Mas uma vez
Mais uma vez sem luz na quebrada engole seco a dor das ruas vielas calçadas É dia 12 na quebrada Sem brinquedos sem incentivo menor já pega a quadrada E sem saber qual a raiz O brilho se esvai de seu rosto não sabe o que é ser feliz Mais uma vez na quebrada na hora de passar café na metade o gás acaba Antes de sair do barraco sem reboco E a notícia dois jovens que foi morto Um deles completamente desfigurado Enquanto no rádio distrito no senado deputado quer ser blindado Mais uma vez na quebrada O prefeito o governo estado que não faz nada No centro investe muito na favela não investe nada Mais uma vez E mais uma vez Pra não perder a conta De quantas vezes teve os tapa nas costas Hipocrisia eleitoral nois já fecha as portas Por que quando está eleito eles vê e não se importa Mais uma vez na quebrada Sem infraestrutura sem qualidade E os imposto sempre vem em grande quantidade Como é que nois vai garantir a nossa integridade Se não estamos integrados Mas sempre estamos entrigados Minha mensagem foi entregue Estamos longe de nos entregrar Esse não é um conto como de era uma vez E nem se sabe se tem final feliz É muito mais sobre a energia que falta É sobre nossa luz interior nossos sonhos Que estão se apagando dentro de nós Sobre nossas identidades Quem somos estamos nos esquecendo Nossa força, nosso poder É muito mais que poesia É mais uma vez na quebrada Leandro Souza
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