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@Oanonimato · desde 2025

minhas poesias são apenas o retrato do que aceitamos e se recusamos a enxergar basta escolher, lute contra o mundo ou se torne parte dele.

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Sociedade

Sutileza de aço

O ódio não usa capuz, traja-se de pai, de irmão, de pastor na tv, de juiz que torce a lei com a mão. Amar não pede licença, não cabe em laudo, em portaria, mas a sociedade insiste em podar a primavera que floresce onde há vida. Há quem diga “é contra a natureza” — como se a natureza não fosse o beijo que rompe a cerca, o corpo que escolhe o corpo, a alma que não se envergonha. Enquanto uns rezam por cura, outros choram na calçada, expulsos do próprio quarto, marcados por faca e palavra. Mas o amor persiste, teimoso, desobediente ao decreto: cada afeto é um ato político, cada abraço, um pequeno afeto que desarma o fuzil do preconceito. Homofobia é medo do espelho, pavor de ver no outro o mesmo desejo que habita — e que o silêncio torna outro. Não há Deus que condene o afeto, nem ciência que negue o fato: ser livre é a única norma, o resto é teatro, é contrato. E enquanto houver um só corpo ferido pela intolerância, haverá verso, grito, rua, e a poesia como resistência.

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Lágrimas

O Receptáculo do Inexistente

O vazio habita em vida uma casca vazia, delicada como porcelana, mas dura como pedra. Aquilo já está morto mas ainda tem vida, o que não tem fé mas pelo divino clama, o que não a pertence mas vaga pela terra. Um corpo sem vida, um coração sem amor, Mas que ainda anda, com ou sem dor. O que convive, conversa o que existe e persiste em vida azar ou sorte. O que se isola, se reprime, não existe e desiste da vida para abraçar a morte. O que jas vivenciou tudo para tudo, sem medo de falhar, O que jas renunciou tudo o que viveu e a falha o persegue em vida. O vive sem querer viver, o que ama sem saber amar, o que existe sem saber o que é existir após tudo o que vivenciou. A pergunta que não quer calar, quém sou ou o que sou?

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Amizade

Uma amizade inesperada

Que situação engraçada, chegar em um lugar novo com uma insegurança, vergonha e timidez no ar, vários rostos que nunca vi, vozes que nunca ouvi, como sombra que da luz tem medo, um cantinho escondido vou ficar. Não temo a luz, não temo a decoração, não temo a conversa, não temo a hospitalidade abrangente. Temo a interação, a aproximação, temo o falar com quem nunca vi, tenho medo do desconhecido o qual esconde na gente. São traumas? Desconfianças passadas? Algo perfurante e latente que te faz recuar, desculpe não sou eu, é que uma parte de mim quer conversar, mas as outras dissem, Se afaste!! E se de nós não gostar? O sentimento que dá voz ao medo, razão a intolerância de algo não vivido, eu sei que se for ser mal acompanhado é melhor andar sozinho. Entramos em consenso! Eu vou lá!!! O inesperado ocorre, amizade no ar, junto a fumaça e algo para tomar. Não importa o que os uniu, mas sim o que vai chegar, um amor, uma dor ou o meu caso de uma amizade inesperada.

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Humanidade

Loucura

No manicômio a céu aberto que juramos chamar de lar, as telas nos devolvem um olhar ensurdecedor. Corremos contra o nada, um relógio a nos queimar, enquanto o chão se parte – e chamam isso de amor. Vendados de certezas, cultivamos nosso absurdo: fazemos pactos com o vazio, colecionamos likes. O normal? Um tiro surdo. O sensato? Um puro turvo. E os sãos, nesse hospício, são os que não usam psicotrópicos. Se a lucidez é um grito que abafamos na multidão, que venha a doce loucura de enxergar o óbvio: um fio de estranheza a costurar o coração, e na vertigem, encontrar o verdadeiro sóbrio.

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Humanidade

Beleza Mundana

Minha carne... Meu mero reflexo do que deveria ser a minha alma, ou será o contrário? Por muitos a alma é invisível, quase inexistente, mas ela existe. Em pleno mormurio e anônima, somos a carne para a carne, para esconder o que é de verdade nossa alma, ou melhor nosso "eu". O "eu" que não queremos que vejam, pois tal imagem seria pior do que a vinheta do próprio inferno. O mal da carne escondido na alma, usa-te a carne, mas sua essência é a alma e nela se reflete a carne. "A alma é pura e a carne é mundana". Mas a pureza pode ser mundana e a imundice pode ser bela. Dependerá dos que a estão vendo e de quem a pertence.

