Barata
Nas mãos enxarcadas O sangue do pecado. Ninguém me forçou, me levei até ele. Fui seu servo, degustei banquetes, bebi licores venenosos. Mas toda ascensão tem sua queda. Não seria diferente comigo. Aqueles que apunhalei, me devolveram o presente. Agora, meus gritos são abafados, e minhas lágrimas, minha última esperança. Sem voz, fraco, imundo, como uma barata, colho o lixo de minha própria caminhada.
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