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Ricardo

@Vitti · desde 2019

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Poema

Segue em mim e pára

Sob a sombrinha maníaca desenhei, O mesmo soluço que dilatava o balão, Uma maré num cesto, De rosas roubadas nos arbustos, (?.). Mãos rasgadas? De pontiagudos versos, Uma, e, Hora e meia, ... Uma serenata a cappella, Para minhas joviais memórias, Que dos cabelos desconhecem, Pela alma imersa, Gritantemente se afoga, Em um castelo de conta-gotas, Se embebedou, E, despejou, Um abismo, De colapsos, ... Os pássaros gorjeiam e lêem, As mesmas bulas de remédios, Cantorias finíssimas, Um punhado de coisas pretas no céu, Azul de uma ímpar beleza, ... E os olhos do oceano? Miram o alto vestido de um vestido, Escuro de um tom claro, Certamente estou brincando, Não ouso ficar parado, Com as estatísticas de tantos astros, Que cruzam, e... (...). Aqui vou indo, Então, me acabo. Ricardo Vitti

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Maturidade

Medidas iguais

Tento ser delinquente nesses espinhos, E, já não posso, Bastasse para cair em trevas, Em parafusos a chuva vens me apedrejar, Do céu o esquecimento, Do histórico lacônico, O verso a deturpar, Quais mesmas mágoas perdidas, Percorridas, jaz a ferro, Nas ferrovias do disparo, Esquisitices joviais, ... Os pardais locutores despem o inverno, Quê...? Quem tardia chegar, Não se atrasa nem um pouco, Pouco sabe onde estava, E, aonde vai chegar, O nada, nada vê, Quem tudo pode, Nada pode, se querer, ... Também podes virar borboleta, Criar asas de cometa, E, lá de baixo, Ainda mais pode descer, Descendente flor, No aquário, o vidro que decreta, O mundo...!!! Um fundo azul, De lápis escrito, Uma lápide, Sobre a tumba, Onde o recíproco, É estar lado-a-lado, Todos juntos. Ricardo Vitti

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Morte

O mal tempo trás um verso

Desarrumei a minha barraca do teu coração, E, armei os passos, Agora digo: - Sem direção alguma. Quiçá, ouvi o luar, dizia, No mesmo tom altivo, Quando éramos dois, Depois de um pois, ... Sombrio me vêm à mente, Uma certa noite afastada do dia, Galopa o cadente alazão, Derivado das estrelas, C'os cometas em sua longitude, Enraizava as poucas nuvens, Naquele lampejo, Ao grito estendendo-se no trovão, ... Declamo um canto numa serenata, A chuvinha caindo, E, ris as minhas más rimas, condiz, O meu vulto à sombra se dispersa, O coveiro então se alegra, De deixar a monotonia, Com meu corpo em mãos. Ricardo Vitti

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Poesia

O puro doce do amargo

Desconcertado trocou as flores e floriu manhãs, Já passavam das sete, Outra hora, Outro pretexto criado, Fugir com as metafóricas margaridas, Dos seus versos carmesim, Oh, ilusão, Ela, Quem me recorre do pingar da tinta, Silhueta afã, ... (?.). Lábios quais interrogam? Talvez deixam o exclamar pungente, Dum botão de rosas, Frente-a-frente com o espelho, Uma visão de um mundo real, ... Há prisões para tantos pardais, Há liberdade nos dedos, Da aceitação do amor, Que é inexplicável para tantos, E, explicável para os loucos. Ricardo Vitti

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Amor

Abismo arado

"... Beber do néctar é, Beber feito beija-flor, E, assim sinto-me em teus lábios, E posso fugir das guerras atoa, Lembra a garoa?...". ... Oh ébrias margens de clorofila, De dia-a-dia, horas; hoje, Mais uma vez, Nos encontramos aqui, Onde a caminhada ensina e, incentiva, Então observando; caminhar, Ao jardim, de finais, Que não findam ao fim, São rosas e pedras, Perpétuas, Num fausto amor, ...? Conduz, esses versos caiados? São penúrias no meu túmulo, Tumultuado tantas vezes pela brisa e as folhas, Minh ' alma estás transpassada, Ouvistes eu falar sobre meus medos, E, sobre as angústias que corriam minhas veias, Tudo isso sabe, Disso e, mais um pouco, ... Um poema que deixo vazio de alegrias, E, cheios das minhas muitas lágrimas, Tantas, que decorei esse pensar, De margaridas dos nossos confins, Onde os espinhos crescem, Tudo, se ao menos amor!!! Seria, pois... Enfim. Ricardo Vitti

