Te olhei nos olhos,
e fui além deles.
Mergulhei na tua alma
como quem encontra, enfim,
um lugar seguro para aconchego.
Vi em ti ternura,
vi doçura,
e havia em teus gestos
qualquer coisa que me desarmava.
Foi quando senti a flecha do cupido
atravessar-me o peito
sem pedir licença,
e, de repente,
eu já era teu.
O teu riso, meigo, gentil, sincero...
Acompanhado dessas tuas covinhas,
ah, que doce encanto.
Até na tua fala,
essa que tantas vezes julgaste imperfeita,
eu encontrava beleza.
Era nela que eu me aquecia,
era nela que eu reconhecia
a voz do amor.
E quando tu cantavas,
eu ouvia algo que o mundo
talvez jamais pudesse compreender:
a voz de anjos exultantes
celebrando, por alguns instantes,
a beleza de estarmos juntos.
Teu corpo, teu beijo, teu cheiro...
Meu abraço no teu,
teu corpo junto ao meu,
minha mão sobre o teu seio,
e em ti encontrei abrigo.
Mas por quê?
Por que, com toda a alegria que carregávamos,
tu mergulhaste tão fundo na amargura?
Na tristeza?
Por que permitiste
que as dores do teu passado
invadissem o nosso presente?
Por que tuas palavras,
que tantas vezes procurei acolher,
precisaram se transformar em lâminas
e atravessar justamente
o coração de quem só te pedia respeito?
Dessa vez, tuas palavras me atravessaram como uma lança.
Senti o amor desfalecer dentro de mim...
Mas, mesmo fraco,
ele ainda se recusa a morrer.
Porque ainda pensa
nos dias mais bonitos,
nos momentos mais ilustres do nosso amor.
E talvez seja essa a minha maior dor:
saber que, mesmo ferido,
ainda existe amor.
Continuar lendo
Os dias passaram… e a saudade doía no peito,
como um silêncio que insiste em ficar.
Mas quando você chegou, correndo até mim,
com pequenos pulos de alegria, a chama do meu coração aumentou em mim de novo.
Te olhei com admiração calma,
Algo inexplicável…
e pensei: você é um colírio pros meus olhos.
A tua pele preta carrega o tom do café de verdade,
marrom intenso, doce na medida,
forte… com o amargor perfeito.
Te amo com a força inteira do meu coração.
E quando estamos nus,
somos artistas sem roteiro,
criando uma obra viva,
corpos que se encontram, se reconhecem,
se tocam como se já soubessem o caminho.
Há uma energia que nos atravessa,
um fogo que não se explica…
só se sente.
E quando tudo se acalma,
vem a brisa.
Suave…
dessas que arrepiam e acolhem ao mesmo tempo.
Você deita a cabeça no meu ombro,
suas coxas nas minhas,
se vira pra mim com olhos atentos,
e ali a gente se escuta,
como quem descobre o outro de novo.
Meu sorriso te encontra,
o teu me prende mais fundo.
E então eu entendo:
sou completamente seu,
e você, completamente minha.
Entre nós não há espaço pra esconderijos,
só um amor limpo, inteiro,
profundo…
tão verdadeiro
quanto a cor de café
da tua pele.
Continuar lendo
Hoje eu vou dormir com raiva do dia que passou,
chateado comigo mesmo, pesado por dentro
porque não fui o melhor pai,
nem o melhor filho, irmão ou namorado
Hoje me irritei além do que queria,
com as pessoas, com os de casa, com o trânsito
como se tudo estivesse fora do lugar
ou talvez fosse só eu
Teve um momento em que a vontade era explodir,
deixar a ira transbordar sem medida
gritar até a voz falhar
sumir do mapa, desaparecer do mundo
até mesmo desistir de mim
Eu não sou perfeito e hoje isso ficou evidente
Hoje eu errei, falhei, me perdi em mim mesmo
Mas ainda assim, no meio desse caos interno
eu sei que preciso me agarrar à vida
me levantar com o que restar de mim
e continuar
Ser um homem melhor não é sobre nunca cair
é sobre não aceitar ficar no chão
É sobre lutar pelos meus sonhos
mesmo quando a frustração grita mais alto
mesmo quando falta apoio
quando o incentivo não vem
e tudo precisa nascer de dentro
mas amanhã ainda existe
E é nele que eu me reconstruo
Porque mesmo quebrado, eu ainda sou inteiro o suficiente pra tentar de novo
Mesmo falhando, eu ainda carrego dentro de mim a vontade de acertar
A raiva de hoje não apaga quem eu quero ser, ela só revela o quanto eu preciso evoluir
Que esse peso vire consciência, não prisão
Que essa dor vire força, não desistência
E que, mesmo nas trevas que eu senti em mim hoje, eu não esqueça
que ainda sou brilho que existe...
