Ausências
Ausência Que se enche de presença Na farsa da fala velada Espaços vazios, invasivamente ocupados Ausência Do sim, entre (tanto) não Da hora certa, na incerteza da decisão Ausência Do sol, cheio de aquecer o dia Enquanto a lua atrevida lhe assedia Ausência Da beleza contida Na paisagem pintada Pelos pinceis de Monet Vidas impassíveis, capturadas pelo artista Deleite dos que se comprazem em ver Ausência Da alegria, cansada de habitar O sorriso do palhaço, partiu E por trás da máscara Um outro homem surgiu Ausência Da beleza de bibelô Expôs-se tanto que se quebrou Ah! E agora se precisa de outro ornamento De maior valor A ausência se dissipou No silêncio das vozes, por vezes dissimuladas Cada vez mais vazia Com tanta falta de amor.
Generino. (Gene_poeta) )
excelente esse poema digno de aplausos cheio de sentimentos amei.
Rosi
Feliz que tenha gostado! Obrigada pela leitura.😊
Boreto_Toledo... O bardo
muito bom ..gostei
Rosi
Obrigada!😊