E fica a me encarar...
Esses risos, beijam indiretamente.
Esse teu tocar, mas sem me tocar.
O magnetismo no ar, teu olhar.
A gostosa tensão, conexão.
Sua pele quente...
Você. — Impera sobre mim.
Manhoso... Tão sagaz.
Por que faz assim...?
Eu não consigo dizer não.
Faz-me pensar,
E eu faço sem pensar.
Determinado, chegando devagar...
Agora, encima de você,
Com luxúria no olhar.
Por que não te encontrar?
Sobretudo... Este olhar.
Que me faz apreciar,
Cada segundo de vida,
Arrepia-me tua vontade...
E eu também tô com saudade.
Eu só sei te amar...
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O jeito que eu te amo,
Como eu amo o céu,
Lua, estrelas, astros,
As histórias,
Questionamentos, fatos;
Mas eu também...
sempre arranjo um jeito...
de fazer,
e de ver,
Crer, debater,
Ferir, rebater
e de dizer.
Dizer — Coisas erradas.
Como num poema.
Amor, eu sou um problema.
Escrito, entre pontos e vírgulas.
E repleta.
De cicatrizes e feridas.
Eu só queria estar deitada
nos mesmos lençóis que você.
Mas, o destino nesta vida,
ele decidiu ser cruel,
E uma dor não para de crescer.
Eu preciso te ter...
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Viciada nesta frenesi...
Coração inquieto.
E tu, a me observar, despindo-me...
— Na mente.
Estou num delírio impertinente.
Droga que me alucina...
Moreno — Do sorriso que me fascina...
Que atroz...
Você sabe... Sua voz.
Sabe; Que só precisa me ligar.
Basta o celular vibrar,
Pra eu me entregar.
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Os teus.
Teus olhos opacos, castanhos
Mantinham-me aprisionada,
Aqueles...
Aqueles olhos que me entregavam tudo,
Mas, também não me entregavam nada;
A sombra dos teus olhos ainda me assombra...
Me entorpece de madrugada,
Me prende, e me pune...
Me faz escrava de tua alma.
Garoto... Deixe-me ir.
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Tu me atravessas o peito, aqui...
Sangrando
Eu imploro, peço que pare...
Destruo o meu semblante, ainda o desejando.
fito-o por inteiro...
De joelhos, toco-o, tão álgido...
E onde?
Onde se encontra a verdade?
Entre mentiras, lágrimas, soluços,
Também, peço para não cessar.
Eu peço para continuar...
Este é o preço a pagar, a realidade...
Não lhe impeço,
Contudo suplico...
Para que não alivie mais...
É diferente esse amor, dói demais...
Estou em abstinência da tua euforia...
Me enlouquecia, entorpecia,
Esse amor me vicia...
Já me tornei escrava desta dor.
E sabia que me tornaria...
Me prendeste, amor...
E já não quero minhas asas de volta,
não quero voltar lá pra cima...
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É do sofrimento da noite,
O alimentar de paixões obscuras,
E que perversas loucuras;
Oriundas deste meu pensar.
Logo de ti lembrar.
Despertar...
E na alma da madrugada,
Eu fui despejada.
Satisfaz-me os anseios.
Escrava sou de desejos.
E alucino,
Na luz do luar já a me tocar,
E a me torturar.
E enlouqueço,
De novo como outrora
Trilhando as memórias do começo.
Lembrando...
Teus lábios nos meus acendiam astros.
Teu tocar desenhava em minha pele constelações.
Prontamente repousei no teu abraço.
Estranha utopia de emoções.
O vento dançava nos meus cabelos,
Deixei-me levar nos teus encantos,
Perdi-me nos meus medos.
Extasiei-me no teu perfume.
Foram sumindo meus pesadelos.
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Ignorando vossas asneiras,
Me deito nos braços do desvario.
Dos teus lapsos fortuitos,
Quase sempre invasivos,
Tua apraz por ser ímpio.
Fugaz, frívolo e ímpeto.
Afável e linda, que doce voz...
Contudo, repleta de aforismo.
Poderia ser meu fitar inócuo,
Usito do mesmo, e esqueço,
Eu alvo de teu inepto, tão perspícuo.
Meu olhar têm tornado-se taciturno.
E tu apenas permanece embevecido.
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Anjo dos olhos escuros,
Tua íris sublime me depura.
Mas posso ver no teu olhar incúria,
Sofrimento, inocência...
De sofisma tornou-me lúcida.
Esse amor louco com olhar lacônico,
Numa vida atroz.
Cá entre nós...
Na tua voz fico inebre, é difícil...
Tu tens minha vênia, toca-me.
Não te ter comigo é castigo.
Meu anjo taciturno...
Certas vezes quando
você me olha, não consigo.
Eu lembro das noites de junho...
Anjo dos olhos escuros.
Da pele pintada à mão,
Com traços esculpidos.
Amo teu cheiro onusto de amadeirado.
De beijo inócuo e olhar álgido,
Com um toque que me rende ao pecado,
Eu te amo tanto,
Maldito tempo átimo...
No seu amor achei refúgio.
Mas de tuas cicatrizes,
Infelizmente não sei se cuido,
Escuta-me, anjo de olhos opacos...
Eu te machuco, e você sabe,
Você sabe anjo,
As brigas frívolas, no início
Elas faziam-me refletir o exício.
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E escuro meu sangue escorre,
Na dor meu corpo se envolve...
Empunha-me o caos outra vez.
Meu vivo coração se torna pálido,
E se rasga em 2.
Ele queima, se desfigura com fluidez.
Da minha carne se sustentas,
E com euforia se alimenta.
De pedaços de mim sobrevive,
Tortura, loucura.
E esperança?
Nunca mais tive.
Meu peito põe-se a delirar;
Lágrimas mornas desabam,
Até à matina.
E a minha garganta fecha.
As borboletas do meu estômago?
Já não fazem mais festa.
Elas apodrecem juntamente de meus restos,
Tudo bem depressa.
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E me disfarço.
Mente com pensamentos incertos,
Com você longe mas, também perto...
Me perco.
Contudo,
Eu me interesso.
Esse teu olhar disperso
De amor — Preenche meu vazio interno...
Na luz do meu olhar,
Tu ficas a brincar.
Esse teu jeito, não dá...
Acabo por me apaixonar.
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