À Espera
Anosos males me detêm cativa, E a maré rara traz boas venturas; O fosco lume de manhãs escuras, Extende a minha fútil narrativa... Os ares densos tecem risos breves, Mas rechaçam os atrasos do enfado; No reino azul, pudera eu ter entrado... Eu não teria mesmo mágoas leves. Os prantos vertem pela fina fresta... Deles, não posso sequer servir-me, E prevejo: nestes, morrerei afogada. Findas são as dores, o inverno resta: Anjo soturno surgido: eu devo ir-me, E depois possa versar descansada. Karen Salazar ☆ (Soneto II)
Augustus
adorei, versa muito bem 👏
Karen Coelho☆
obrigada! :)
Lima
Continuo amando
Karen Coelho☆
gostou? um dos primeiros sonetos que eu fiz, estou aprendendo agora a métrica. :) ☆ feliz natal ☆