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Morte

Caixinha de surpresas

Papéis jogados de uma escrita, Holofotes numa noite de sono, Um defunto arraigado nos arranha-céus, Umas peripécias, que, quedas, e, Abismos onde habitas os pássaros de metal, ... Partiremos no vôo, O espetáculo visto de baixo, de cima do refrão, O sonhador cá pra nós, Anda de pés descalços dormindo, Pobrezinho que só ele, Sou eu que o chamas, No verso que escrevo sobre sua tumba, ... Oh, caos, Oh, tal recital, Epitáfio escondido, Sou eu, Menino falsificado, Escrevo-te, Me escrevo, Buscando subir, E, deixar esse jardim de plantas carnívoras, Partir os passos, Desse alvo, Dessas ramas, Que dos olhos se aviva. Ricardo Vitti

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Carinho

Amontoou o curso

Aparições no horizonte florido, Constantes palavras, Um pássaro, Um vaga-lumes, Dois em observação, Pungentes notas, E, uma carta qualquer, Escrita por um obséquio, Em umas pérolas de saudades, ... Uma clandestinidade colocada no coberto, No telhado molhado, Da chuva, Quem sabe, Das lágrimas dos velozes vultos, Que na luz do dia, Na névoa fria faziam peregrinação, ... Outeiros, caseiros, cheirinho de comida, Ao meio-dia, O tudo começa, Onde os burgueses cobram impostos, E, os pobres e miseráveis, Com fome, Pedem misericórdia, Então os resquícios de poesia, Saltando os murros os libertam das prisões. Ricardo Vitti

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Fantasia

Aperto constante

Discernimento do esquecimento, O que eu vejo é um dilema, Seguir-se-à o abutre, e encontrar-se-à, Entre os pesadelos dos ciprestes, O machado à ferro e madeira, Quando jovem aprendi a colher, Dos feixes nas minhas mãos, Um bouque de flores, ... Colhi ela talvez, talvez margaridas, Invés uma, Não sei, Fazem tempos, Mas ainda lembro, Oque escrevo e, oque não tinha esquecido, ... Há prisões em tudo que se aprisiona, Até o céu mais vasto tens suas grades, Juntando pétalas, Caí c'os poemas na encruzilhada, Onde tudo passa, Só a dor é quem insiste em ficar, Apago-me no escuro, E, encontro-me em teu's lábios. Ricardo Vitti

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Infância

Delírios pra lírios

Semeando a semente, O abismo, deita outros abismos, E, a draga, Tens sentenciados os prados, Coberto de flores e, capim, Na capital há pessoas, Que sonhavam sonhar, Um dia no mato, Sonhávamos, ... Chutou o menino sua bola, O pensar inflamou, Nossas vidas são um combustível, Tudo cessa, Na mesma medida que sois chamas, ... Oh, dia fluente, Dia-a-dia, diga-se de passagem, A vida é passageira, E, a viúva chora, A falta de um sol, Mal sabes que distante se aproxima, Longínquos versos, Que rasgam os varais, ... Assim deixo-me, nesse poema, Nesse bailar dos seu's longos cabelos, Que dão noz de foliões, Que na guerra só pensam nisso, Um luar, Que desapegou. Ricardo Vitti

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Poesia

Monólogo menosprezado

Isso aqui me faz afundar-se, Em tudo que vi, Estupefato andarrilho logrado, Que dos lábios não levas entoação, Deito-me nos tombos sobre as rosas, Sangro as divisões, Ébrio é sorrateiro, Uma sombra e nada mais sobra, ... Esperávamos eu e a flor, Aos olhos quais os dela observaram, E, ela sorrir ao horizonte, De perpétuas soluções, Onde o jardim afogava-se em contradições, O menear a cabeça, Éra o assombro que as nuvens colocavam, Oh, oh, ... Abismos e o pássaro veloz, Sobre o portão, Sobre a cadeia de árvores, Arrependimento que não cabe o peito, Então escorrega, No escorregadio da calçada ao corrimão, Versos carmim caídos, Pétalas aos lábios dos leitores ditos, Com ideologias palpáveis, Do andante atroz, algoz, e voraz, Estática. Ricardo Vitti

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