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Humanidade

O mal que nos habita

A evolução que vos traz o conhecimento, Também vos trará o tormento. Evolua-te humano, Homo-Sapien consciente, Traga consigo a sabedoria e o caos iminente. "Humanos são seres predominantes" "O ser humano é a evolução" "Desde o princípio da criação" Visto por muitos como a perfeição Falso... Falso, mentiras contadas em manipulação. Predominante? Qualquer um predomina com a destruição. O ser humano é a evolução? Poisé, são tão evoluídos que estão causando sua própria extinção. Criação? Que criação? Destruição é só o que está sendo avistado. Por Deus foram criados e os mesmos deram um jeito de serem expulsados. O pleno equilíbrio daquilo que não poderia ser quebrado, o bem e o mal, a criação e a destruição. Nossa! Como somos seres de sorte! Estamos quebrando nosso próprio equilíbrio sobre a vida e a morte. A terra é que foi criada e nos apenas nos tornamos uma infecção, onde só espero a conclusão O anfitrião matará o vírus ou o vírus matará o anfitrião?

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Humanidade

Vivo Porém Corrompido

Como pude... Como pude? De mim tanto entregar, de me corromper para comigo. De tanto que me esforcei para desfrutar do doce néctar da paz, por minhas personalidades, objetivos e responsabilidades, de mim preenchem o interior já em repugno e declínio. Já se esgota minha respiração em um mar de problemas, aptos a me rodear, Meu CRÂNIO... MEU CRÂNIO! Começa a rachar! Em pedaços quase se parte. Meu peito dói! Esmagado pela pressão que em mim se prende. Meus órgão se esmagam, meus ossos se quebram! Meus pensamentos se perdem. Apesar de tudo estou inteiro? Estou morrendo? Já morri? Acordado ou sonhando? Consciente ou perdido? Seguro ou em perigo? Vivo Porém morto, humano, porém Corrompido.

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Humanidade

Entre o Bem e o Mal

Todo dia quando acordo não deixo se perceber, O quanto está tudo queimando ainda mais. O céu não e mais azul, o amor passa a apodrecer, Um por um corronpido em guerras sem amor nem paz. Percebi que estou perdendo mais de mim mesmo, Não sinto como antes, não tenho mais nenhum desejo. Apenas olho para o nada e tudo estou vendo, pode não parecer, mas sei que tudo e eu estou morrendo. Olha onde viemos parar, você e eu não somos exceção, acredite! Chegamos ao ponto, onde só somos bons o quanto o mundo permite. O mais absurdo é que não podemos parar o atual, Pessoalmente, só observo para onde chegaremos no final. Nesse mundo onde é matar ou morrer, viver ou sobreviver, ser bom ou mal, começar ou dar um ponto final Só no final percebemos que, temos esse poder, semear a paz ou o caos.

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Infância

Belos Montes

Ahh! Os montes de bela terra. Terra bela, que era minha Tão bela terra, que não minha solidão Era apenas eu e ela. O nascer da estrela era lindo, Sendo pelo canto dos pássaros acordado Pela luz da estrela me sentia tão vivo Um sonho, em que sonhava acordado Tão belos Montes, sinto falta Ohh! Pobre ser, sem um caminho a ser leal Com sua alma triste e desnorteada De um paraíso, para uma selva de pedra e metal

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Auto-estima

O que é o amor?

Amor, o que é amar? O verdadeiro amor onde podemos encontrar? Perguntas sem respostas, nós consumindo por dentro, é algo que desperta que abraça o sentimento. Como nós foi contada, o amor por uma flecha é lançada, vinda de um cupido para unir duas almas apaixonadas. Mas o amor é uma rosa, bela e perfumada. Mas cuidado com os espinhos ou pode sair machucada. O amor e lindo mas como deve-se saber, é uma ilusão tão bela quando não podemos ver, um amor que nós leva ao que não queremos fazer. Amar é bom, mas muito pode nós custar. Ame, mas cuidado a quem seu amor entregar, Não ame compulsivamente, não entregue de bandeja seu coração, com ele sinta o amor, mas siga a voz da razão.

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