Autor de poesia
Frieza, o doce amargo do poeta. Gentileza, as noites que a mente não sossega. Eu me perdi quando achei que tinha me encontrado; estou ancorado, corado por não me concentrar, entender, relaxar, correr... para escapar. Eu minto, não nego, estou cego, luz que fere meus olhos. Estou na caverna, em uma busca ontológica; não sou ontólogo, nem lógico, nem acredito no cogito. Vivo perdido, não posso explicar o meu solipsismo em um turno de meio período. Sou a própria metafísica; minha física não consta peso, mas consta morte, destruição e medo. Eu não sei nada sobre o amor, nem sei se amo ou se sei amar; tudo se esvai. Sou vazio, um absurdo poético, um ser aporético, melancólico, esperto, tenso, mas sério. Acabei com minha enciclopédia; voltarei ao dicionário.
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