Francisco @dingy
Poesia

Caos

Tornei-me minha própria ruína. Perdido, vícios, preso em meu próprio delírio. Caminho pelo vale das sombras, acompanhado pelo meu niilismo. Sinto um vazio que nem por Deus é preenchido. Cético, poesias vazias, boemia. Para quem detestava Bukowski, estou ficando semelhante. Meu pecado? meu doce pecado. Seria eu Ana Karenina ou Raskólnikov? E se toda moral for desprendida do ser, o que eu faço? Minha esperança, cujo nome é Nástienka, bom, alto explicativo. Cada experiência, cada vocativo, sou um labirinto, um homem revoltado, sou a minha própria genealogia. Zaratustra nem falou sobre isso, um "IDIOTA". O inferno são os outros e nos outros vejo um espelho. Cansado de escrever em rimas, sou um caos.

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