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Lima

@C_rloz · desde 2020

Aonde a perna não chega, vai chegar o coração. Insta: @opoetaedu

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Lê com calma pra dar tempo de sentir.

Agora na escadaria norte, eu me encontrava e me perdia, cada degrau me trazia um sentimento estranho de demasia. Já eram cinco meses vivendo em Portofino e ainda não havia tido muito daquele contato pele com pele, mas o que eu via não conseguia descrever com papel e tinta. O balançar das ondas, pra lá e pra cá. uma brisa leve com aroma de mar. As vezes um pouco mais pra lá que pra cá. brincando de amar. Nas árvores, as folhas trêmulas dançavam forró enquanto o vento admirava secretamente aquela despreocupação. As nuvens compunham cenário e os pássaros cantavam Alceu. E eu fingia estar aéreo à tudo aquilo enquanto meu coração se acalentava pelo ar que respirava os pulmões. Como um cheiro no cangote ou um aconchego numa tarde de sábado. Era um calor agradável, com vistas doces. Mulheres e sorrisos. tão impecável que eu me sentia pecador. A paisagem em si não tinha muitas montanhas além de um enorme céu azul, mas tinha muitos relacionamentos e na cara de cada um se via um rubor avermelhado, como cereja. Aqueles que não tinham, brilhavam os olhos e as lajotas do beco brilhavam junto pelo reflexo. Eu me sentia bobo, confesso. E então era quinta e eu tinha de ir embora e deixar aquela cidade para trás, as pedras de suas paredes, o apertado de suas ruas, almas nuas e escadas longas. Mas olha, eu acredito que nunca tenha deixado mesmo, onde vou carrego um pouco de Portofino comigo. -Lima.

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Ainda não sei.

Eu voei. A brisa leve entregou-me aos braços daquele velho bistrô de canto esquina a fora. E eu ali me sentia cada vez mais velho, tantas vezes mais antigo, talvez pelo blues que poluía o ambiente ou pelas rosas que mostravam mais vida que eu. Mas não podia esperar menos, o café quente esfumaçava em mim queimando meus poros e eu me tornava um com o vapor, sumindo cada vez mais. meu rosto derretia e o café misturava. Deslocado de vida eu só via A vida em passadas largas se enrolando ainda mais em suas amarras desbotadas. O pior, era que olhando em retrospecto eu não tinha do que realmente reclamar, era só que a vida era vida demais pra mim. e de vida talvez me bastasse a morte. -Lima @OpoetaEdu

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Borboletas foram feitas para ser livre.

Eu queria escrever algo íntimo como bala de menta com chocolate, cantar no seu ouvido algumas verdades, cê sabe: sobre teu corpo molhado, ou as curvas do teu sorriso. Mas quão clichê seria isso? uma noite de domingo, dançar contigo sem música, fora de ritmo. Algo como Ben Jor Eller ou Beatles. É muito pedir isso? -Lima @OpoetaEdu

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Poesia

Peito que não cabe.

Eu olhava para o céu e tinha a mais bela certeza que aquelas luzes estavam dando mole p mim. eu pulava as entre-frechas da calçada, respirava aquele mesmo ar dos bares. Até desenhava os prédios em minha cabeça: Um pouco tortos, as vezes retos até demais. Aquelas mesas de madeira frente as ruas, com conversas nuas e coberturas de lona. me traziam a tona nossas conversas cruas com tom cafona sobre minha vida ou a sua. Eu amava. Por isso deito nesse beco, a essa hora e sorrisos ao verso da avenida. Ouvindo aquela cantora de rua ao fundo, buzinas. Cheiro de comida fresca e bebida, risadas ensaiadas com sentimentos sinceros. Talvez seja esse o ápice. O sabor de o coração bater sendo mais prazeroso que o mal-sentir de ser. Escrito por: Lima @OpoetaEdu

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Piedade.

imprevisível feito mar, de amar em marte, amar-te, parte embora e me parte, me deixa, me mate, mas não faça isso comigo. @OpoetaEdu

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Desire

Em mim tuas unhas queimavam eclipsando flores, rosas escuras e vivas, mortais. meus dedos em ti pintavam aqueles redemoinhos por dentro e seu licor me descia como um afrodisíaco vinho tinto. Já encharcado meu polegar trilhava sua boca, molhando seus lábios que desejavam os meus. E eu a beijava com força, com ódio, amor ou algo parecido. Deixando minhas digitais em você que era o pecado encarnado, incitando o crime que começou pelo pescoço, desceu do abdômen ás coxas até escorrer entreabertas um pouco mais de vida que jamais havia tido. @Opoetaedu

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Morena 8% álcool.

E o vinho do seu vestido vinho me trazia taças, que me levam a você. @OpoetaEdu

#01

A cada levantar teu, A cama chamava nosso cheiro, A carne desejava o arder. o peito aberto ameaçava perder, suas artérias, membranas, bombeavam em ritmo lento o coração. e todo aquele fogo que tinha dentro de mim, guardado, saía pra fora como quem queria ver a lua e seus tons de liberdade. como menta que cheira. como pimenta que arde. como o peito dói... quando a saudade bate.

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@camisapraiana

De repente o vermelho do sol me trazia ela, e na verdade pouco era brilhante se comparado à aqueles longos fios dourados. Mas ela se fazia ali E se tornava existência em mim. Já eu tinha saudade como resposta a essa vida intensa. E de pouco em pouco podia sentir o calor que as mãos dela, macias, entrelaçadas a minha podia fornecer. Eram como marteladas de amor. —Hoje será no peito, ou na cabeça?— Uma voz ecoava.

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Caixas de brinquedo.

Que me empacotem nessas caixas de brinquedo! As lojas de 1.99 me venderão, e não sobrará estoque. Uma vez mais não sobrará toques, sem caminhar pelas linhas do seu vestidos ficarei o tecido dos seus olhos escuros, eu esqueci. Não me lembre de ti. Quero nadar nesse céu de perguntas que não se faz, me pinte como um quadro que vale milhões, e mesmo assim eu sempre lembrarei daquele amor 1.99 que me tornou arte em mundo de fossa. sempre vou lembrar daquela bossa nossa em mares infundados de Barcelona, mas você sempre foge quando o caldo engrossa. então declaro minha fuga de você, menina, não tem volta. Clássico não dá mão dada pra música moda. então desfile por aí livre como você gosta, que vou gostar de outras em um mundo de liberdade e muitas histórias. onde o sol bate felicidade e a lua ilumina quem se molha. -Lima.

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