Em descompasso
Em descompasso com a vida, eu, me degrado E como um recado diário ao dia seguinte Me deito e lamento como será Não é auto piedade ou lamentação É uma incansável insatisfação E não é frustração por fracasso ou derrota Eu ousaria dizer que quanto muito na vida... Conquistei e venci Mas venci quanto a vida e não sobre ela E me vejo cercado do que desejava ou sonhava ter Me sinto e estou rodeado do que necessito e preciso E em certa medida deveria me deixar satisfeito ou feliz E estranhamente me deito e acordo E sempre com o mesmo assombro de um novo dia Uma fagulha mesmo que despercebida, me diz... Não há por que sorrir, a dor e o medo estarão sempre aqui
Nilza Poetisa
Bem profundo e íntimo k que vc escreveu. Mas acho, que todos temos medo. Faz parte de nós. A maioria das vezes não justifica. Simplesmente a sensação aparece né? Como vais Carlos?
Carlos Eduardo
Olá, Poetisa! Vou bem na medida do possível... Sim, às vezes o que nos assusta também nos mantém vivos. Tantas sensações e momentos variáveis, quem pode entender ?!