Mauro Augusto Ferreira @Olibano_poetico
Poesia

Graal de Veneno

Me chamam de santo. Habito templos. Digo. Não sou santo. Sou o Diabo em pessoa. Visto falsas aparências, condeno meu irmão. Sou medíocre. Sou ganancioso. Mato por pura futilidade. Falo em nome do Criador com a boca carregada de ódio. Proclamo ele como salvador, mas condeno quem precisa de abrigo. Salve-se quem puder, ou o dinheiro deixar. Uns brigam por terras deixadas a séculos, oportunistas declamam guerras pelo prazer da morte. Nada muda, nada. Dizem estar evoluindo tecnologicamente. Isso é bom, se usado pra curar. Mas e para amar? Qual tecnologia usamos? Para ser acalento, afeto? Todos nós somos demônios, mas também anjos, basta sabermos qual usar. Afinal, você tem sido anjo ou demônio?

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