Caso de polícia
Caso Policial Ele foi procurado e investigado pela Interpol no mundo todo. Um rosto do engano; em cada lugar, ele tinha um nome de mentira e usava muitas máscaras. O cerco se estreitava a cada investida, na corrupção dos corações iludidos por um amor que ele não sentia. Muitas denúncias chegavam, e o juiz do caso já havia determinado a prisão imediata do delinquente de rara perspicácia. O detetive, uma raposa habituada à sua expertise em reconhecer um gatuno, chamou o melhor policial que entendia do assunto. Saíram com um mandato, investigando os detalhes e evidências que, pouco a pouco, iriam desvendando o meliante que se escondia. Num jardim de beleza bucólica, ele se vê encantado. Ao mesmo tempo, se perturba com tanta beleza e, desconcertado em seus planos, não se aguenta e se sente diferente. Sua mente, até então petrificada em desejos de nuvens espessas e escuras, foi cedendo. Ela sorriu, e ele desabou. Era aquele sentimento do qual fugia por longos anos. O amor sussurra em seu peito: “É ela, Helena, que te prenderá agora”, provocando uma guerra incomparável em seu ser milenar que ainda ama. Ele, displicente, perdendo suas identidades, é dado voz de prisão pelo servidor da justiça. O Cupido foi algemado e não resistiu, porque estava encantado com aquela beleza. Conduzido pelas mãos do Cupido, ele foi levado ao juiz de paz para o decreto oficial, que foi publicado nos jornais da cidade. Divulgou-se sua imagem – que eram muitas – e a fundamental: o engano. Seu nome foi divulgado pelas mídias e redes sociais do seu tempo. Ele, o mais procurado, seu nome verdadeiro é Páris, o redimido, cumpriu sua sentença. E agora era o amor que trouxe a redenção, e o juiz de paz une os dois amores. R.Paulino
Nilza Poetisa
Um poema épico Trazido para os tempos atuais. Quanta criatividade.. Adorei Simplesmente adorei amigo
Ronaldo Paulino
muito obrigado pelo carinho é o nosso lugar de fala é a poesia