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Barão de Itararé

@brunocolturato · desde 2024

Escrevo sem nem perceber me vem e eu jogo no papel não me considero um escritor apenas escrevo o que sinto.

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Busca da paz

Casado, com a vida correndo sem parar, Com afazeres, falas, o mundo a me cobrar, Meu coração anseia, em silêncio e calma, Por um refúgio onde a alma se acalma. Quero sumir de tudo, longe do barulho, Onde o vento fale baixo, sem nenhum tumulto, Sentar à beira d’água, linha na mão, Esperar o peixe vir, sem pressa ou aflição. Ouvir só o canto dos pássaros na mata, A água correndo, suave, sem chata fala, Nenhum som de gente, nenhum ruído urbano, Só a natureza inteira, em seu tom soberano. Ver o sol se pondo, tingindo o céu, Sentir a brisa leve, como um doce véu, Aqui não há cobranças, não há pressa de ir, Só paz no peito, e a vida a fluir. Esse é meu desejo, meu momento sagrado, Longe de tudo, ao lado do passado e do futuro, Só eu, a pescaria, o vento e o luar, E a tranquilidade que me faz descansar.

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Dia de chuva

A chuva chega devagar, sem pressa de chegar bate leve no telhado, parece cantar fiquei deitado, sem querer me levantar o mundo parou, não tem hora pra acabar. Olho o vidro da janela, as gotas a deslizar umas correm depressa, outras param a esperar parecem minha vida, a ir e a vir hoje não tenho pressa, não quero fugir. O vento sopra suave, nas folhas a mexer traz cheiro de terra molhada, que só sabe aquecer não preciso de nada, nem de sair por aí só esse som na janela, e o sossego que eu senti. Deixo o tempo passar, como a água que vai hoje o dia é preguiça, e o meu coração também não há nada urgente, nada que eu tenha que fazer só escutar a chuva, e deixar ela me envolver.

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As três máscaras

Estou deitado, o quarto em silêncio, a luz baixa que mal toca o chão, e na parede, em linha quieta, três rostos de madeira, sem coração. Feitos à mão, de tempo antigo, olhos fixos, que não piscam jamais: um parece rir, com lábios abertos, um parece chorar, em dores tais, e o terceiro, neutro, sem nenhum sinal, como quem nada sente, nem quer mais. Quando chego rindo, o peito leve, de histórias novas que o mundo me deu, a primeira ri, como se soubesse toda a alegria que em mim nasceu. As outras duas parecem mais suaves, como se a madeira também se aqueceu. Mas quando a noite vem pesada e fria, quando a saudade aperta sem querer, quando o arrependimento bate à porta, é a segunda que vejo se mover: ranhuras parecem lágrimas descendo, o riso da primeira some ao ver. E há dias que o mundo é só cinza, que nem tristeza, nem alegria há, o coração parado, sem vontade, é a terceira que todo o lugar ocupará: olhos vazios, boca fechada, como se a vida tivesse que parar. Juro que às vezes chego a tocar-lhes, ver se a madeira mudou de feição... mas o verniz continua o mesmo, a forma é a mesma, em qualquer ocasião. E então eu entendo, no meu cansaço: quem muda sou eu, na minha visão. Elas são só espelhos de madeira, guardam o que eu nelas quiser ver: se o meu olhar é luz ou é tristeza, é isso que elas vão me responder. São três máscaras, imutáveis, calmas — e eu que carrego todas em meu ser.

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O chamado do novo.

A estrada não avisa quando chega, não pede permissão pra te levar — só abre o peito, solta a presa, e diz: “venha ver o que há de lá”. Deixei o peso do chão que conhecia, as mesmas ruas, o mesmo olhar, pra provar o sabor da água que não bebi, ver o sol nascer em outro mar. Cada curva é um segredo revelado, cada rosto novo, um pedaço meu, que eu não sabia que existia guardado esperando o momento de ser seu. Subi montanhas que não estavam no mapa, falei com ventos de outro lugar, descobri que o mundo não é uma capa mas um livro inteiro pra se escrever. Não há erro em se perder um pouco, é o jeito certo de se encontrar: o novo não chega pra apagar o velho, mas pra fazer o coração mais amplo ficar. E quando voltar, trago no peito cores, sons, histórias sem fim — aventurar-se não é só ir longe, é nascer de novo em cada caminho, sim.