Continuar lendo
Estar contigo tem sabor de chocolate, doce que insiste em ficar,
mesmo quando você diz que é demais, que talvez devesse amargar.
Mas é no equilíbrio do teu jeito que tudo começa a fazer sentido,
no teu charme manhoso, nesse carinho meio escondido.
Eu gosto de como você tenta, do seu jeito, me agradar,
nos detalhes mais simples que só quem sente sabe enxergar.
E você me ama assim, intenso, bonito, quase de outro lugar,
um romance que envolve, que aquece, difícil de explicar.
No fim, é esse teu doce que em mim resolveu morar,
e mesmo quando é demais… eu sempre vou querer provar.
Continuar lendo
Na cama, no carro, na minha casa, na sua, na casa alheia, em frente ao mundo ou em qualquer canto improvável a gente se entende...
Esse negócio de signo às vezes parece ficção, mas no fundo eu sempre tive a sensação de que, em algum momento da vida, ia te encontrar. Encontrar alguém com quem eu pudesse ser inteiro, sem máscara, sem medida e te deixar ser exatamente quem você é.
Entre nós existe uma coisa difícil de explicar.
Não é só atração. Não é só química.
É tesão! Como se dois fogos antigos se reconhecessem, a gente se devora!
A gente ri alto, sem frescura, sem medo, sem vergonha! Kkkk
Teu riso comigo é livre, solto… e isso me ganha toda vez.
Tu és minha preta.
E quando te chamo de neném, a tua mão já está no automático para tirar sua roupa...
Somos intensidade pura.
Beijo gostoso, abraço que prende, me bates, me chupa, me lambe, mãos que procuram pele e desejo que não sabe ser pouco. Entre a gente não existe metade, só mergulho.
Eu sou louco por ti.
Então vem.
Que o fogo do teu escorpiano te espera, com disposição pra te deixar de pernas trêmulas, te fazer perder o fôlego entre suspiros, despertar em ti ondas de prazer que percorrem teu corpo inteiro, e te dar tudo aquilo que tua pele pede e merece, fazendo teus dias mais leves, mais vivos e mais felizes.
E quando a gente se encontrar de novo, o mundo que espere. Porque quando dois escorpianos se encontram, o que acontece não é só amor… é incêndio.
Continuar lendo
Chegou a nossa esperada Sexta como promessa boa...
A gente contava as horas como quem espera a maré subir.
Havia desejo no ar, expectativa,
aquela ansiedade boa de dois corpos que já se imaginavam próximos.
Então alguém disse: “Feliz sexta-feira 13.”
E aquilo me atravessou como um vento frio.
Um arrepio subiu dos pés até a nuca
como se o destino tivesse cochichado alguma coisa
que eu ainda não sabia ouvir.
Tentei ignorar.
O dia começou com susto:
o irmão dela se acidentou.
Por um instante pensei que tudo acabaria ali.
Mas ela disse que ele estava bem,
que já estava sendo cuidado.
Respirei aliviado.
Talvez a noite ainda fosse nossa.
Fomos para um lugar cheio de fumaça doce,
luzes baixas, copos tilintando.
Narguilé, bebida, risadas…
uma nuvem lenta engolindo o tempo.
Quando acabava, a gente pedia mais.
Depois mais.
E mais uma vez.
A promessa era simples:
depois disso, a gente iria embora
para finalmente ficar a sós.
Mas a madrugada foi ficando espessa.
As horas foram escorrendo silenciosas.
