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POEMICIDA®

@Gil_Salluh · desde 2020

Radioativo ☢️ Um amante incorrigível ♥️ Repleto de pensamentos 🗣 Incansável 🦁 Homem à moda antiga 💐 Direitos Autorais (Lei nº 9.610/98).

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O silêncio e nós

Havia um sonho que não ousei contar Um silêncio dourado que o mundo não viu Nela, o vento falava o teu nome baixinho E o tempo, por um instante, se deteve em ti Caminhávamos descalços sobre água de luz Onde as estrelas se inclinavam para escutar Teus olhos eram portas abertas para o infinito E eu, sem medo, atravessava-as em silêncio Não houve palavras que o ar pudesse roubar Apenas o calor de uma mão que se reconhecia No fim, quando a manhã tentou nos despertar guardei o sonho inteiro dentro do peito E nunca mais o disse a ninguém.

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Lá no fundo

Penetrando na noite escura Sinto um prazer sem igual É o êxtase de uma criatura Noite que flerta com o mal Lá dentro existe um pecado Que ninguém ousou fugir Noite quente, dá seu recado Com prazeres a nos destruir.

Grato

Nenhum poeta se faz sozinho O bom leitor é essencial Dele que vem atenção e carinho Ter sua companhia especial O poema só vive no caminho Que o leitor trilha com zelo total No silêncio atento do vizinho Cria-se o laço mais fraternal Palavras ganham voz e destino Quando o olhar se torna vital No abraço mudo, quase divino Floresce o verso em festa anual No ninho da página, em gesto fino O leitor se eleva a rei imperial Transforma o verso em ouro cristalino E lança a arte ao plano celestial Sem ele o sonho resta pequenino Ecos perdidos no vazio mortal Mas com seu afeto puro e menino O poema atinge o eterno imortal Na troca sutil, no encontro genuíno Nasce a cumplicidade mais radical Poeta e leitor, em laço cristalino Erguem o templo da palavra ancestral.

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Circo no debate

Você me acusa e eu te acuso Não respondo, você também não E o Brasil assistindo tudo Parece até um circo essa nossa eleição. 🤡

Rock, café e solitude

No café da madrugada, a máquina cospe um espresso amargo como o riff de um Stratocaster desafinado. As ruas de Manchester dormem sob a chuva fina, eu fico acordado com a cafeína correndo pelas veias como um baixo de Peter Hook. Solitude não grita, ela sussurra em delay, como Thom Yorke entre as paredes do quarto. O cigarro se apaga no cinzeiro enquanto a caneca esfria, e a cidade inteira parece um refrão que nunca resolve. Eu sou o solo distorcido que ninguém pediu, só a noite e o café sabem o quanto o silêncio dói quando a bateria pára.

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Bom dia.

Ninguém mais me dá bom dia Mas eu dou bom dia mesmo assim E faço isso com uma poesia Te desejando inspiração sem fim. 🌹

A sentença da paixão

Ela carrega nos olhos vulcões adormecidos, capazes de me incendiar por dentro. Nos lábios, um elixir proibido, que até os deuses beberam antes de se perderem. Seus quadris não caminham: comandam. Cada balanço é sentença, cada curva, decreto imperial. O mundo se ajoelha sem perceber, e eu, que já fui rei de mim, rendo-me antes de entender. Seu corpo é manuscrito em carne viva, escrito pela língua do pecado. Cada centímetro sussurra o que a boca silencia: vem, afunda, some. Ela não precisa tocar. Basta existir a dois passos para meu sangue virar lava e minhas veias gritarem seu nome. Seu sorriso é navalha de mel: corta a razão, rouba a vontade e deixa o desejo pulsando entre a carne e a alma. É mulher que transforma lençóis em altar e gemidos em oração; que faz o corpo rezar de joelhos, enquanto a boca blasfema. Eu, outrora senhor de mim, sou território conquistado. Minha pele, mapa sob suas unhas; meu coração, prisioneiro grato às algemas; meu desejo, fera faminta pronunciando seu nome. Ela é o abismo que me chama pelo nome verdadeiro, o vendaval que desnuda minha alma, o pecado que os santos escondem quando a luz se apaga. Não há fuga, muralha ou oceano capaz de me salvar. Quanto mais corro, mais seu perfume me alcança; quanto mais nego, mais meu corpo se rende. Ela não pede: conquista com o olhar, com o silêncio, com a presença devastadora de quem nasceu para ser adorada e desejada como uma deusa. E eu entrego tudo: a razão, o orgulho, a resistência, o último não. Porque amar essa mulher não é caminhar à beira do abismo: é saltar de olhos abertos, em chamas, com o coração assinado em nome dela.

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Escravo

Eu sou escravo da escrita Sempre preso pela letra Com uma inspiração infinita Que tiro da minha gaveta Essa prisão que me persegue Me arrebata totalmente À ela sou um refém entregue Onde repousa minha mente.

Ciente

Tenho Consciência Da minha Total Ignorância Por isso Deixo Que Os Que Se Dizem Sábios Falem Por Mim.

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Masterbação

Banco Master cria o bloco De política e consternação Ter vantagens é o seu foco Corruptos em "Masterbação"