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@Matteu · desde 2025

Apenas um garoto que sente demais

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Poesia

O Monstro que Aprendi a Ser

Ah, como machuca em meu peito. Maldito seja esse sentimento que dilacera minha essência, que distorce meu olhar, esvai minha ânsia e, pelo jeito mais traiçoeiro, me culpa enquanto me arrasta ao desespero. Ainda assim, encontro‑me aqui, em meio a esta chuva de incertezas, com este vento voraz trazendo lembranças que dão sentido ao fato de eu ter me perdido do caminho que um dia jurei seguir. Pelas provações incontáveis deste mundo, acabei caindo no abismo da escuridão, onde minha essência foi tomada e moldada num monstro sombrio e desdenhoso. Mesmo diante dos fatos que me trouxeram até aqui, penso — deveras penso — se meus atos precisavam alcançar tamanha maldade e dor para me levar ao lugar onde eu deveria estar. Mas, ao ressoar do tempo sobre meus sentimentos, senti‑me cada vez mais sozinho, perdido na vastidão de um caminho que dilacerava e destituía minha alma dia após dia. No fundo, eu sabia: desejava libertar‑me das amarras da infelicidade, mesmo quando a mente sussurrava destinos sombrios que eu não compreendia. Tramei contra mim, jurei mentiras ao meu próprio reflexo e segui sozinho, entre lástimas no olhar e aquele sentimento sinistro que me corroía. Hoje, humilhado e estilhaçado, ainda estou aqui mas, não mais quem era mas, aos resquisios lacrimas ao vento...

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Poesia

Última Esperança

Talvez eu me arrependa para sempre; dói demais. Em qualquer momento eu deixava de pensar em você — até nas pequenas coisas: lavando a louça num domingo à noite, imaginando nós dois planejando a semana, quem deixaria as crianças na escola, onde passaríamos as férias de inverno. Dilacerou meu peito. Sei que lhe dei um sabre sobre o peito e senti esse mesmo sabre perfurar todos os sonhos e sentimentos que cultivei. Sei também que talvez tudo tenha sido loucura da minha cabeça, e ainda assim dói: como se algo em mim tivesse se esvaído. Meu coração me castiga a cada dia nesta casa vazia. Você dizia que era grudenta, que amava demais — então por que sinto que raramente me demonstrou isso? Houve momentos em que fui um idiota; você, por sua vez, se esvaiu como vento, sem adereços. Escrevi dezenas de poesias com minha alma e, mesmo assim, nunca foi suficiente. No fim para você, não bastei á ser uma criança perdida, que deveria ser levada de volta à mão dos pais. Às vezes me pego pensando se, entre seus olhares e ausências, houve um instante em que quiseste atravessar o meu silêncio — se alguma vez quiseste saber como eu vivia por dentro, entender cada pedaço do meu medo e da minha esperança. Diga-me, então: o que sente? Ficaria comigo quando o mundo brandir espadas contra mim? Seria minha se eu não estivesse bem? Cuidaria de mim quando eu me esvaísse em dor? Por mais que pareça infantil, eu faria tudo isso por você. Talvez eu esteja errado, mas quando você disse que sempre se colocaria acima de tudo, eu respondi que te amaria acima de tudo — e você não respondeu.

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Poesia

Memórias em Ruínas

Cercado nesta cidade em chamas, brandindo esta armadura sinistra como as dezenas de cadáveres dilacerados à minha volta, aos quais mutilei com tamanha paixão e graça. Meu sinistro semblante emana um frio que congela, trazendo o medo aos olhos de quem ousaria apontar sua espada a este homem vil. Ah, mas este olhar… olhar tão esvaecido à morte quanto a chacina que, há pouco, infligi a este mundo. De forma sucinta, avanço aos poucos, enquanto sigo com esta dança macabra, separando cabeças de seus pescoços como passos em meio à neve. Após chegar a este castelo imbuído em chamas, memórias me afligem, trazendo-me a outra era, quando esta mesma fortaleza fora um templo dourado, oriundo de um tempo de paz e esperança aos seus falsos e injustos cordeirinhos. Ainda preso nessas lembranças, recordo-me da origem da minha sina, quando fui destituído de minha doce essência e trazido à realidade vil na qual estava inserido. Ao voltar a mim mesmo, com estes resquícios do passado, percebo um belo sorriso em meu rosto, marcando, por fim, quem havia me transformado diante do espelho.

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Poesia

Sentença

Mesmo depois de um bom tempo, achei estranho, estranho como, depois que conheci você, ninguém me enviou uma solicitação em qualquer aplicativo de relacionamento. Então, inscrevi-me em outro para dizer a mim mesmo que ainda estaria buscando uma paixão. Mesmo que tenhamos colocado um basta em um futuro juntos — tão belo quanto esta noite estrelada, refletida na janela dos olhos de um sonhador — ainda assim, meu ingênuo coração, mesmo que se recuse a tornar-se parte deste abismo que cresce aos poucos em nossa essência, desvanecendo e sumindo com a inocência e toda bondade, digo a você: aceite com responsabilidade sua sentença e, sem pestanejar, desfigure-se e perca-se nesta imensidão vazia! Após sua amargurada partida ao além, na escuridão, respiro fundo, recolhendo de meu rosto essas lágrimas ridículas. De meu olhar, deixo o abismo para trás, andando com o que sobraria de um ser retalhado e odiado que, no fim, esperava com tanto desespero seu mais derradeiro fim...

