conservei baladas latinas para florear em teus ouvidos seletivos
montando manhosa em teu colo
te imagino dedilhando meu corpo desnudo.
experimentando vocativos preliminares de folhetim medieval.
amolecendo
tonteando
estimulando meu goso
invejo tuas donzelas modernistas.
intérpretes dum espetáculo de artesã com uma conduta rigorosa, ambiciosa
quis que me relacionasse.
Emoldurasse
confeccionasse como se dedica a morfologia sensual do romance embriagado que te consagra cineasta.
quis que me conduzisse dançando pela sua paisagem favorita
fotografa-me em Polaroid
enlace-me: deixe de lado o empenho duma amizade estranha, marcante por uma noite de glória.
teus modos frios, às vezes galantes, fazem-me arder em tua prosa provocante.
articule línguas mortas em meus sonhos de época
hesitante, clamo teu nome tocando óperas italianas que costumava odiar
enquanto me ignora, devota de tua confidência.
mulheres maduras te cativaram, te inebriaram;
embebedaram teu caráter vassalo.
não conhecem tua alma problemática como esta barista.
foragida da irresponsabilidade de teu vislumbre sacana
Me masturbo arfando lascívia e gírias safadas
poesias sujas
aceitei a proximidade platônica
mas desejei tua manha e apelidos de cama por algumas semanas.
agora é tarde: meus feitiços caducaram;
restam anagramas
das músicas que derramaste em versos bacantes em telefonemas.
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Outro poema datilografado por mim e meu venerado melhor amigo.repare as diferenças, você não vai viver bem se fizer.
Eles querem você bem vivo, vivido e nem um pouco vívido.
São poucos rostos vistos, dispidos do cansaço.
Mas não pense nisso.
Transforma aí a tua raiva em energia.
Ou se não tiver sentindo nada, melhor ainda.
Melhor seguir o manual corretamente, pra evitar algumas punições tranquilinhas.
SIGA OS CONSELHOS CATEDRÁTICOS.
NADA DE PARECER PROBLEMÁTICO.
Nada importa se tu passou noites aplicado.
ENERGÉTICO E drogas no corpo pra assegurar o resultado máximo, LÚCIDO.
Assistindo às estrelas,
calculando espectros,
desenhando o topo do teto.
De ponta-cabeça.
Eu rezo contra sua religião pra ter sucesso.
Ninguém torce por um cientista quando ele é pequeno.
Ninguém aplaude uma artista que ainda tá no concreto.
E isso não é culpa do teu mérito, sabia?
Pra eles, ignorar nois é como uma profecia.
Entregue um livro de sua autoria, somente pra que observem as primeiras 8 linhas.
E depois, assista, destruírem sua galeria artística.
Pra que você retorne com uma história mórbida.
E então eles vão te perguntar, o porque dela ser tão distópica.
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não respiro
eu não tenho coragem de te abordar
olho de canto
pro teu fichário bordado
tuas canetas roxas esferográficas
apontadores laranja
perto das folhas de resposta incendiárias
se olhar fosse um Modus Operandi
eu já teria me fodido
não respiro direito
e você está bem aí
paradinha
assinando
apoiando suas mãozinhas no queixo
eu nem senti você chegar
sentando do meu lado
organizada
aplicada na lista
meu discurso é indireto
gostaria de ser coesa
livre
igualzinha Rupi Kaur
se eu fosse o tipo de menina que corteja
despeja
se enfeita de sílabas de pedrarias e espigas
vestidos
espartilhos
colares Swarovski e jaquetas de couro
e sem vergonha
se monta num penteado
se maqueia
e te chama pra assistir
uma demonstração de interpretação falada
no microfone aberto da travessa
mas na real
eu fico boba
sentindo que
se você me desse um apelido
eu tatuaria
queimaria
tipo nome artístico
nunca te ouvi tocando
e não quero que conclua
que eu sou alguma santificação
renovação alquimista de vida
não sou uma contravenção
monja tola
do conto amor da Clarice
juro que presto atenção
se eu fosse outra celebridade
daquelas que escrevem
declamam pro povo ter noção do teu dom
se expõem
te flertam por obi e dissimulação
eu seria tua feiticeira parceira
te chamaria pra dividir fone
no parque de Madureira
que sábado é só nosso
te incentivaria a sussurrar
tuas poesias e canções dengosas de cereja e avelã no meu corpo
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Eu não sou uma garota profunda.
Num desses dias caldalosos
tranquei o constrangimento.
apatia parasita.
fui pular de casaco na piscina do complexo Esportivo
Mandei a despersonalização pra puta que pariu.
Adotei um cachorrinho num canil.
Me julguei filosófica cedo pra caralho.
esses meses catatônicos fizeram de mim otária, obcecada por estética.
Perdi o refino.
A adaga caneta.
Por vezes travessa.
Mamãe me esculpiu feito revolucionária prodígio.
hoje já nao me identifico.
