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Francisco

@dingy · desde 2022

Eu sou minha própria filosofia.

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Poesia

Súbito

Meu medo, me encaro cego, sozinho, cético. Versos, súbito de delírios, palavras vazias, peito vazio. Sou o todo fragmentado; minha saudade reside na presença. Corro contra o tempo e não entendo a ausência. Sou um inteiro quebrado; que meu brado cause o impacto necessário. Não vá, não me deixe acabado. Não me sinto acabado; seu beijo refaz e desfaz. Sou problemático. Sou sua verdadeira mentira, e você, minha mentira verdadeira. Eu te amo demais para te odiar, mas não posso deixar você ficar.

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Poesia

Eu sou?

Eu sou? Você é? Sou um ser ôntico-ontológico, Dasein. Sou o Ubermensch ou o último homem? A moralidade me é estranha, sou "Selbstsein"? Não, não consigo me definir; acho que sou uma aporia ilógica. A melancolia me invade, péssimo com perdas e despedidas, e há muito "tempo perdido" em cada vírgula da minha vida. Quis eu colocar vários pontos finais em várias interrogações, mas me assombro com cada exclamação. Droga, ponha dois pontos nas minhas próximas definições e aspas em cada sentimento. Fugi do que sou, tornei-me "Dasman". Perdi cada sistema teleológico e caí sem paraquedas no meu vazio existencial. Não entendo, não sou "Sein bei" e o meu processo histórico é mais complicado que Hegel. Complexo, uma ambiguidade, sou polissêmico, mas em essência uno, ente. No fim, ficarei mais alguns meses sem escrever.

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Poesia

Sereno

Uma bela noite, bosque, zona norte. Descrevo o indescritível e sirvo como alegoria. Sou um quebra-cabeças, complexo como xadrez. Péssimo em rimas, poeta chato das seis. O mundo é um moinho, um linho fino sem cores, onde ofuscaram suas dores, pintaram suas lágrimas, sufocaram as flores, e as cédulas respiram as matas. Perco-me e encontro-me todos os dias. Já tive minhas paixões e amores: Fernanda, Vitória, Elaine e dorlores. Péssimo neologismo e colocação de palavras. Raciocínio curto, alma amarga, mente em surto,mas com um rosto sereno.

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Poesia

Autor de poesia

Frieza, o doce amargo do poeta. Gentileza, as noites que a mente não sossega. Eu me perdi quando achei que tinha me encontrado; estou ancorado, corado por não me concentrar, entender, relaxar, correr... para escapar. Eu minto, não nego, estou cego, luz que fere meus olhos. Estou na caverna, em uma busca ontológica; não sou ontólogo, nem lógico, nem acredito no cogito. Vivo perdido, não posso explicar o meu solipsismo em um turno de meio período. Sou a própria metafísica; minha física não consta peso, mas consta morte, destruição e medo. Eu não sei nada sobre o amor, nem sei se amo ou se sei amar; tudo se esvai. Sou vazio, um absurdo poético, um ser aporético, melancólico, esperto, tenso, mas sério. Acabei com minha enciclopédia; voltarei ao dicionário.

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Poesia

Caos

Tornei-me minha própria ruína. Perdido, vícios, preso em meu próprio delírio. Caminho pelo vale das sombras, acompanhado pelo meu niilismo. Sinto um vazio que nem por Deus é preenchido. Cético, poesias vazias, boemia. Para quem detestava Bukowski, estou ficando semelhante. Meu pecado? meu doce pecado. Seria eu Ana Karenina ou Raskólnikov? E se toda moral for desprendida do ser, o que eu faço? Minha esperança, cujo nome é Nástienka, bom, alto explicativo. Cada experiência, cada vocativo, sou um labirinto, um homem revoltado, sou a minha própria genealogia. Zaratustra nem falou sobre isso, um "IDIOTA". O inferno são os outros e nos outros vejo um espelho. Cansado de escrever em rimas, sou um caos.

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Poesia

O que há poesia?

És bela, mas sangra; alma em chamas, dores em aquarela. Por que não me espera? Suas palavras são pontas de lança. Seus lábios são a minha prisão, seu abraço, meu cárcere, sua presença é a minha solidão, seu perfume, meu álibi. Diz que está perdida, mas sou seu destinado, seu herói improvável, seu confuso e perdido Maxon. Sou seu homem sonhador, perdido e vazio, vivendo embargado em seu amor. E em quatro noites foram suficientes para eu me perder em você, mas agora não há mais a sua presença, há apenas meu quarto, silêncio e dor.

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Poema

Querida Emily

Querida Emily, Seu olhar frio é tão quente, seu amor morto me faz viver. Sua pele é formidável, ainda sensível ao toque. Seu coração parado ainda borbulha de amor, seu véu branco encobre seu sorriso, e mesmo com toda a sua dor, com cada lágrima derramada, você continua tão doce. Seu sorriso, seu canto, seu glamour, sua música ao piano mostra o quão cheia de vida era você. Aquela noite estava fria, sem cor, meu coração palpitava de medo. Porém, você apareceu e me mostrou outro mundo e outra perspectiva de amor. Hoje você é minha pequena borboleta azul, e irei te carregar no meu ser pra sempre. (EU NÃO POSSO, ESTÁ ERRADO. EU ERA NOIVA, E MEUS SONHOS FORAM ROUBADOS DE MIM. E AGORA ESTOU ROUBANDO OS SONHOS DE OUTRA PESSOA. EU AMO VOCÊ, MAS VOCÊ NÃO É MEU.) Ass: Noiva cadáver

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Poesia

A dificuldade da poesia

Eu não sou inovador, mas sou propenso a dor. Com ardor, vejo todos irem, e sem anuência do mundo, chorei! Esse vaziu que sinto é feérico, e aos olhos de Deus sou um ser ignóbil. Lembro do relance de olhar, e seus olhos, de chama inescrutável, me empalideceu. A passagem da vida é enexorável e vejo que não há nada a ser feito. Eu juro que tentei vencer, mas seu coração era inexpugável. Já meu pensamento é ininteligível, e nem sempre consigo lidar com as intempéries do mundo. Desculpa por esses aforismo e o dito prolixo.

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Poesia

Eu não sou um dicionário

Minha personalidade fleumática é efêmera, E minha paciência não é concomitante à minha degenerada revolta. Meu talento é tácito, mas verbalmente sou lacônico. Sou um tanto bucólico; Prefiro enfrentar do que tergiversar. Meu raciocínio é célebre e célere, E não necessito vociferar. Decerto, ansio por paz. Pretendo elucidar minha fala; Até lá, andarei a esmo.

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Poesia

Complexo

Eu sou um completo complexo, um paradoxo, uma doxa. Minha mente é uma aporia, um complexo vasto. Cético, com linguagem ficcional, Sou metódico, fatídico e fático; chamo atenção. Não há sentido conativo nem expressões emocionais, Mas sou poético, patético, nada clerical. Às vezes, queria ser mais expositivo, Mas meu ofício e amor pelos fonemas, Transforma-se em uma confusa obra expressionista. Sou poeta, cronista, um narrador; Sou emissor, receptor, sou código, O canal de comunicação e a mensagem. E fiz todo esse emaranhado embaraçado Para transmitir que faltam apenas 19 dias Para eu fazer 19 anos.

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