Mauro Augusto Ferreira @Olibano_poetico
Poesia

Cansei de Ser Território da minha Dor.

Curar. O que, afinal? Se olho dentro e nada encontro além de uma dor aguda que pulsa como se tivesse nome. Incomoda. Resisto. Quero isso? Depende. Ela fica. Se apossou. Fez de mim seu território. Mesmo que eu a deserde, o trono ainda é dela. E eu… assistindo. Um corpo sitiado lutando mesmo sem forças. Numa manhã cinza de novembro, o cansaço não pede licença: ele toma. E eu cedo. Mas não à dor. Cedo à ruptura. Derrubo a coroa com as próprias mãos sujas. Porque cansei de ser chão pisado por aquilo que não sou. Hoje, não me curo. Hoje, eu me tomo de volta. Mauro Augusto Ferreira.

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