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Poesia

Jovem Coração

Ah, lastimável coração partido... Ah, por que novamente iludiu-se neste ateliê sinuoso e cruel da paixão? Por que novamente perdeu-se tão profundamente na imensidão daquele olhar carmesim? Por que não seguiu sua razão e resguardou-se de qualquer emoção alheia deste amargo destino? Ah, meu caro garoto em corpo de homem vil, cansei de lhe dizer os males deste ateliê de mentiras que mascaram o carpe diem que as almas tolas, mas inocentes, proclamam sobre esta malfadada vida que prega aos mesmos tolos que ousam aventurar-se nestes sentimentos tão doces ao olhar, mas tão sinistros ao sentir... Ah, por fim, que sirva — sirva de lição infeliz àqueles que, perdidamente, sonham com tamanha afeição em seus nobres corações; pois, no frio singelo da solidão, encontram-se aqueles que humildemente foram presos e dilacerados por esta armadilha atroz e medonha da existência. Com esta presença em meus olhos marejados de agonia e aflição, desapareço em lágrimas ao vento...

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Poesia

Entre Crinas, Compassos e Abismos

Ah, quão belas são essas notas perdidas deste piano ao som da mais melancólica sinfonia de inverno, atiçando da forma mais profunda o sinuoso desespero de suas psiques ao colocar, de uma vez por todas, esses sentimentos marejados em música quanto poesia que toca — toca a alma destes cordeirinhos perdidos em suas rês existências breves, tão breves quanto o compasso deste violino marcado pelo fio do destino de cada alma sonhadora que se perdeu ao abismo das incertezas de suas mentes brilhantes. Sendo novamente colocados em tamanha pressão por esse tão perverso violinista que, mesmo sabendo decoradamente a história de cada crina presa nos parafusos desta tão definida haste, ainda assim toca este instrumento de forma plena, com um sorriso encantador ao olhar gracioso do pianista. Percebendo tamanha sinfonia desfigurada, percebo o quanto, sem perceber, perdi-me nesta hipócrita valsa da existência humana em decadência; e, no fundo de meu coração, sabia mais que qualquer ser que, aos poucos, me perdia — perdia cada troca de compasso, cada troca de olhares — que algo havia de errado, mas, sem coragem para brandir espadas à razão de seu entendimento e pôr um fim nesta dança, deixei-me perder a este destino. Desaparecendo, por fim, em lágrimas ao vento.

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Poesia

Você

Tão perdido neste olhar mas, tão distante do meu. Ahhhhhhhhh como seria um sonho esse cabelo de fogo entrelaçado ao meu, essas mãos tão pequenas quanto delicadas nas minhas, esses olhos tão desenhados como uma noite estrelada de inverno. Ahhhhhhh, que sensação estonteante, estonteante imaginar nossa dança em belo sinuar de uma noite atenuado com uma chuva de neve em Paris. Meu Deus, Quão difícil seria essa mundo de se fazer? Ahhhhh, como eu ansiava desde garoto este momento, momento este que se desfaz em minha mente agora em trazer minha realidade nesta domingo tão cinzento de inverno em meio a esta tempestade ao ver mais mais amado bem no abraço mais caloroso que já havia testemunhado com estes olhos. Ah que ressentimento mas, ao mesmo tempo, de forma inconsciente sorriu e com oque havia restado de alguém que transformaria inferno céu, desapareço em meu a o sangue esvanecem-te de minhas veias e a este quarto imbuído de poesias que um dia jurei mostrar a quem, jamais seria meu..

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Poesia

Devaneios

Ahh malditas lembranças em peito... Ahh como queria que tamanhos sentimentos não ressoassem nesta brisa tão bela de verão Ahh, que angustia lembrar de vc com lembranças que jamais não nos ocorram mas, meu coração ansiou e com a mente, deleitou-se com as mais belas e calorosas lembranças tão vividas quantos falsas nesse espelho... Ahh, se esses tão fortunios momentos realmente existissem... Ahh, se essa versão de vc que eu criei fosse realmente que és hoje... Talvez por fim, não carregaria sozinho essas dores em meu peito e sendo assim, estaríamos junto com nosso piano e violino criando nossa sinfonia com tamanha paixão e ferocidade neste teatro que no fim, mal sabíamos que essa utopia jamais seria um com o outro com nosso piano e violino

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Poesia

Talvez

Talvez eu seja louco... Talvez eu seja estúpido... Talvez seja estranho demais para se apaixonar... Talvez seja só mais um que ousa desafiar o mundo com seu amargor... Talvez, seja somente um menino jogando no tabuleiro dos homens... Mas Talvez na realidade, este garoto no fim, estava apenas buscando no mundo sua visão apaixonada que distorce de Bela demais este mundo... Ahh que distopia essa que desfigura minha mente a cada dia, cada compasso desse frívolo violino de amargor. Só espero que no fim, o vento que atenuou minha vida a este destino, seja o mesmo que, sopre oque ainda restará de meu coração ao jardim de lírios ao qual sempre sonhamos juntos.

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Poesia

Amor Alheio

Ah, meu coração despedaçado, por que sangrar de forma tão voraz com tamanhos sentimentos de dor e abandono? Ah, como dilacerou, destruiu nossa chuva de amor, ver meu tão amado bem tão perdido no abraço alheio, como o anjo mais iluminado encontrando seu lugar nos céus, enquanto eu me afogo em lágrimas e desespero. Embora tal cena machuque minha alma, mesmo com tamanha dor em meu peito, com essa quantidade de lágrimas que se esvaem em meus olhos cansados e vazios, desejo que, no fim, esse a quem chama com tamanha paixão seja aquilo que sempre esperou e jamais fui em minha chance a quem mais amei. Mas, oh, a solidão é um peso tão cruel, e a saudade é um vazio que nunca se enche. Sendo assim, brando minhas asas quebradas e desapareço em lágrimas ao vento, perdido para sempre no silêncio da noite, onde a escuridão é meu único refúgio.

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