E elas não queriam parar de fumar,
nem de beber,
nem de prolongar aquela noite que parecia não ter fim.
Quando percebi…
já eram três da manhã.
E eu tive que ir.
Saí com o gosto agridoce da expectativa
que não chegou a se cumprir.
A rua estava vazia,
o silêncio pesado.
Foi então que lembrei
daquele “feliz sexta-feira 13”.
E entendi, caminhando sozinho sob a madrugada:
Nem toda noite nasce para cumprir promessas.
Algumas vêm apenas
para nos ensinar
que o destino também sabe brincar com a espera.
Continuar lendo
Te ver hoje não me fez bem. É difícil dizer isso, sendo que antes tu eras como um sol brilhando na minha vida, aquecendo meu coração e despertando em mim desejo, paixão e amor de um jeito que eu nem sabia explicar.
Sinto muito… Quando te vi e chegaste perto de mim, tua energia atravessou meu peito como uma dor daquelas que aparecem quando o coração já não quer proximidade.
Teu beijo foi apenas um gesto. Não senti nada. E estar contigo, de algum modo, me fez mal. Eu ainda insisti. Fomos a um lugar ruim, depois a um lugar bom, até dançamos… mas aquela dor no peito não foi embora. Lamentei profundamente, porque jamais quis sentir isso. E hoje havia no ar um clima de despedida.
Eu, que já desejei tanto te ver, hoje desejei te deixar partir. E senti raiva de mim mesmo por sentir isso. Não entendo.
Às vezes penso que apaixonar e desapaixonar, amar e desamar, fazem parte do meu destino. Como se eu tivesse nascido para sofrer e, sem querer, também fazer outros sofrerem. Tu me disseste na despedida que foi bom me ver, nem que fosse por pouco tempo… mas para mim não foi.
Despedi-me de ti com o coração partido... Não por te perder, mas por sentir que algo em mim já tinha ido embora antes mesmo do adeus.
Talvez o amor também conheça o inverno.
Talvez até os sóis mais intensos
um dia se tornem apenas lembrança no céu da memória.
O que fomos não foi mentira.
Foi fogo, foi luz, foi verdade enquanto existiu.
Mas algumas chamas não se apagam de repente,
elas apenas deixam de aquecer.
E assim eu sigo,
com um silêncio no peito
e uma ternura triste no olhar,
sabendo que um dia tu foste sol,
e que hoje és apenas
um pôr do sol dentro de mim.
Continuar lendo
É incrível sentir uma conexão instantânea,
te olhei, e no silêncio daquele primeiro instante algo em mim te reconheceu,
logo começamos a conversar, e de repente, pendurados ao telefone, estávamos falando por horas,
como se o tempo tivesse esquecido de passar,
como se nossas vozes fossem feitas da mesma matéria dos sonhos.
Nossa conversa foi tão boa, nossas risadas foram tão reais, a gente percebeu que temos tanto em comum,
tantos caminhos invisíveis que, sem saber, já trilhávamos juntos.
Desejei ir te ver, a qualquer custo,
não como um capricho, mas como um chamado inevitável,
mesmo você estando longe de mim, então corri até você,
atravessei distâncias guiado por algo que não se explica, apenas se sente.
Você me esperou ansiosa,
e foi tão bonito te ver, mais bonito do que qualquer lembrança que eu poderia ter imaginado,
tu me trataste com tanto amor, com tanta delicadeza,
que naquele instante o mundo inteiro parecia finalmente em seu lugar.
Me levou para passear, e o som daquelas águas nos envolvia... E ali nos beijamos.
Caminhamos juntos de mãos dadas,
como se nossas mãos já soubessem que pertenciam uma à outra desde sempre.
E quando a gente se entregou um para o outro, sentimos a delícia de nos devorarmos,
não como quem consome, mas como quem se reconhece,
toquei teu corpo, e no teu corpo encontrei abrigo,
nos tocamos, e cada toque era uma descoberta, uma promessa silenciosa,
sentimos nossos corações acelerados, descompassados e vivos,
como dois pássaros aprendendo a voar no mesmo céu.
