Th @Matteu
Poesia

Jovem Coração

Ah, lastimável coração partido... Ah, por que novamente iludiu-se neste ateliê sinuoso e cruel da paixão? Por que novamente perdeu-se tão profundamente na imensidão daquele olhar carmesim? Por que não seguiu sua razão e resguardou-se de qualquer emoção alheia deste amargo destino? Ah, meu caro garoto em corpo de homem vil, cansei de lhe dizer os males deste ateliê de mentiras que mascaram o carpe diem que as almas tolas, mas inocentes, proclamam sobre esta malfadada vida que prega aos mesmos tolos que ousam aventurar-se nestes sentimentos tão doces ao olhar, mas tão sinistros ao sentir... Ah, por fim, que sirva — sirva de lição infeliz àqueles que, perdidamente, sonham com tamanha afeição em seus nobres corações; pois, no frio singelo da solidão, encontram-se aqueles que humildemente foram presos e dilacerados por esta armadilha atroz e medonha da existência. Com esta presença em meus olhos marejados de agonia e aflição, desapareço em lágrimas ao vento...

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