Inebriado de tal maneira
Em ti encontro o tal templo
Deixe me partir pois me permite ser o momento
Em cores o amanhã se faz
Em dores o hoje me traz
Amargura lenta de instantes mortos
Não quero expor minhas feridas
Não, não, não
Pois temo estar correto
Venho me fragmentando aos poucos
Despedaçando feito pétalas
Se por ventura eu caio e repouso em um
Solo fétido
Feito minha vida inteira
Não há queixas ,não há lamentações
O que há apenas me condena
Leandro Souza
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Tenho tantas lágrimas em meu ser
Em ser feito de porques
E mágoas
Se por um minuto
Ser o tempo me tira o silêncio
Ser o tempo me tira
Esse mesmo que lhe permite
Esse que lhe é tirado
Não lhe pertenço
Não se pode me comprar e vender
Negociar
E compreender?
Eu passo ,sou temido
Cruel
Inevitável
Sou
A beleza dos templos !
Leandro Souza
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Mal falarei de pessoas em Fernando
Mal falarei nessa
Mal falarei de meu ser enquanto poeta
Um murmúrio
Ahhhh
Quando é que deixamos de formar figuras nas nuvens
Quando que deixamos de ser floristas
Quando de for poetas
Belchior em qual curva do caminho ?
E amar
E sermos humanos ?
Será que Freud me explicaria ?
Ou se irritaria com tamanha tolice
Mas que seja
O inferno são os outros não é mesmo Sartre
Sobre sentir ser tão profundo ao mesmo tempo alheio a si e presente no mundo
De certo Camus
Qual a faculdade de ver a beleza ?quem a possui kafka?
Também insisto em ser amador clarice
Mas e amado?
Melhor ser temido
Maquiavél gritaria
O quão profundo chegarei talvez em subsolo as memórias
Minhas mão já trêmulas
Não posso descrever o silêncio
Não lhe agradaria o que tem aqui dentro
O mais espantoso é a realidade
Dostoiévski afirmaria
Quanto a mim
o que penso é extremo e só , o ato é vazio feito um barco a deriva ,não tens porto não tens cais ,a distância é é eu não sei o que é me abstenho . talvez meu pensar perturbe feito as águas furiosas nas bordas do veleiro ondas sem tamanhos de devaneios ,temo eu as tomo feito pilula em uma manhã de segunda quaisquer até o naufrágo total e absoluto da alma .
Leandro Souza
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Aparecerei em um lindo dia
lhe tocarei suavemente lhe abraçarei
Tu me concederá uma dança
Sentirei o quão bom és teu aroma
Lhe salvarei diversas vezes
Pois com teu sorriso me fará feliz
E sim isso será possível
Apenas diga sim
Ou me abrace forte !
Leandro Souza
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Quase sempre na borda
Quase um tempo o mundo lá fora
Que fôra complemento ,suplica
Uma vida inteira a beira
Nunca se permitiu transbordar
Nem que seja em pensamentos
Deveras simplório
Uma linha traçou
Nunca passou
Até seu último mergulho profundo nas águas do medo !
Leandro Souza
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Em belas primaveras
O que vislumbra a o semblante dizimado de tal ser
Em cantos rasos em lugares distantes podem se encontrar
Toma se
Torna se
Fragmento de lembranças
Tais quais quando éramos crianças.
Retinto silêncio
debaixo desse céu cinzento
Nesse corpo cata vento
Em meu fone só lamento
Um dia frio me deve um dia de calor
Aprisiono o bem me quer
Eu sei que o mal me quer
Só!
Leandro Souza
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O que vislumbra o mero e simplório acaso
O vagão dessa locomotiva nada mais é que o peito dilacerado
Desacelera
És o vago o doce e o amargo
A escuridão de um dia se perde
A vaga ilusão de ser livre me trouxe até aqui
E a veleidade de amar se partiu
A locomotiva passou te deixando na trilha
Com algo nas mãos imóvel quase sem Respiração
Pensando o quê te paralisaria mais uma vez!
Leandro Souza
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Mais uma vez sem luz na quebrada engole seco a dor das ruas vielas calçadas
É dia 12 na quebrada
Sem brinquedos sem incentivo menor já pega a quadrada
E sem saber qual a raiz
O brilho se esvai de seu rosto não sabe o que é ser feliz
Mais uma vez na quebrada na hora de passar café na metade o gás acaba
Antes de sair do barraco sem reboco
E a notícia dois jovens que foi morto
Um deles completamente desfigurado
Enquanto no rádio distrito no senado
deputado quer ser blindado
Mais uma vez na quebrada
O prefeito o governo estado que não faz nada
No centro investe muito na favela não investe nada
Mais uma vez
E mais uma vez
Pra não perder a conta
De quantas vezes teve os tapa nas costas
Hipocrisia eleitoral nois já fecha as portas
Por que quando está eleito eles vê e não se importa
Mais uma vez na quebrada Sem infraestrutura sem qualidade
E os imposto sempre vem em grande quantidade
Como é que nois vai garantir a nossa integridade
Se não estamos integrados
Mas sempre estamos entrigados
Minha mensagem foi entregue
Estamos longe de nos entregrar
Esse não é um conto como de era uma vez
E nem se sabe se tem final feliz
É muito mais sobre a energia que falta
É sobre nossa luz interior nossos sonhos
Que estão se apagando dentro de nós
Sobre nossas identidades
Quem somos estamos nos esquecendo
Nossa força, nosso poder
É muito mais que poesia
É mais uma vez na quebrada
Leandro Souza
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Aqui choras
A quem não pode alcançar
Foi até se cansar
Gritou até se calar
O que pulsava estrada a fora
Nunca aquela de areia
Não aquela de sal
Aquele solo que o pé esfolou se
Olha se pra cima o sol escalda
E o tempo não
O tempo não para
Leandro Souza
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