílias do mundo!

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Vida

O DONO DA BOLA

De tanto em tanto repito erros. Sim, eu sei que essa é uma das definições de loucura. Mas quem não tem, um fiapo ao menos, de insanidade líquida e certa? Quando em vez estabeleço um tema para meus parcos versos, como se eu fosse o dono deles! Pobre Juçaro! Imagine então uma bola, quicando na entrada da área. Sem goleiro. Sem beques - sim, sou do tempo dos beques! Então me aproximo: a bola está ali, ávida por um chute e... Nada. Por mais que eu tente, meu pé passa através da estrutura da pelota que não se move um centímetro sequer! E que continua quicando, fazendo troça de mim! Então surge uma dúvida terrível! A bola seria um fantasma ou o fantasma seria eu que tento, no mundo real, criar coisas que existem apenas nos meus sonhos?

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Humanidade

O RIO DAS HORAS

Esse rio fluindo, como um tempo feito de águas. E que passa, imparável! Indo! Seus espelhos ondulosos refletem sem memória a paisagem ao longo do caminho Quantas vidas olharam suas águas e viram refletidas em sua superfície liquida, dramas, amores, tardes de sol? Lá vai o rio Em seu chuá sem-fim, Encaracolando suas águas entre seixos e pedregulhos. Entre velórios e dores de partos. Aqui uma reentrância, acolá um remoinho... Segue o rio obstinado, estúpido, que nunca soube parar suas águas, formar um lago, profundo, de tempo, de espaço, de vida. Mas não! corre sempre, deságua sempre, avança desde sempre. Rio burro! Na distância, o mar abre seus braços gelados e acolhe as águas num abraço de sal e de esquecimento!

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Drama

O MAL E SEUS AMORES

A vida arrancada à força! Desmembrada, Destruída, Destroçada no útero materno. Lá, onde a vida se inicia, a morte abominável foi lhe buscar. E foi um ato de amor. Dizem... Um amor traduzido em fórceps e injeção salina. Amor assassino. Maldito amor cruel. Amor das trevas. Amor das dores. Amor do mal!

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Felicidade

PULA A FOGUEIRA, IÁIÁ!

Sou antigo. Sou do tempo das fogueiras de São João. Da batata-doce assada na brasa, dos balões japoneses que enfeitavam o céu noturno e profundo de minha infância. Sou do tempo da quadrilhas (as inocentes quadrilhas, diga-se!), do Anarriê, do Anavantu, do Foi Mentira! Quando a vida era tão simples quanto à crença de que aquele era o dia mais frio do ano e nenhum outro dia tinha permissão de esfriar mais! Que fim levou meu São João? Quando a rua, toda enfeitada de bandeirolas coloridas e de galhos de bambus, encantava e seduzia minha infância tão longínqua! O falso delegado, a noiva prometida, a cadeia improvisada entre a barraca de maçã do amor e a birosquinha de bombinhas. São João, festejado em todo o Brasil, refugiou-se em Caruaru e seus arredores... E ganhou ares industriais!

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Jesus

A CRUZ E O CLIPS

Uma pequena cruz pendurada na porta, presa por um clips de papel, suspensa num prego solitário: A força latente da simplicidade da imagem, revela a fé profunda e pura no Senhor Filho de Meu Deus!

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