Desisti de denunciar regentes cretinos.
Ultrapassei as colunas do Testemunho sentido.
Me enterrei no arcadismo.
Mas Odeio Carpe diem
Se for um túmulo disfarçado de convento.
Aí Me convenço. Invento roteiros sobre estrelas de cinema se matando.
Desmantelando esquemas monárquicos.
Alunos Rebeldes.
Envenenados pelo reformismo.
O materialismo também é inimigo.
Se mal gerido.
Como a porra do anarquismo.
Já avisei! foda-se o que eu digo.
Me entregue uns comprimidos.
Agora sim, menos VIVA.
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entre nós, posso ser sincera?
secretamente... invejo minhas melhores amigas.
todas puras e recatadas.
são do tipo que se convida pra passear em longas tardes por enseadas e jantares lunares.
você nunca se cansaria de exibi-las.
eu posso estar predestinada
nunca sendo vista, ou escutada.
sumida por anos, mártir condenada.
datilografando manuscritos espectrais
sem ser creditada.
eu não quero ser Calipso
mas já vimos guerreiros convictos desviando de seus destinos.
todos mortos, renegados ou retidos em reinos desconhecidos.
se houver qualquer varal.
pra me ouvir pelo portal.
entreguem meu bilhete dentro deste pergaminho neon manchado de agonia
me permitam sair dessa maldita profecia.
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Um poema brutal que escrevi com meu melhor amigo. Se você triunfou no COLÉGIO, sua vitória é nossa penitência. Nós, antílopes submersos, somos párias causando desordem. Vocês, gênios condecorados com penas douradas adornando cabelos arco-íris, são prodígios dignos de aplausos e fogos purpurinados. Enquanto nós, perigosos soturnos, somos ingratos por ocupar espaços abençoados por Atena, quando jamais fomos agraciados com talentos revolucionários. Com sangue escorrendo pelo nariz, chicletes grudados em camisas sociais que não nos servem, manchados até os ossos com sangue de cordeiro, abaixamos a cabeça em ato de clemência. Nós, com pais insatisfeitos que nos conduzem pela corda bamba: “Não erre, não erre”, a arma está apontada para a sua cabeça. “Vou girar o tambor, vou girar, girar, girar”, até o gatilho afiar, trema, trema, torne-se um pardal, trema, se contorça! Se encolha nesse lugar fechado, essa sala trancada pela Alohomora impenetrável. Trema! Se Esconda como uma lebre! Estou te caçando, arma em riste, gatilho afiado, tambor carregado. “Eu disse pra não errar! Eu disse pra não me decepcionar! Eu disse que desejava seu melhor! Eu disse que você é meu troféu!”
Mas mi enganei com tigo.
Você é apenas um pequeno inútil.
É menos do que eu esperava.
Apareça para morrer, não si preocupe. De você todos esperam menos do que o nada.
Aceite seu destino e pronto, já que o fracasso é teu melhor amigo.
Enquanto vocês em suas respectivas casas. Não quebre esse play5, ou te deixarei de castigo.
É que seu talento atrai aplausos. É foda. O nosso atrai lágrimas.
Teu mínimo esforço atrai sorrisos, abraços. Nosso fracasso após a tentativa é como um ímã, nos puxando até às lâminas.
Vocês, com suas penas douradas e brilhantes asas flutuam perto do sol, si aquecendo no inverno.
Nós, com nossos trapos e esparadrapos somos jogados em vão ou por um vão, nos aquecemos no inferno.
I é isso. Alguma festa ou formatura especial? Aí estão vocês.
Enquanto por aqui. Em qualquer fresta ou estrutura superficial? Sim.
Aqui estamos nós.
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Não faz muito tempo, estive lá.
Caminhando em seus sonhos com cuidado, para não te acordar.
O caos era rígido, a calma, fingida.
Desnudei sua alma flácida, refleti o que escondia.
Notoriedade , amizades fatídicas.
Sala fria, olhos invernais.
Casas quentes, fontes naturais.
Sangue pingando no piso de um quarto lívido, nunca havia visto um suicídio por causas passionais.
Lençóis avermelhados, não mais perolados.
Bilhetes desgarrados, para um antigo namorado, espalhados pelo rico espaço adornado por lírios delicados.
Amigos inventados, em um diário recortado.
Grito aprisionado , em um corpo condenado.
Morte à espreita, sorrindo com seu belo cajado, tinha os olhos fatigados de seu pai alcoolizado.
Curiosidade, para onde vou retornar quando o vento leste me convocar?
A passividade é uma flâmula para a qual se fará ludibriar.
Me meti entre os varais, os destinos sazonais.
Possuí seu corpo por razões ilegais.
Andarilha da colina, deveria me manter à espreita.
Mas o vislumbre de sua vida perfeita, me transformou em arqueira certeira.
Reprimi seu clamor, sustentei seu calor.
Afugentei seu terror, congelei seu amor.
