Busca da paz
Casado, com a vida correndo sem parar, Com afazeres, falas, o mundo a me cobrar, Meu coração anseia, em silêncio e calma, Por um refúgio onde a alma se acalma. Quero sumir de tudo, longe do barulho, Onde o vento fale baixo, sem nenhum tumulto, Sentar à beira d’água, linha na mão, Esperar o peixe vir, sem pressa ou aflição. Ouvir só o canto dos pássaros na mata, A água correndo, suave, sem chata fala, Nenhum som de gente, nenhum ruído urbano, Só a natureza inteira, em seu tom soberano. Ver o sol se pondo, tingindo o céu, Sentir a brisa leve, como um doce véu, Aqui não há cobranças, não há pressa de ir, Só paz no peito, e a vida a fluir. Esse é meu desejo, meu momento sagrado, Longe de tudo, ao lado do passado e do futuro, Só eu, a pescaria, o vento e o luar, E a tranquilidade que me faz descansar.
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