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Ronaldo Paulino

@ronaldopaulino · desde 2023

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Letras Escreveu Vida

As letras do alfabeto voando como folhas de outono, ressecadas pelo tempo sem distinções, o vento como carruagem de fogo.As letras não falaram porque estavam espalhadas, uma em cada canto de qualquer lugar que caíam, pois não tinham asas.O vento caprichoso levou letras, e algumas prenderam nos galhos sem folhas, porque era outono, a estação que formaram e lia "primavera".De repente, as árvores ficaram encantadas, cheias de flores amarelas delicadas, porque era um encanto que não existia no nosso mundo.O vendaval de repente aconteceu, e as letras subiram tão alto que, juntinhas, escrito ficaram nuvens tão brancas que pareciam pedacinhos de algodão.Letras voando como borboletas, uma por uma caiam, juntinhas, em pingos de lágrimas no chão seco do sertão. Numa prece au nosso Senhor Jesus Cristo, como milagre, estava escrito: "chuva".Virando rio que deu no mar, e letras o vento espalhou, e estava escrito: "caravelas navegantes" que chegaram no nosso Brasil.Depois da chuva que deu vida à terra árida, com a chuva que precisava, e o céu ainda escuro, letras voando bem alto se juntando formou azul do céu.As letras do alfabeto, juntinhas, que formam a poesia, que forma o livro que encanta, também que ensina: ler o poema e quem escreveu a receita de bolo de milho com café é tão bom.Dando forma à Constituição do meu país, e as letras que falam quando se juntam e gritam "amor", e chegam no seu último texto escrito, que fala de tudo, mas não esqueceu de escrever seu nome na finitude para renascer qualquer dia. Qualquer dia. R.Paulino

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Para falar de amor

Amor Para falar de amor, preciso ser grande, ser autêntico, mais simples. Entrego a sua realeza, me prostro aos seus pés numa atitude submissa.Para pensar no amor, preciso ter a pureza da criança, não ter pesadelos, só sonhos de verdades. E que o mundo cante para todos ouvirem: o sonho é de paz.Se quiser viver no amor, preciso repassar pela dor muitas vezes e chorar no abandono que a credita sem certeza. Para quando entra nesse templo e purificado, viver nele.E para ser perfeito, dou toda a minha sensibilidade de um coração maduro e convicto que posso viver sem me perder em qualquer tentação.Se quiser falar do amor, preciso ser Cordeiro da vida, caminhar sem cansar em desejo da cruz e ser cino que toca a liberdade para o amor que está diante de mim.Amar, amor, amamos, me ama: é uma necessidade do peito. E eu sei: quando você chega, o amor acende como uma fogueira chamada amores.E quando eu tiver na essência , sentindo todos os meus sentidos se iluminarem, ali lembre de todos que desejaram a paixão, não quiseram o melhor do coração. Porque não sabem todos o que é o amor. R.Paulino

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Eu Durmo

Eu durmo no seu colo de quase mãe, mas este aconchego tem um preço muito alto e não tenho como pagar, só tenho minha vida. Meu corpo não é de ferro nem de espuma que é levado ao vento sem saber aonde pousa; é só incerteza dos desejos de teus carinhos. A cidade é minha casa porque meu quarto não aguenta meu desejo de crescer tentando ver o futuro que não tem sem você.Passam as horas e o medo que cresce sem controle: será que você vem ou novamente vou ser corroído pela sua ausência? Sem teu colo, meu amor. Você cobra um preço muito alto ao meu coração. Eu não admito esse amor como liberdade: como dividir o amor se os dois viram um?Vem ser minha casa, meu ponto de equilíbrio que qualquer amor precisa para seguir sem pisar em corda bamba, porque é preciso terra firme. Pensa um pouco sobre esta liberdade. Sei que você sempre acreditou no amor e não vale para nós da esta oportunidade, não só para mim, mas também para você. Dá sua mão, vem comigo. Vamos viver nessa viagem sem volta de um amor de duas vias dividido que agora se uni eu e você para o amor.Passam as horas e o medo que cresce sem controle: será que você vem ou novamente vou ser corroído pela sua ausência? Sem teu colo, meu amor. Você cobra um preço muito alto ao meu coração. Eu não admito esse amor como liberdade: como dividir o amor se os dois viram um? R.Paulino

