Foto de Mauro Augusto Ferreira

Mauro Augusto Ferreira

@Olibano_poetico · desde 2025

Poeta, escritor iniciante. Com pena nas mãos, escrevo versos que ecoam na eternidade de almas.

100 poemas 24 seguidores 10 seguindo

Seguir
Poesia

Gestos

Seus tenros olhos, marcaram em mim, mais que um simples gesto. Eles são puro, como mel em favo. Doce, mas carregados de calor. No campo cresce a tulipa, que em toda sua beleza e graça, traz sentido ao que era vazio. Na taça, o vinho espesso já não traz só sensações, faz memória, aos castanhos olhos, que perfumam meu dia como hibisco em flor.

Continuar lendo
Poesia

Silêncio

O silêncio me mata. O seu silêncio me mata. Se eu sei viver com ele? .... Talvez ele responda por mim. O bendito silêncio. Não quero dizer palavras bonitas, coisas românticas. Dizem que segunda é dia de luta. Hipócritas. De pior espécie. Você luta todos os dias. Com a armadura mais singela e rústica: a alma. Você por ventura desfere golpes pesados contra a frágil estrutura, que aos poucos colapsa. Crec.... Crec... A cada eco, o estampido ecoa. Bruto, sem perdão. Crec... Ceec... O corpo entregue, aos frangalhos já nem se importa mais. Cada nova dor, é mais um corte em um corpo mutilado. A navalha já cega, de sangue seco acumulado. O sangue que por ventura, corre dentro de ti, é o mesmo que, tempo depois escorre, grosso, escuro. A vida se esvai. Lentamente. Deixo ir, o peso fica. Ele sempre fica. Eu, aos poucos me vou. Pois não sou bem-vinda dentro do meu próprio ser. A dor fiel, observa; atentamente cada passo, até o dia que seja o último.

Continuar lendo
Poesia

Cansei de Ser Território da minha Dor.

Curar. O que, afinal? Se olho dentro e nada encontro além de uma dor aguda que pulsa como se tivesse nome. Incomoda. Resisto. Quero isso? Depende. Ela fica. Se apossou. Fez de mim seu território. Mesmo que eu a deserde, o trono ainda é dela. E eu… assistindo. Um corpo sitiado lutando mesmo sem forças. Numa manhã cinza de novembro, o cansaço não pede licença: ele toma. E eu cedo. Mas não à dor. Cedo à ruptura. Derrubo a coroa com as próprias mãos sujas. Porque cansei de ser chão pisado por aquilo que não sou. Hoje, não me curo. Hoje, eu me tomo de volta. Mauro Augusto Ferreira.

Continuar lendo
Poesia

Cansei

Cansei, quando o peso do mundo é de pedra e meu corpo de pudim. Cansei, quando a incompetência transvestida de afeto ultrapassa barreiras de bambu. Cansei, quando fui forte, e mesmo assim, me chamaram de fraco. Mas a fraqueza não é de dor, sim de aguentar pesos que não são meus. Tenho sim minhas partes, mesmo ela estando em sua maioria que bra da. Cansei quando promessas vazias ecoaram em meus ouvidos. Cansei, quando tudo pesa e já não tenho mais forças. Cansei, mesmo sem forças pra cansar. Cansei, de ser hipócrita com promessas sem sentido, mas tudo bem, palavras em sua maioria não são cumpridas. Cansei, até mesmo para escrever este texto. Cansei. *Baseado em um cansaço real, de uma pessoa real.

Continuar lendo
Poema

Barata

Nas mãos enxarcadas O sangue do pecado. Ninguém me forçou, me levei até ele. Fui seu servo, degustei banquetes, bebi licores venenosos. Mas toda ascensão tem sua queda. Não seria diferente comigo. Aqueles que apunhalei, me devolveram o presente. Agora, meus gritos são abafados, e minhas lágrimas, minha última esperança. Sem voz, fraco, imundo, como uma barata, colho o lixo de minha própria caminhada.

Continuar lendo
Poesia

Jogo da Manipulação.

Sou Voz no silêncio que se narra, nada se escuta. Se torna muda, toda a incompreensível inaptidão humana de amar seu semelhante. No escambo, vidas trocadas dão lugar ao ouro, tão brilhante, mas tão sujo. Quão pecador pode ser, quem acredita ter o destino de vidas nas mãos. Mal sabe ele, pobre hipócrita, que belo peão és, no jogo da manipulação.

Continuar lendo
Poesia

Química de Mistérios.

No limiar de palavras nada descrevem o quão sutil é a química. Lábios denunciam prazeres omissos. No calor se tem a carne, sedenta por paixão, embebida em nuances que fazem o falo gritar de prazer. As luzes apagadas deixam o mistério rolar, seus encantos rugem no ar, o que a química nunca deixou faltar. Por: Mauro Augusto Ferreira.

Continuar lendo
Poesia

Graal de Veneno

Me chamam de santo. Habito templos. Digo. Não sou santo. Sou o Diabo em pessoa. Visto falsas aparências, condeno meu irmão. Sou medíocre. Sou ganancioso. Mato por pura futilidade. Falo em nome do Criador com a boca carregada de ódio. Proclamo ele como salvador, mas condeno quem precisa de abrigo. Salve-se quem puder, ou o dinheiro deixar. Uns brigam por terras deixadas a séculos, oportunistas declamam guerras pelo prazer da morte. Nada muda, nada. Dizem estar evoluindo tecnologicamente. Isso é bom, se usado pra curar. Mas e para amar? Qual tecnologia usamos? Para ser acalento, afeto? Todos nós somos demônios, mas também anjos, basta sabermos qual usar. Afinal, você tem sido anjo ou demônio?

Continuar lendo
Poesia

Fraqueza

Você sente demais, isso é fraqueza. Não. Sinto demais, mais isso é arte, e transformo ela em poesia.

Poema

Saudade

Beijo-te no silêncio. Meu coração borbulha, ferve em esperança. Nada digo. Apenas deixo voar aquilo que me corrói: A saudade do teu olhar.