Me fundi em seu redor, condenei seu algoz.
Recusei-te os cipós, te reduzi a pó feroz.
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Minha participação no poema do Linnus
A luz do meu dia despertou, eu devo ter dormido por dias.
Durante meu sono você estava lá, minha princesa; totalmente perdida em meus devaneios.
Dias milagrosos, Dias tenebrosos, dias superficiais, dias sobrenaturais!!
"Dançando ela veio bem perto de mim,
dançando ela foi para bem longe de mim".
Você, macia e única.
Você, perdida e solitária.
Você, tão estranha como os anjos
Dançando nos oceanos mais profundos
Girando na água.
Você é como um sonho.
@Violetlasting
Não sou um sonho, "SOU UM PESADELO Lupino".
Você tem "MEDO DO MEU DESTINO, JUSTICEIRO CONVICTO?".
"EU, UMA GUERREIRA TREINADA, JAMAIS ME PERMITIRIA SER PROTEGIDA".
Como diplomata, eu sabia minha hora de ir embora.
Ela disse- Como é tola nossa idade my lord. Você só me oferecia falsas liberdades-.
Os grilhões estavam apertados, tentávamos a todo momento fugir do controle da realeza.
A última dança era o prenúncio da DIVINDADE SOBERBA. Tocando Blue Moon no rádio, nunca nos sentimos tão solitários.
Era questão de tempo até que eu fosse chamada para retornar ao OCEANO DE ATLANTA.
Infelizmente não haveria despedida
Eu partiria COM O PRIMEIRO SINO DA MATINA.
Talvez eu seja uma eterna egoísta, pois deixei que me tivesse como fantasia satírica.
sem alternativa, transformei seus sonhos em faísca vivida!!
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Luna conheceu um jovem provinciano mutilado pela melancolia, ferido, sangrando na calçada do parque estadual abarrotado a luz do dia. ela o encontrou, se agachou na frente dele, sorriu para seus olhos doloridos e disse: "Vou te levar para um lugar seguro. Feche os olhos e apenas confie." Apontou sua varinha cintilante e curou gentilmente seus machucados profundos sem deixar uma cicatriz. Ofereceu suas mãos delicadas e o conduziu para sua carruagem prateada e lhe mostrou sua ilha dos cisnes. E hoje ele é tão grato. Dizem para ele o quanto é sortudo por cativar o coração da princesa mais cobiçada do castelo A verdade é que ela é a sortuda por curar aquele coração vibrante. Acontece que ele é um pintor talentoso que também conseguiu curar as asas dela, expôs sua própria aquarela com os tons do cabelo dela.
Eu falei sério quando disse que quando Luna se apaixona, a música acústica ambiente é persuasiva, quando Luna se apaixona, todos os estilhaços são remendados pela mãe natureza. Quando Luna se apaixona, esse poema ganha forma como nenhum que você já leu.
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Emplorei pro velho computador da biblioteca ligar.
Juntando os punhos, uma oração desesperada atendida pela manhã Antes mesmo de acordar.
Não sei ao certo quantos minutos vou conseguir escrever. Sem minhas mãos tremerem, sem a taquicardia. estou prestes a morrer.
Quando vim parar aqui?
Não devia estar aqui.
Um fluxo de consciência me alertou que não devo conversar com ninguém de que adiantaria?
Todo mundo especula meu drama infortúnio.
Isso é minha maldição ociosa até a morte súbita do colegial.
Não devia estar sentada nessa sala de aula movimentada pelo caos. Concluí com um acesso de fuga repentina.
A professora me viu, mas foi atingida pela conformidade da rotina.
Eu corri o mais rápido que consegui ir com mãos oscilantes, pés deslizantes e cabeça esvoaçando.
Neurose fritando pela esquizofrenia.
Eu corri até encontrar meu lugar seguro.
Eu corri até que vi a porta trancada.
Eu cai, sem ar nem um para implorar por misericórdia.
Eu quis chorar até soluçar.
Eu quis um motivo pelo qual o mundo ainda era meu lugar.
Eu quis um motivo pelo qual lutar.
Eu me escondi sob a tela luminosa do computador como uma menininha assustada no chão.
Até que a porta se abriu.
A lufada de ar era satisfatória para meu espírito febril.
Ar. Ar benígno! Sim, eu o queria..
Uns veteranos me viram.
Não me importei se me proclamassem psicotica.
Não me importo agora, sou casca, inóspita..
Tenho medo que alguém abra essa porta e me arraste para fora..
Me arraste para a jaula de vidro.
Eu gosto da biblioteca.
Sei que pode soar categórico.
Mas gosto da paz lívida dos livros, testemunhas silenciosas de meu delírio.
Gosto do gelo viscoso que corre pelo aposento como um refresco solícito.
Gosto das pessoas que não perguntam idiotices sobre meu estado dúbio. gosto de existir em um lugar que considero meu refúgio.
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