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Verdade

Estou cansado de versos que falam de amor, paixão, carinho. Quero falar e preciso expor a verdade que é minha alma. Meus versos serão de pura transparência, como a janela do café do buteco onde faço meu desjejum, e você que passa todos os dias na outra calçada. No meu corpo, que não terei seus carinhos, sempre estarei no mesmo lugar te esperando. A cada dia você com vestido sempre diferente; o mais belo é o da primavera. Sem poesia, vou falar dos desejos, fantasia que faço com você, quase sempre nua, deitada nos meus sonhos de homem solitário, de noites vazias. Esta é minha verdade, é ela no meu tesão: primeiro, de espartilho de renda numa cabana no verão, na mais bela ilha, e eu acorrentado na impaciência do teus desejos Você tirando com sedução peça por peça, e eu me jogando no abismo do êxtase da tua volúpia. Sem poesia, só nós dois nus, com puro desejo de entrega sem fim R.Paulino

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A teoria das cordas do amor de Deus

Deus dedilhou as cordas de vibrantes teoria. O universo escuro parece quando anoitece. Se foi antes ou depois? Intrigante.Para o teórico, numa matemática filosófica que nunca comprovada cientificicamente, o amor que é a teoria de tudo.Numa cosmologia surge uma singularidade, um ponto infinitamente pulsante: o amor que, no frio de uma cidade, este sentido quente e denso.Numa força telúrica, o sentimento se expandir numa velocidade, recriando o espaço que morava há muito tempo.Está expansão inevitável da vida nesse Big Bang do faroeste na TV, numa história do amor gerando partículas de luz que foram fundamentais numa filosofia.Num corpúsculo micro no quântica que chegar na relatividade au macro do sentimento: o amor, matéria que dar origem a tudo.Que fez o pensamento humano para desvendar tudo no universo e o amor como material incompreensível ainda aus corações?Que sonha para encontrar a verdade nesse paralelo, numa relatividade quântica se encontrando numa poesia no caminho do meio e uma teoria de tudo que é o amor.

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Sentimento sem Liberdade

Sentimento sem Liberdade Sentimento sem liberdade: temos medo de ir embora, de sair do convívio de todas as manhãs. Vai trazer desespero a quem ama. No coração que se desespera com a falta daquele que se foi e não disse nada. A verdade é que meu corpo pede carinho e perder os sentidos no fogo que seu amor aquece no futuro, no permanente amor. É sair da minha liberdade para seguir para a prisão do amor, onde todos estão condenados pela lei para quem ama,sem possibilidade de fugir. Eu vivia livre, como todos os dias que um dia acabam para todos, para que outros amantes da vida cheguem. Nós não contamos com o acaso, porta aberta para o destino, algemando a nossa condição para o presídio de alta alta periculosidade para quem ama. Na chegada, se nos despirmos de todos os conceitos de liberdade, o pensamento era amar como passarinho. Cortaram as asas, e ficamos esterilizados para o mundo. Muitos amantes viviam lá e tinham o banho de sol, deitados entrelaçados na relva com flores coloridas e perfumadas do cerrado,em harmonia com a brisa que balançava. Porque o juiz divino decretou a nossa perpetuidade para o homem nunca mais burlar as virtudes do amor, porque o anjo que caiu está reagindo no universo. R. Paulino

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Caso de polícia

Caso Policial Ele foi procurado e investigado pela Interpol no mundo todo. Um rosto do engano; em cada lugar, ele tinha um nome de mentira e usava muitas máscaras. O cerco se estreitava a cada investida, na corrupção dos corações iludidos por um amor que ele não sentia. Muitas denúncias chegavam, e o juiz do caso já havia determinado a prisão imediata do delinquente de rara perspicácia. O detetive, uma raposa habituada à sua expertise em reconhecer um gatuno, chamou o melhor policial que entendia do assunto. Saíram com um mandato, investigando os detalhes e evidências que, pouco a pouco, iriam desvendando o meliante que se escondia. Num jardim de beleza bucólica, ele se vê encantado. Ao mesmo tempo, se perturba com tanta beleza e, desconcertado em seus planos, não se aguenta e se sente diferente. Sua mente, até então petrificada em desejos de nuvens espessas e escuras, foi cedendo. Ela sorriu, e ele desabou. Era aquele sentimento do qual fugia por longos anos. O amor sussurra em seu peito: “É ela, Helena, que te prenderá agora”, provocando uma guerra incomparável em seu ser milenar que ainda ama. Ele, displicente, perdendo suas identidades, é dado voz de prisão pelo servidor da justiça. O Cupido foi algemado e não resistiu, porque estava encantado com aquela beleza. Conduzido pelas mãos do Cupido, ele foi levado ao juiz de paz para o decreto oficial, que foi publicado nos jornais da cidade. Divulgou-se sua imagem – que eram muitas – e a fundamental: o engano. Seu nome foi divulgado pelas mídias e redes sociais do seu tempo. Ele, o mais procurado, seu nome verdadeiro é Páris, o redimido, cumpriu sua sentença. E agora era o amor que trouxe a redenção, e o juiz de paz une os dois amores. R.Paulino

