Mauro Augusto Ferreira @Olibano_poetico
Poesia

Silêncio

O silêncio me mata. O seu silêncio me mata. Se eu sei viver com ele? .... Talvez ele responda por mim. O bendito silêncio. Não quero dizer palavras bonitas, coisas românticas. Dizem que segunda é dia de luta. Hipócritas. De pior espécie. Você luta todos os dias. Com a armadura mais singela e rústica: a alma. Você por ventura desfere golpes pesados contra a frágil estrutura, que aos poucos colapsa. Crec.... Crec... A cada eco, o estampido ecoa. Bruto, sem perdão. Crec... Ceec... O corpo entregue, aos frangalhos já nem se importa mais. Cada nova dor, é mais um corte em um corpo mutilado. A navalha já cega, de sangue seco acumulado. O sangue que por ventura, corre dentro de ti, é o mesmo que, tempo depois escorre, grosso, escuro. A vida se esvai. Lentamente. Deixo ir, o peso fica. Ele sempre fica. Eu, aos poucos me vou. Pois não sou bem-vinda dentro do meu próprio ser. A dor fiel, observa; atentamente cada passo, até o dia que seja o último.

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