Era noite
Eu e o mundo
Um mundo lá fora
Um mundo em mim
Horas se esgotam
E eu me esgoto
O tempo passa
Eu permaneço
"Quase"
Quase feliz
Quase calmo
Quase quieto
Atordoado de incertezas
Acanhado em virtude de que ?
O mundo é cheio de caos
Nesse caos, sou vazio
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O homem e seu temor mediante a incerteza da vida
Inquietação de uma mente que aflige a alma
Profunda é sua angústia
Angústia que oculta a própria presença
Eterna sentença em liberdade
Guerra fria, sem sangue e sem morte
Travada entre um mundo ilusório
Indistiguivel ao bem e maldade
Tons de cinza e opacidade colorem a cidade
Silêncio é a sinfonia da noite
Grito é o estrondo da alma
Seu profundo pesar
Busca incessante por um sentido
O dia se põe e ressentido depõe seu crivo
Ilusória verdade da vida
E retornará na sentença que não há saida
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Poemas e poesias
Escrevemos sobre o que acreditamos ou estamos vivendo
Às vezes nem nos tocamos que é um breve momento
Logo se passa e saem trovas do contrário
Um sensível termômetro entre adorno e a dor
Acordamos e acreditamos em um novo dia
Alegrias que vem e tristezas se vão
O tempo leva e trás, assim como o momento, a sensação
Às vezes tenho esperança e crença convicta
Às vezes duvido de mim
Pouco a pouco perdendo a essência até que chegue o fim
Seja ele qual for, adorno ou da dor
Não me importa, afinal, o outro dia será literalmente igual
Acordo, feliz ou triste outra vez e nada muda
Um loop em mim em que nada muda
Os discos são sempre os mesmos e as datas iguais
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Fato da ausência não é resultado
Não significa que meu mundo tenha melhorado
Tampouco que eu melhorei
Talvez o tempo tenha passado e somente eu não notei
As coisas mudam devagar, mas o tempo é voraz
O silêncio da mudança é sagaz
É uma prevenção da existência
Se atenta ao desatento e o pega desprevenido
É como uma roupa que com seu desgaste
Logo, sem perceber, lhe deixa despido
Os vícios permanecem e as manias também
O tempo passou, mas como água corrente, ninguém o contém
Ele é silencioso, não tem sons e nem cor
Mas tira a visão aos olhos e da boca o sabor
Logo se vê a mudança e o tempo não trás o que se dispersou
Peça de teatro, um quadro, retrato falado do que se passou
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Em descompasso com a vida, eu, me degrado
E como um recado diário ao dia seguinte
Me deito e lamento como será
Não é auto piedade ou lamentação
É uma incansável insatisfação
E não é frustração por fracasso ou derrota
Eu ousaria dizer que quanto muito na vida...
Conquistei e venci
Mas venci quanto a vida e não sobre ela
E me vejo cercado do que desejava ou sonhava ter
Me sinto e estou rodeado do que necessito e preciso
E em certa medida deveria me deixar satisfeito ou feliz
E estranhamente me deito e acordo
E sempre com o mesmo assombro de um novo dia
Uma fagulha mesmo que despercebida, me diz...
Não há por que sorrir, a dor e o medo estarão sempre aqui
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Uma voz que ecoa no vazio
Águas que contra todas as leis
Retornam a correr o rio
Traçando sempre o mesmo caminho
Um dia como outro qualquer
Mas como o dia anterior
Ele é sempre semelhante
Tudo é repetitivo e constante
Cansado do mesmo
Indisposto e confuso para se reinventar
Os dias que retornam como águas confusas a nascente
Percorrem o mesmo lugar
É como o pôr e nascer do sol
Ele não sabe e sequer entende do que é capaz
Ele quem sempre presente e não pouco ausente
Um exaustivo dilema da vida é quem leva e quem trás
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Posso não ter todas as coisas que sonhava ter
Mas tenho muito mais do que mereço
E isso é bom, até eu perceber
Me deito e continuamente penso...
Uma insatisfação em meio a completude
Uma grande inquietação em meio a finitude
Eu não tenho medo da morte
Meus temores estão comigo em vida
Eu tenho meus dons, meus jeitos e amores
Isso deveria me deixar feliz e satisfeito
Diria eu, de forma convicta!
Uma pessoa completa por ter tudo isso na vida
Mas me falta algo afinal
É como em uma mesa farta
A ausência quase inevitável e insaciável
Por um prato principal
Sinto sua falta. No entanto, não sei qual...
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O que torna um dia especial ?
Uma constante em um mundo instável
Semblantes que sobressaem
Entrego a vida a mim mesmo e me perco
O caminho é confuso
A idade me trouxe experiência
A loucura me mostrou impaciência
Me visto de verdades incompletas
E revivo meus falsos ideais
O que dá sentido à vida ?
Busca constante que se desfaz em instantes
Um fardo que levo comigo
A busca eterna
Um "eu ideal"
Reprovável as próprias visões
Desprezível as próprias razões
Eis o dia a ser alegremente celebrado
O que há de bom em um momento tão isolado ?
Codinome "aniversário"
Felicitações de amigos "desconhecidos"
Um dia perto, em outros, desconhecidos
Quanta hipocrisia se acumula e me trás insatisfação
Me canso de mim e me esvaio a rir
Não de alegria ou de felicidade
Me encho de vazio e sagacidade e quem sabe no fim
Encontre mais perto de mim a realidade
28/06/2025 📍
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Meus poemas quase sempre começam sem título
Um verso após o outro se formam
Sonhava em ser um bom contador de histórias
Cercado de atentos ouvintes
Igualmente, aos poemas sem prévia
Quaisquer esboço em mãos
Um novo trecho de conto narrado
Criado e isolado na imaginação
Um escritor de histórias reais
Imaginárias e surreais
Onde sonho fosse o real
E o mundo ilusão
Desapegado dos bens da vida
Entregue as muitas forças da imaginação
Um improviso sincero e honesto
Um sonho que ascende do coração
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As noites têm sido longas e difíceis
Os dias estranhos e vazios
Conto cada segundo
Eterno minuto que não parece passar
Meus pensamentos ofuscam
E sentimentos confusos
Torturam-me
Me ausentando a razão
Escrevo com sinceridade
No entanto, sem criatividade esses versos
Por que os sentidos se foram um dia sensatos e pensados
Hoje, lhes escrevo num semblante mórbido
Coloco em meus pontos, os finais
E dos fins eu não sei o que são
Estão perto
E isso me ofusca a visão
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