I @Oanonimato
Lágrimas

O Receptáculo do Inexistente

O vazio habita em vida uma casca vazia, delicada como porcelana, mas dura como pedra. Aquilo já está morto mas ainda tem vida, o que não tem fé mas pelo divino clama, o que não a pertence mas vaga pela terra. Um corpo sem vida, um coração sem amor, Mas que ainda anda, com ou sem dor. O que convive, conversa o que existe e persiste em vida azar ou sorte. O que se isola, se reprime, não existe e desiste da vida para abraçar a morte. O que jas vivenciou tudo para tudo, sem medo de falhar, O que jas renunciou tudo o que viveu e a falha o persegue em vida. O vive sem querer viver, o que ama sem saber amar, o que existe sem saber o que é existir após tudo o que vivenciou. A pergunta que não quer calar, quém sou ou o que sou?

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