Ronaldo Paulino @ronaldopaulino

A Vida pós A Morte

O Senhor no madeiro rústico, sem a seiva naquela ranhas duras, o sangue não suporta a gravidade do planeta, impulsionando o caminho e espesso líquido que corre como no rio no madeiro seco que um dia foi morada dos passarinhos O que dá a vida, escorrendo lentamente como as lágrimas de saudades de um futuro sem presença do amor e devoção daquele que deu a vida por nós Misturado com o barro que um dia o Pai nos fez e soprou e deu sua vida, e um vazio se faz em mim e no mundo de meu Deus. Pergunta a sociedade:e agora, o que será de fulano e beltrano? Estamos órfãos; o que era um caminho virou um deserto sem oásis, como fogos de artifício que comemora ou avisa que a polícia está chegando, e todos os que seguiram como pombas brancas ou a turba de meliantes fugiram. A fé, como um globo de majestade, cai de antes de todo o mundo, lançando para fora da nossa realidade os meteoros de uma estrela que morre, mas não perde sua luz, que brilha e vemos até hoje. Os rejeitos da explosão cósmica de uma claridade, numa perfeição simétrica também em intensidade, se aglutina, se harmoniza e vai dando sentido a uma nova história. Não, não foram sete dias; tudo se fez em três longos dias que se arrastavam numa revolução planetária, como caldeirão de medo, intrigas e acusação aqui e ali, remorso e culpa, nessa sopa de sentimento que elaborava a nova ordem. A nova estrela estava reorganizada; berço feito das fibras de pau Brasil acolhia a geração; pois algoritmos e foi anunciado; a boca miúda da mídia já anunciava: ele voltou, claro como a luz maior. Agora as pombas brancas se reúnem; e ainda tem os descrentes que é convidado a tocar no corpo que foi do barro, agora com seus estigmas; sente as pontas tocando o véu rasgado pelo ódio numa descrença; em passant; pontas do dedo trêmulo e gelado como a lança, sentindo em alto relevo as carnes impostas. E proclama a história da morte; como tudo é meramente detalhes da unanimidade; escutem; e abrindo os braços da ética e da moral, no pináculo chamado Corcovado, todos ouvem: eu venci

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