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Leandro Souza Escritor

@barril_lp9 · desde 2022

continuarias vindo aqui mesmo sabendo que nunca haverá poemas de Amor? {♡} https://www.instagram.com/leandro9_souza?igsh=dGh0eHZ3bnl5YXlh

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Ponteiro leste

Inebriado de tal maneira Em ti encontro o tal templo Deixe me partir pois me permite ser o momento Em cores o amanhã se faz Em dores o hoje me traz Amargura lenta de instantes mortos Não quero expor minhas feridas Não, não, não Pois temo estar correto Venho me fragmentando aos poucos Despedaçando feito pétalas Se por ventura eu caio e repouso em um Solo fétido Feito minha vida inteira Não há queixas ,não há lamentações O que há apenas me condena Leandro Souza

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Arte

Instantes

Tenho tantas lágrimas em meu ser Em ser feito de porques E mágoas Se por um minuto Ser o tempo me tira o silêncio Ser o tempo me tira Esse mesmo que lhe permite Esse que lhe é tirado Não lhe pertenço Não se pode me comprar e vender Negociar E compreender? Eu passo ,sou temido Cruel Inevitável Sou A beleza dos templos ! Leandro Souza

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Ecoar

Mal falarei de pessoas em Fernando Mal falarei nessa Mal falarei de meu ser enquanto poeta Um murmúrio Ahhhh Quando é que deixamos de formar figuras nas nuvens Quando que deixamos de ser floristas Quando de for poetas Belchior em qual curva do caminho ? E amar E sermos humanos ? Será que Freud me explicaria ? Ou se irritaria com tamanha tolice Mas que seja O inferno são os outros não é mesmo Sartre Sobre sentir ser tão profundo ao mesmo tempo alheio a si e presente no mundo De certo Camus Qual a faculdade de ver a beleza ?quem a possui kafka? Também insisto em ser amador clarice Mas e amado? Melhor ser temido Maquiavél gritaria O quão profundo chegarei talvez em subsolo as memórias Minhas mão já trêmulas Não posso descrever o silêncio Não lhe agradaria o que tem aqui dentro O mais espantoso é a realidade Dostoiévski afirmaria Quanto a mim o que penso é extremo e só , o ato é vazio feito um barco a deriva ,não tens porto não tens cais ,a distância é é eu não sei o que é me abstenho . talvez meu pensar perturbe feito as águas furiosas nas bordas do veleiro ondas sem tamanhos de devaneios ,temo eu as tomo feito pilula em uma manhã de segunda quaisquer até o naufrágo total e absoluto da alma . Leandro Souza

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Até rosa *

Aparecerei em um lindo dia lhe tocarei suavemente lhe abraçarei Tu me concederá uma dança Sentirei o quão bom és teu aroma Lhe salvarei diversas vezes Pois com teu sorriso me fará feliz E sim isso será possível Apenas diga sim Ou me abrace forte ! Leandro Souza

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Transbordar

Quase sempre na borda Quase um tempo o mundo lá fora Que fôra complemento ,suplica Uma vida inteira a beira Nunca se permitiu transbordar Nem que seja em pensamentos Deveras simplório Uma linha traçou Nunca passou Até seu último mergulho profundo nas águas do medo ! Leandro Souza

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Continua espera

Em belas primaveras O que vislumbra a o semblante dizimado de tal ser Em cantos rasos em lugares distantes podem se encontrar Toma se Torna se Fragmento de lembranças Tais quais quando éramos crianças.

Sol lamentos

Retinto silêncio debaixo desse céu cinzento Nesse corpo cata vento Em meu fone só lamento Um dia frio me deve um dia de calor Aprisiono o bem me quer Eu sei que o mal me quer Só! Leandro Souza

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Silêncio

Alguns vagam

O que vislumbra o mero e simplório acaso O vagão dessa locomotiva nada mais é que o peito dilacerado Desacelera És o vago o doce e o amargo A escuridão de um dia se perde A vaga ilusão de ser livre me trouxe até aqui E a veleidade de amar se partiu A locomotiva passou te deixando na trilha Com algo nas mãos imóvel quase sem Respiração Pensando o quê te paralisaria mais uma vez! Leandro Souza

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Mas uma vez

Mais uma vez sem luz na quebrada engole seco a dor das ruas vielas calçadas É dia 12 na quebrada Sem brinquedos sem incentivo menor já pega a quadrada E sem saber qual a raiz O brilho se esvai de seu rosto não sabe o que é ser feliz Mais uma vez na quebrada na hora de passar café na metade o gás acaba Antes de sair do barraco sem reboco E a notícia dois jovens que foi morto Um deles completamente desfigurado Enquanto no rádio distrito no senado deputado quer ser blindado Mais uma vez na quebrada O prefeito o governo estado que não faz nada No centro investe muito na favela não investe nada Mais uma vez E mais uma vez Pra não perder a conta De quantas vezes teve os tapa nas costas Hipocrisia eleitoral nois já fecha as portas Por que quando está eleito eles vê e não se importa Mais uma vez na quebrada Sem infraestrutura sem qualidade E os imposto sempre vem em grande quantidade Como é que nois vai garantir a nossa integridade Se não estamos integrados Mas sempre estamos entrigados Minha mensagem foi entregue Estamos longe de nos entregrar Esse não é um conto como de era uma vez E nem se sabe se tem final feliz É muito mais sobre a energia que falta É sobre nossa luz interior nossos sonhos Que estão se apagando dentro de nós Sobre nossas identidades Quem somos estamos nos esquecendo Nossa força, nosso poder É muito mais que poesia É mais uma vez na quebrada Leandro Souza

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Ponteiro

Aqui choras A quem não pode alcançar Foi até se cansar Gritou até se calar O que pulsava estrada a fora Nunca aquela de areia Não aquela de sal Aquele solo que o pé esfolou se Olha se pra cima o sol escalda E o tempo não O tempo não para Leandro Souza

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