PULA A FOGUEIRA, IÁIÁ!
Sou antigo. Sou do tempo das fogueiras de São João. Da batata-doce assada na brasa, dos balões japoneses que enfeitavam o céu noturno e profundo de minha infância. Sou do tempo da quadrilhas (as inocentes quadrilhas, diga-se!), do Anarriê, do Anavantu, do Foi Mentira! Quando a vida era tão simples quanto à crença de que aquele era o dia mais frio do ano e nenhum outro dia tinha permissão de esfriar mais! Que fim levou meu São João? Quando a rua, toda enfeitada de bandeirolas coloridas e de galhos de bambus, encantava e seduzia minha infância tão longínqua! O falso delegado, a noiva prometida, a cadeia improvisada entre a barraca de maçã do amor e a birosquinha de bombinhas. São João, festejado em todo o Brasil, refugiou-se em Caruaru e seus arredores... E ganhou ares industriais!
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