Nos olhamos bem no fundo dos nossos olhos,
procurando respostas que talvez não existam,
mas não conseguimos entender porque nosso desejo era tão forte,
e talvez não fosse preciso entender,
porque algumas verdades nascem apenas para serem sentidas.
Você quis dormir agarrada comigo,
e naquele gesto simples havia todo o universo,
então fiquei, porque eu quis,
porque meu corpo encontrou descanso no teu,
porque minha alma encontrou calma no teu silêncio.
Pela manhã um novo dia começou,
e a luz atravessava o
Continuar lendo
Jardim de nós (Yasmin)
Tu que és flor, flor de jasmim,
delicada e rara, de fragrância doce que paira no ar como um segredo revelado ao vento.
Encantas sem esforço,
como quem não sabe da própria luz,
como quem floresce apenas por existir.
És poesia escrita pela natureza
com tinta de aurora e traços de brisa.
Nos teus olhos mora um labirinto,
não de confusão,
mas de mistério.
Só quem caminha com verdade
descobre o centro
e ali encontra abrigo.
Tua pele clara, macia como seda tocada pela manhã,
teus cachos dourados dançando à luz,
teu sorriso
ah, teu sorriso
foi ali que me perdi pela primeira vez
e desde então nunca mais quis me encontrar.
Tu me conquistaste no instante em que te vi
feliz, vibrante, intensa,
irradiando vida como o sol que rompe nuvens.
Estar contigo é ver o dia ganhar cor,
é sentir o riso nascer fácil,
é perceber que a alegria pode ter nome e rosto.
Vieste de tão longe,
atravessando distâncias e silêncios,
às vezes envolta nos teus próprios pensamentos,
mas quando nossos mundos se encontram
somos metamorfose,
somos caos bonito,
somos loucura consentida,
somos liberdade sem medo.
E se me perguntarem o que és para mim,
direi sem hesitar
És encontro.
És descoberta.
És chama que aquece sem queimar.
E se a vida for jardim,
que eu tenha o privilégio
de florescer ao teu lado.
Continuar lendo
Eu que pinto meus pensamentos com cores reais,
te vi obra de arte, musa, mulher…
Não foi só beleza.
Foi reconhecimento.
Fecho os olhos
e te vejo branca de luz,
colares tocando teu peito como pequenas luas,
a cabeça ornada de mistério,
girando leve,
como se a mata soubesse teu nome
antes mesmo de você nascer.
Há água nos teus gestos.
Há floresta no teu silêncio.
Há algo ancestral na tua presença
que não se explica,
se sente.
Teus olhos verdes de onça
são passagem.
Quando me olham,
alguma coisa antiga desperta em mim
como se eu também lembrasse
de uma vida onde já caminhamos juntos.
Doçura que afaga
e instinto que atravessa.
Delicadeza e fogo contido.
É sobre o que eu senti.
Te encontrar
foi reconhecer que certas conexões
não começam,
continuam.
Quando nossas bocas se tocaram,
não foi só beijo.
Foi mergulho.
Foi correnteza levando embora qualquer dúvida.
Tua boca macia
abria em mim
como rio claro depois da chuva.
Teu cheiro de flor aquecida na pele
me desarmou inteiro.
Era como se o mundo parasse
só para que eu respirasse você.
Entre música, risos e verdades,
eu não escondi nada.
Te dei meu sentir inteiro,
não deixei nada subentendido.
E tu sorria…
com aquele mistério bonito
de quem pertence à mata,
mas escolhe, por instantes,
ficar.
Tu partiu como quem conhece o próprio caminho,
sem pressa,
sem dúvida.
Como onça que entra na floresta
sabendo que a floresta é extensão do seu corpo.
E eu fiquei ali,
com o coração ainda pulsando no ritmo do teu,
sentindo que algo em mim
tinha florescido.
Não senti o fim.
Senti trilha.
Porque nossas almas
não se encontraram por acaso.
Elas se lembraram.
E quando duas energias se reconhecem,
o universo não desfaz,
ele prepara.
Se a floresta decide,
se as águas consentem,
se teus olhos voltarem a me procurar,
eu estarei.
Não como quem espera.
Mas como quem já sabe
que o reencontro já começou.
Continuar lendo