Dani @aurora_120

O vazio de meus olhos

Chega, vai Chegam, vão Enchem, esvaziam Transbordam, secam Vem, voltam Veem, não eu Veem outra coisa Por trás de mim Enxergam através Da transparência Dentro de meus olhos Se vislumbram Vem, amam Mas nunca te viram Mas nunca te amaram Mas nunca ficaram Quando arder a dor Ninguém virá Ninguém verá Se vir, não será por mim Não será por mim! Por mim, apenas veem O que nunca fui eu Porque faço questão de ser O vazio que encanta Por não aparecer Por dar amor, mas não deixar ver Por não ser É isso que mereço Ver o amor me atravessando Por dentro de meus olhos vazios Tendo, e não amando Sentindo, mas não segurando Ver vir, ver ir Sem que me vejam Sem que vejam Amor 🪞🧿

Comentários · 1

  1. Dani

    Boa noite leitor! Essa madrugada, o único conforto que encontrei foi na escrita. Que sortudos somos pela poesia! Ela transforma o ódio em beleza, o repugnante em expressão. Obrigada por ler.

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    1. G. di Lettieri

      Afortunados pelas palavras, sim, certamente. Escrita, o porto seguro de nossas almas desvairadas por tantos floreios do mundo; náufrago dos devaneios é a nossa mente, e a poesia se-nos faz como redentora – não obstante eu creia ser ela instrumento Divino.

    2. G. di Lettieri

      Uma poesia tão curta quanto um lampejo distante, mas tão significativa quanto uma decisão. É um prazer encontrar alguém que compartilhe de inquietações como as minhas e busque entendê-las – pois procurar respostas difere de tentar entendê-las.

    3. Dani

      Seus comentários tornaram-se muito adorados por mim. Obrigada por expressar que gosta do que escrevo. São inquietações que repousam mas nunca se vão, retornam e adoecem. Entender o amor ainda me exigirá uma grande caminhada. É bom não sentir-me sozinha.

    4. POEMICIDA®

      Eu assino embaixo de qualquer reação carinhosa, é tão lindo te ler...🌹