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Joel Queiroz

@jeanpaia · desde 2024

gosto de falar sobre várias coisas. @joelpaia - insta

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Soneto de Maturidade

-Vede que dínamo possuis na boca, Que hesitante da voz dura e rouca, Tua palavra se fez minha carne, E em frequência surgiu, a beijar-me. Oh, quiçá só mesmo por chama tua, Trarão a mim do fungo, a sucessão, Mesmo a tudo, no ventre, em terra nua, Há de surgir o novo coração. Já que toda minh'alma: meu bebê, Caminha sempre em um passo torto, Pedindo-o a ti: me denuncie. Mas, calma tenha, pois de mim se vê Toda, areia quente e teu conforto, P´ra o que às costas presente, silencie.

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Amor

O Amor no Frio do Inverno

Tu, ó valente, Só tu, e ninguém mais, Que trazes de mim o mais sublime, Que afugenta a dor outrora presente. Tua, e sempre tua, A lua que me causa marés. É o teu cabelo o meu fogo, O Prometeu da humanidade minha, O Éden do que me é amor. Tu, simplesmente tu, Que domina o honroso e inexplicável Poder de traduzir meu coração. Decifro teus códigos correntes, Calculo a tua simetria, Que não pode ser enumerada. És tu, que discursa palavras de alma, Apenas com o toque de teu lábio. E é tua, e apenas tua, Toda riqueza e extensão do meu amor.

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Amor

Dama do Fogo

vejo teu rosto, teu brilho me cega, me entrego no campo de beleza terna. caio no mundo, de noites eternas, sentindo teu cheiro, sou quase estrela. no laranja quente, no teu rosto claro, eu ouço um estalo, a cortina cai. quem é você? como acordaste, o meu coração caiu no enlace. tu que és minha, é meu universo, és todo o inverso, de tudo que vi. de tudo que creio, do que imaginei, és pura poesia, és pura harmonia. o conforto completo, é estar em teus braços, sentir os teus traços, cair em teus lábios. menina do fogo, princesa das cores, me faça nascer, respirar profundo, me faça sorrir, seja o meu mundo.

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Amor

Nuvem e Chuva

a lua ilumina os passos que darei. a lua está linda, sobre o desejo que criei. dou minha razão, à minha paixão, liberto minha vida, me lanço no espaço, do meu escasso e sentido coração. quem vem lá? eu posso vê-la. sentindo o frio da incerteza, sem tremer-se, sem cair. teu amor, meu violão, tudo parece ter uma razão. tudo já se ter vivido, foi escrito para ter sentido. minha dor, já passou, não causa nem certo tremor. meu amor, preste atenção, escute a voz do meu calado coração.

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Amor

Mordida

e do céu formou-se o teu sonho, caiu do penhasco meu medo de amar. fui poeta apenas em meio à dor, me conduzindo na corrente serena. meu lago de rosas mortas agora secou. a brisa que sopra do lábio rosado é pura, é o amor do abraço das nuvens, é o calor de natureza nascida. é o vinho branco das uvas vermelhas, é o doce som das ondas douradas, é o aroma barato que me invade os pulmões, é a paz de uma promessa que nunca foi dita. é o sangue do passado já seco, é o sorriso de um corpo refeito. é o processo de mitose reversa, e é o centro do que chamei de esperança.

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Vida

Oração

A ti pertenci, de corpo e alma, de fogo e ferro, de mente e lágrimas. Tempo meu, grande colosso, só me traz a sensação, de um dia calmo e pastoso, depois da grande explosão. O futuro é o que me guarda, guardas de revolução. A brisa quente na jangada, no mar de recordação. Tempo meu, tempo nosso, dias que já se foram, viver agora eu posso. Penso nos grandes murais, que tanto me seguraram, sucumbiram aos finais, ao profundo poço acabaram. Remédio pra toda dor, tempo meu, meu professor, me encha de calor, e que me venha o amor. Não sou de fato o primeiro, a sentir o amargor. Sou apenas o herdeiro, sentimento velho e inovador. (repost)

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Amor

Soneto de um Apaixonado

quero dançar no teu corpo, sentir-te de novo, teu sistema tão louco. quero dançar no teu toque, causar tanto choque, beber da tua fonte. minha, tu és tão minha, que não me pertences. tua, e apenas tua, toda graça do mundo. quero dissolver em tuas coxas, perder minhas forças, nadando em tuas ondas, me afogando de amor.

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Drama

Traumas

O meu amigo, calado, pela tristeza, abalado, sonha em ser novamente livre. O ano ferido e encerrado, dos frutos e todo o silêncio, o atraso prolongado, seguindo agora inseguro, pelo destino marcado. Ainda que digam, escrever, sobre o livro, aquecer, não sorrir assim. A coruja está a cantar, ele a vê pela janela. O frio do metal o congela, a rua parece um perigo. "Não se importem, comigo. Não me prometam, abrigo, se o meu está tão destruído."

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Drama

Chuva de Verão

meu amor é o meu fogo, meu antigo combustível, que perdido deve estar, e tão só já se apagando. o despencar de minhas lágrimas, causa forte inundação, as enchentes correm logo, trazendo devastação. minha dor é como chuva, que no verão, se derramando, é forte e tão passageira. meu sofrer é como um sonho, já estou para acordar. meu sorriso está fraco, mas logo vai se levantar.

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Vida

Medo do Mar

eu sou minha consequência, junção de momentos, de meus sentimentos, de tantos recados, sou o fiz e não fui. eu sou o que senti nesse tempo. eu sou o que vivi nesse momento. sou a fragrância derramada, subindo o aroma por este lugar, trazendo lembrança, trazendo remorso, na encosta do mar. eu sou uma incógnita errante, um Eros delirante, e daqui em diante, eu sou o que sou, e tudo que vejo. eu sou internamente marcado, já tão machucado, pela maresia, pela fantasia, de um já idoso, medo de viver. não diga o que me compõe. o que você já me impõe, não causa efeito, trazendo do leito, a encosta do mar. e foi justamente a pipa, se sobressaindo, trazendo no vento, um caso tão lento, um mar revoltoso, um ar rancoroso, uma sombra fatal. e foi sucumbindo ao medo, ao apego, ao teu cabelo, que no fim das lembranças, eu soube quem sou. e foi causando o terror, tanto rancor, tanto estrago, tanta vergonha, tanto embaraço, que enfim retornei ao que me restou. eu sou o caminho de pedras, no rio que navegas, no ponto já cego. eu sou o amor proibido, sou tão exibido, sou tão emotivo, sou meu próprio lar.

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