O DONO DA BOLA
De tanto em tanto repito erros. Sim, eu sei que essa é uma das definições de loucura. Mas quem não tem, um fiapo ao menos, de insanidade líquida e certa? Quando em vez estabeleço um tema para meus parcos versos, como se eu fosse o dono deles! Pobre Juçaro! Imagine então uma bola, quicando na entrada da área. Sem goleiro. Sem beques - sim, sou do tempo dos beques! Então me aproximo: a bola está ali, ávida por um chute e... Nada. Por mais que eu tente, meu pé passa através da estrutura da pelota que não se move um centímetro sequer! E que continua quicando, fazendo troça de mim! Então surge uma dúvida terrível! A bola seria um fantasma ou o fantasma seria eu que tento, no mundo real, criar coisas que existem apenas nos meus sonhos?
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