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Carlos Eduardo

@carlos_barreto · desde 2020

Eu não estou aqui. -Mario Quintana

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RUÍDO

Era noite Eu e o mundo Um mundo lá fora Um mundo em mim Horas se esgotam E eu me esgoto O tempo passa Eu permaneço "Quase" Quase feliz Quase calmo Quase quieto Atordoado de incertezas Acanhado em virtude de que ? O mundo é cheio de caos Nesse caos, sou vazio

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Auto-estima

Hipoteticamente, eu.

O homem e seu temor mediante a incerteza da vida Inquietação de uma mente que aflige a alma Profunda é sua angústia Angústia que oculta a própria presença Eterna sentença em liberdade Guerra fria, sem sangue e sem morte Travada entre um mundo ilusório Indistiguivel ao bem e maldade Tons de cinza e opacidade colorem a cidade Silêncio é a sinfonia da noite Grito é o estrondo da alma Seu profundo pesar Busca incessante por um sentido O dia se põe e ressentido depõe seu crivo Ilusória verdade da vida E retornará na sentença que não há saida

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Um pouco do mesmo

Poemas e poesias Escrevemos sobre o que acreditamos ou estamos vivendo Às vezes nem nos tocamos que é um breve momento Logo se passa e saem trovas do contrário Um sensível termômetro entre adorno e a dor Acordamos e acreditamos em um novo dia Alegrias que vem e tristezas se vão O tempo leva e trás, assim como o momento, a sensação Às vezes tenho esperança e crença convicta Às vezes duvido de mim Pouco a pouco perdendo a essência até que chegue o fim Seja ele qual for, adorno ou da dor Não me importa, afinal, o outro dia será literalmente igual Acordo, feliz ou triste outra vez e nada muda Um loop em mim em que nada muda Os discos são sempre os mesmos e as datas iguais

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Preto e cinza

Fato da ausência não é resultado Não significa que meu mundo tenha melhorado Tampouco que eu melhorei Talvez o tempo tenha passado e somente eu não notei As coisas mudam devagar, mas o tempo é voraz O silêncio da mudança é sagaz É uma prevenção da existência Se atenta ao desatento e o pega desprevenido É como uma roupa que com seu desgaste Logo, sem perceber, lhe deixa despido Os vícios permanecem e as manias também O tempo passou, mas como água corrente, ninguém o contém Ele é silencioso, não tem sons e nem cor Mas tira a visão aos olhos e da boca o sabor Logo se vê a mudança e o tempo não trás o que se dispersou Peça de teatro, um quadro, retrato falado do que se passou

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Vida

Em descompasso

Em descompasso com a vida, eu, me degrado E como um recado diário ao dia seguinte Me deito e lamento como será Não é auto piedade ou lamentação É uma incansável insatisfação E não é frustração por fracasso ou derrota Eu ousaria dizer que quanto muito na vida... Conquistei e venci Mas venci quanto a vida e não sobre ela E me vejo cercado do que desejava ou sonhava ter Me sinto e estou rodeado do que necessito e preciso E em certa medida deveria me deixar satisfeito ou feliz E estranhamente me deito e acordo E sempre com o mesmo assombro de um novo dia Uma fagulha mesmo que despercebida, me diz... Não há por que sorrir, a dor e o medo estarão sempre aqui

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Não há propósito

Uma voz que ecoa no vazio Águas que contra todas as leis Retornam a correr o rio Traçando sempre o mesmo caminho Um dia como outro qualquer Mas como o dia anterior Ele é sempre semelhante Tudo é repetitivo e constante Cansado do mesmo Indisposto e confuso para se reinventar Os dias que retornam como águas confusas a nascente Percorrem o mesmo lugar É como o pôr e nascer do sol Ele não sabe e sequer entende do que é capaz Ele quem sempre presente e não pouco ausente Um exaustivo dilema da vida é quem leva e quem trás

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Em busca de sentido

Posso não ter todas as coisas que sonhava ter Mas tenho muito mais do que mereço E isso é bom, até eu perceber Me deito e continuamente penso... Uma insatisfação em meio a completude Uma grande inquietação em meio a finitude Eu não tenho medo da morte Meus temores estão comigo em vida Eu tenho meus dons, meus jeitos e amores Isso deveria me deixar feliz e satisfeito Diria eu, de forma convicta! Uma pessoa completa por ter tudo isso na vida Mas me falta algo afinal É como em uma mesa farta A ausência quase inevitável e insaciável Por um prato principal Sinto sua falta. No entanto, não sei qual...

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O que torna um dia especial ?

O que torna um dia especial ? Uma constante em um mundo instável Semblantes que sobressaem Entrego a vida a mim mesmo e me perco O caminho é confuso A idade me trouxe experiência A loucura me mostrou impaciência Me visto de verdades incompletas E revivo meus falsos ideais O que dá sentido à vida ? Busca constante que se desfaz em instantes Um fardo que levo comigo A busca eterna Um "eu ideal" Reprovável as próprias visões Desprezível as próprias razões Eis o dia a ser alegremente celebrado O que há de bom em um momento tão isolado ? Codinome "aniversário" Felicitações de amigos "desconhecidos" Um dia perto, em outros, desconhecidos Quanta hipocrisia se acumula e me trás insatisfação Me canso de mim e me esvaio a rir Não de alegria ou de felicidade Me encho de vazio e sagacidade e quem sabe no fim Encontre mais perto de mim a realidade 28/06/2025 📍

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Biografia

Improviso

Meus poemas quase sempre começam sem título Um verso após o outro se formam Sonhava em ser um bom contador de histórias Cercado de atentos ouvintes Igualmente, aos poemas sem prévia Quaisquer esboço em mãos Um novo trecho de conto narrado Criado e isolado na imaginação Um escritor de histórias reais Imaginárias e surreais Onde sonho fosse o real E o mundo ilusão Desapegado dos bens da vida Entregue as muitas forças da imaginação Um improviso sincero e honesto Um sonho que ascende do coração

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.....

As noites têm sido longas e difíceis Os dias estranhos e vazios Conto cada segundo Eterno minuto que não parece passar Meus pensamentos ofuscam E sentimentos confusos Torturam-me Me ausentando a razão Escrevo com sinceridade No entanto, sem criatividade esses versos Por que os sentidos se foram um dia sensatos e pensados Hoje, lhes escrevo num semblante mórbido Coloco em meus pontos, os finais E dos fins eu não sei o que são Estão perto E isso me ofusca a visão

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