Soneto de Maturidade
-Vede que dínamo possuis na boca, Que hesitante da voz dura e rouca, Tua palavra se fez minha carne, E em frequência surgiu, a beijar-me. Oh, quiçá só mesmo por chama tua, Trarão a mim do fungo, a sucessão, Mesmo a tudo, no ventre, em terra nua, Há de surgir o novo coração. Já que toda minh'alma: meu bebê, Caminha sempre em um passo torto, Pedindo-o a ti: me denuncie. Mas, calma tenha, pois de mim se vê Toda, areia quente e teu conforto, P´ra o que às costas presente, silencie.
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