Ecoar
Mal falarei de pessoas em Fernando Mal falarei nessa Mal falarei de meu ser enquanto poeta Um murmúrio Ahhhh Quando é que deixamos de formar figuras nas nuvens Quando que deixamos de ser floristas Quando de for poetas Belchior em qual curva do caminho ? E amar E sermos humanos ? Será que Freud me explicaria ? Ou se irritaria com tamanha tolice Mas que seja O inferno são os outros não é mesmo Sartre Sobre sentir ser tão profundo ao mesmo tempo alheio a si e presente no mundo De certo Camus Qual a faculdade de ver a beleza ?quem a possui kafka? Também insisto em ser amador clarice Mas e amado? Melhor ser temido Maquiavél gritaria O quão profundo chegarei talvez em subsolo as memórias Minhas mão já trêmulas Não posso descrever o silêncio Não lhe agradaria o que tem aqui dentro O mais espantoso é a realidade Dostoiévski afirmaria Quanto a mim o que penso é extremo e só , o ato é vazio feito um barco a deriva ,não tens porto não tens cais ,a distância é é eu não sei o que é me abstenho . talvez meu pensar perturbe feito as águas furiosas nas bordas do veleiro ondas sem tamanhos de devaneios ,temo eu as tomo feito pilula em uma manhã de segunda quaisquer até o naufrágo total e absoluto da alma . Leandro Souza
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