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O caminho que me trouxe de volta

Aos dezessete, o mundo me chamou e eu fui — sem medo, com o coração na mão deixei a terra que me viu crescer para ver o circo, a vida, a imensidão. Viajei por estradas sem fim vi cores, sons, costumes diferentes cada rosto que encontrei, cada mão ficou guardado em mim, para sempre. Lugares bonitos, céus de outro tom pessoas incríveis que a vida me deu não esqueço um nome, não apago um rosto tudo o que vivi, em mim permaneceu. Hoje voltei, depois de vinte anos e o que vi me apertou o peito os amigos de infância, rostos envelhecidos o tempo passou, deixou seu efeito. Muitas vezes me sinto perdido como quem volta e não reconhece o chão mas sei no fundo, com toda a certeza que é aqui o meu lugar, a minha raiz, a minha direção. Tenho muito ainda por fazer muito para dar, muito para plantar estou feliz, de volta ao ninho pronto para recomeçar.

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Sempre é bom te ver

Não importa quanto tempo passe nem quanta estrada eu percorri o coração já sabe de antemão quando é você que vem aí O mundo fica mais leve de repente a luz brilha com mais cor é como se o tempo parasse e voltasse todo o meu calor Não precisa de grandes palavras nem de explicação pra entender a verdade que meu peito guarda: sempre é bom te ver Seja por um instante ou por horas seja lá o que vier a ser cada segundo ao seu lado é um presente que eu escolho ter E quando tiver que ir embora levo esse brilho no olhar porque sei que em qualquer lugar sempre é bom te encontrar

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Nova pele, novo coração

Antes eu andava com o peso do tempo nos ombros, com passos repetidos, caminhos já conhecidos, fazendo por fazer, sem ver o brilho das coisas, como se a vida fosse só um dia após o outro perdido. Mas hoje eu abri a janela e deixei o vento entrar, mudei o jeito de acordar, o jeito de olhar, troquei o cansaço por força, o medo por ousadia, e descobri que mudar é a mais bela poesia. É bom acordar e querer abraçar o dia, sentir o sabor do café, o calor da brisa que guia, fazer cada coisa com alma, com vontade, com calma, e ver que o prazer mora no simples, na nossa própria alma. Deixei para trás o que não me fazia crescer, construí novos hábitos, aprendi a me reconhecer, hoje sou outra pessoa, mais leve, mais inteira, e cada pequeno gesto é uma alegria verdadeira. Não é que o mundo tenha mudado de cor, foi o meu olhar que ganhou novo valor, que delícia se reinventar, recomeçar, florescer — amar a vida é, antes de tudo, aprender a mudar e viver!

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Na Hora Certa

Acordei para uma nova vida O que eu era ficou para trás Hoje estou renovado E tudo está em Suas mãos Cada passo que dou é com segurança Não pedi nada além de acalmar meu coração E o Senhor me deu muito mais do que eu esperava Amanhã já começo a trabalhar Por tanto tempo não acreditei E deixei para trás uma amizade Que nunca deveria ter sido quebrada Mas hoje fiz as pazes com Deus Acordo feliz, com vontade de vencer e crescer Esse é um bom dia Dias melhores virão, pois entreguei meu destino Completamente em Suas mãos Aprendi que, se amo, devo saber deixar ir O que é meu será meu Na hora certa Na hora de Deus

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Viver o agora

Você já sofreu muito, eu também sofri bastante. Chegou a hora de apagar o passado, deixar tudo o que foi para trás, e viver plenamente o agora. Ser feliz agora, rir agora, chorar agora, viver cada instante como se fosse único. O passado já cumpriu o seu lugar — agora é o começo de uma nova história. O agora é o nosso momento: vamos viver de agora em diante. Cada dia olhar nos olhos e dizer: “Oi, sabia que você é linda?” E ouvir de volta: “Obrigado, você também — seus olhos são lindos.” E eu responder: “E o seu sorriso então, nem se fala.” Se apaixonar um pelo outro todos os dias, que isso seja a nossa regra. Mesmo que fiquemos bravos por alguma coisa, o nosso amor vem sempre em primeiro lugar. Qualquer desavença se resolve com um beijo, com carinho e compreensão. Porque a verdade é uma só: eu não vivo sem você. Sem você, nem sei mais o que é a vida.

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Vocês não estava lá

Acordei achando que era só um pesadelo, levantei assustado, olhei para todos os lados… e você não estava lá. Um desespero tomou conta, fiquei nervoso, sem saber o que fazer, parecia que me faltava o ar, a cabeça girava e eu não conseguia pensar. Tentei me acalmar, respirar devagar, até que lembrei: essa é a minha nova realidade. Eu não devo te procurar — é você quem deve vir até mim. Somos como dois ímãs, um sempre puxando o outro, querendo se aproximar. Mas há tantos outros ímãs ao redor, virados para o lado negativo, que acabam nos afastando. Quando parece que finalmente vamos nos colar, algo nos empurra para longe de novo. Queria que o meu ímã fosse mais forte, tão forte que pudesse te puxar para bem perto, e dessa vez te deixar grudada em mim, sem nada mais conseguir nos separar.

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