@tamara soares @Violetlasting

Baladas latinas duma barista

conservei baladas latinas para florear em teus ouvidos seletivos montando manhosa em teu colo te imagino dedilhando meu corpo desnudo. experimentando vocativos preliminares de folhetim medieval. amolecendo tonteando estimulando meu goso invejo tuas donzelas modernistas. intérpretes dum espetáculo de artesã com uma conduta rigorosa, ambiciosa quis que me relacionasse. Emoldurasse confeccionasse como se dedica a morfologia sensual do romance embriagado que te consagra cineasta. quis que me conduzisse dançando pela sua paisagem favorita fotografa-me em Polaroid enlace-me: deixe de lado o empenho duma amizade estranha, marcante por uma noite de glória. teus modos frios, às vezes galantes, fazem-me arder em tua prosa provocante. articule línguas mortas em meus sonhos de época hesitante, clamo teu nome tocando óperas italianas que costumava odiar enquanto me ignora, devota de tua confidência. mulheres maduras te cativaram, te inebriaram; embebedaram teu caráter vassalo. não conhecem tua alma problemática como esta barista. foragida da irresponsabilidade de teu vislumbre sacana Me masturbo arfando lascívia e gírias safadas poesias sujas aceitei a proximidade platônica mas desejei tua manha e apelidos de cama por algumas semanas. agora é tarde: meus feitiços caducaram; restam anagramas das músicas que derramaste em versos bacantes em telefonemas.

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