Peito que não cabe.
Eu olhava para o céu e tinha a mais bela certeza que aquelas luzes estavam dando mole p mim. eu pulava as entre-frechas da calçada, respirava aquele mesmo ar dos bares. Até desenhava os prédios em minha cabeça: Um pouco tortos, as vezes retos até demais. Aquelas mesas de madeira frente as ruas, com conversas nuas e coberturas de lona. me traziam a tona nossas conversas cruas com tom cafona sobre minha vida ou a sua. Eu amava. Por isso deito nesse beco, a essa hora e sorrisos ao verso da avenida. Ouvindo aquela cantora de rua ao fundo, buzinas. Cheiro de comida fresca e bebida, risadas ensaiadas com sentimentos sinceros. Talvez seja esse o ápice. O sabor de o coração bater sendo mais prazeroso que o mal-sentir de ser. Escrito por: Lima @OpoetaEdu
Comentários · 0
Nenhum comentário ainda. Entre para ser o primeiro a comentar.