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Cavaleiro de Ogum

Nas fronteiras do amor balas não nos atingem porque estamos vestidos com as armaduras de Jorge Não tem batalha que o amor não vença porque temos fé no guerreiro que nos salva de todas as demandas Saravá Ogum Saravá Ogum saravá Já bati folha já tomei banho de erva E na cachoeira levei o ferenda para Oxum para dar calma na vida Axé minha mãe Axé minha mãe O mundo tem muita injustiça e levei meu coração e coloquei na pedra de Xangô agodô meu pai agodô meu pai agodô meu pai Depois da meia-noite pedimos proteção a meu senhor e minha senhora com o chapéu cruzado não me engana os corações cheios de falsidade Não tem batalha que o amor não vença porque temos fé no guerreiro que nos salva de todas as demandas Saravá Ogum Saravá Ogum saravá

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A justiça é Cega

Morador da cidade cartão postal que a teve, fala o rádio, divulga cantada em versos e, do alto do morro da favela, está de braços abertos no duplo sentido. Muitos, como eu, senti falta da acessibilidade de tantas promessas feitas. Acessibilidade não vem porque tem promessas, e acessibilidade não vem, e acabando as promessas, acessibilidade vem, e a saudade se vai embora. Como meu pai me deu cones que não serve, eu tenho que usar um bastonete. Sempre tem um cone na calçada que as companhias pública e privada tornam a mobilidade uma escalada da mais difícil montanha. Sempre estes cones estão na subida e descida da montanha e não reclamo mais, disse que se adaptar a vida é minha cidade sem planos. Rogamos ao divino que mande um anjo urbanista. Vamos fazer uma promessa, um sacrifício: andar de joelhos até que acontecer o milagre. Oramos ao Senhor: Anjo urbanista,venha estar no meio da cidade de nós. Anjo urbanista,venha estar no meio da cidade de nós. Anjo urbanista,venha estar no meio da cidade de nós, etc. etc. etc. Eu vivo no escuro, durmo no mesmo e sou preto, e acordo com esta conta que meu pai não paga, e vivo nos tropeços da escuridão da vida de braços com minha cidade, e ainda me deram um título de cidadão Honoris Causa.

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A Vida pós A Morte

O Senhor no madeiro rústico, sem a seiva naquela ranhas duras, o sangue não suporta a gravidade do planeta, impulsionando o caminho e espesso líquido que corre como no rio no madeiro seco que um dia foi morada dos passarinhos O que dá a vida, escorrendo lentamente como as lágrimas de saudades de um futuro sem presença do amor e devoção daquele que deu a vida por nós Misturado com o barro que um dia o Pai nos fez e soprou e deu sua vida, e um vazio se faz em mim e no mundo de meu Deus. Pergunta a sociedade:e agora, o que será de fulano e beltrano? Estamos órfãos; o que era um caminho virou um deserto sem oásis, como fogos de artifício que comemora ou avisa que a polícia está chegando, e todos os que seguiram como pombas brancas ou a turba de meliantes fugiram. A fé, como um globo de majestade, cai de antes de todo o mundo, lançando para fora da nossa realidade os meteoros de uma estrela que morre, mas não perde sua luz, que brilha e vemos até hoje. Os rejeitos da explosão cósmica de uma claridade, numa perfeição simétrica também em intensidade, se aglutina, se harmoniza e vai dando sentido a uma nova história. Não, não foram sete dias; tudo se fez em três longos dias que se arrastavam numa revolução planetária, como caldeirão de medo, intrigas e acusação aqui e ali, remorso e culpa, nessa sopa de sentimento que elaborava a nova ordem. A nova estrela estava reorganizada; berço feito das fibras de pau Brasil acolhia a geração; pois algoritmos e foi anunciado; a boca miúda da mídia já anunciava: ele voltou, claro como a luz maior. Agora as pombas brancas se reúnem; e ainda tem os descrentes que é convidado a tocar no corpo que foi do barro, agora com seus estigmas; sente as pontas tocando o véu rasgado pelo ódio numa descrença; em passant; pontas do dedo trêmulo e gelado como a lança, sentindo em alto relevo as carnes impostas. E proclama a história da morte; como tudo é meramente detalhes da unanimidade; escutem; e abrindo os braços da ética e da moral, no pináculo chamado Corcovado, todos ouvem: eu venci

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