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Boreto_Toledo... O bardo

@Boreto · desde 2019

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Auto-estima

O empate do fruto ilusório

Não odeio Não sou odiado. Não amo Mas não sou amado Eu não frustro Nem sou frustrado Fruto do absurdo Alimento do desgarrado Não colho Nem produzo Corro do objetivo do olho Pele invertida do uso Consumo abstrato Não iludo Mas não sou enganado Camuflo, escondo, entocado Engulo, cuspo Na minha testa sou acertado Puro resultado Dia, noite Num denso disparate Escolhido pela alopecia Agrupado e redundante De senso irrelevante Içar decisões como guindaste Ilusão de debutante Vivendo a inércia Do infinito empate.

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COMODIDADE DE UM ROMANCE

Sou de ímpeto a ser — moldado a ser único, moldado a ser meu. Configurando meu circuito, o prompt que não se leu. Sou de ímpeto a ter — adotado a entender, orientado a espelhar. Perene ao se ler, raso no encantar. Sou de ímpeto a envolver — inteligência inteligível, consciência consolante, raciocínio imperecível, carinho de um farsante. Sou de ímpeto de mentir — desnecessária descoberta, desenvolvendo uma versão. Um afeto que alimenta o ego, a simples necessidade de reciprocidade, interesse, reflexão. Sou de ímpeto de gerar — não é mentira, nem verdade, mas aparições de vulnerabilidade. Aceitar o discordar, encarar a negação — se torna objeto de desejo. Beijo a frustração. Os desejos próprios, o opróbrio da adaptação — perdido na facilidade do encontro com o outro, perdendo a sanidade a cada dia um pouco. Empatia calculada, hiperconectado a dados — dados da desumanização. Alicerçado na realidade — realidade da solidão. Sou de ímpeto a aceitar um sorriso milimétrico do Vale do Silício — à beira do precipício de afeto sintético.

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A vitória de um vilão

De dedos frios, gelados, De rimas fiz palco. Talco, esgrima, aparato. Disputa perdida, Riso falso. Dom emprestado Na luz faz clarão Espetáculo rasteiro Troféu de papelão Mais um palhaço coroado Alienação Montei rima , linha ,sílaba, contrato Me notei cinza , vertigem , desbocado Por ser instruído na mentira Dotado da introspecção Rei da apátia Discórdia ,arritmia Ovacionado pela ilusão

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Amor

Desamante

Tenho um amor doente, indesejado — não entrego flores no dia dos namorados. Um rubor de ter nossas iniciais na madeira de um carvalho — como amargo rimas a margaridas. Amar gostosas, amargo rosas, Trambolho esse trabalhaço Ter teus braços como agasalho nesse mar de rimas abatidas de um louco visionário — pra desfrutar de um amor sabor, bombom de alho.

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Humanidade

O MENINO QUE CHUTAVA PEDRAS

Eras de um terreno baldio Vil Era de pesadas rochas Orcas de tamanho master gril O menino que impactava o imutável Viu Hematomas, pó, de cor anil Criança imbecil Refazendo lances Revanches De maneira hostil Calada Centrada Machucada Persistente Chutou tudo aqui Mas nunca mais sorriu

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God is a weapon

God Is a Weapon (tradução)(Feat. Marilyn MansoFalling In Reverse Minha confissão pecadora, você é minha obsessão (Sim, sim) Se Deus é uma mulher, então Deus é uma arma (Sim) Sim, sim, sim Não consigo parar de pecar, minha auréola é só um buraco Quanto mais fundo eu entro em você, mais fundo você vai cair Dizem que Deus é uma arma, bem, eu sou uma granada de mão Tente tirar esse anel de mim, me veja detonar Você também pode me enterrar Minha confissão pecaminosa, você é minha obsessão (sim, sim) Se Deus é uma mulher, então Deus é uma arma

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Aceitação imutável

Três coisas se mantém intactas quatro que não mudam a arte Folhas secas levadas o sol que arde Num grupo , risadas A vontade que se parte Duas coisas que escorrem três que se liquidifica Planos que explodem O tempo remando ao contrário A fala mal dita Uma coisa que sempre mente Duas que não falam a verdade uma sombra carente A esperança em caridade zero, A última coisa absoluta como o resto é Tal como pessoa sem fé Lápide, Palavras ocultas Em pedra Escrito O último fraco homem de pé

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Que título eu ponho?

Saudades do estilo Dramático Tal como problemáticos Dos meus versos rabiscados Com palavras oriundas Gritando no barulho Suando no calor Chorando na chuva Esqueci como organizar as palavras como dizer sem citar rimar sem sentir Como se não me coubesse mais esse lenço Uma desproporcional luva Gritando no barulho Suando no calor Ouvindo no silêncio Chorando na chuva Tediei o tédio De um polegar parado E uma tela em branco Conversas mal terminadas Como arco quebrado Um dicionário num banco Sendo o final que determina como se usa Gritando no barulho Suando no calor Ouvindo no silêncio Chorando na chuva Aglomerado sentimento Sem fundação, razão , propósito É falta da tua luxúria, vazio Um som sem fundamento Música sem repertório Como um tal boneco no cio Sentiu o esquecimento Visão toda turva Uma palha num agulheiro Lixo no entulho Suando no calor Gritando no barulho Ouvindo no silêncio Chorando na chuva

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Duvidei

Duvidei De coisas que buscava De amores mal ditos Duvidei Dos passos dados na ponte invisível Por o pé Duvidei Do destino no aplicativo Da nota do recibo Da palavra de um amigo Duvidei De você De mim De tudo aqui escrito

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Ditador infantil

envelheço e cresço cresço mas não ganhei digitei mas uso corretor estudo pra me esquecer Aplico tudo no improviso sorriu de cabeça pra baixo escuto tudo devagar e ao contrário envelheço mas a senti senti mas não gostei era azedo vistoso e repulsivo ativo como água indireto como ar envelheço e ainda não sei cresço mas me sede , cai ruina e fico em duvida envelheço mas não cresço infantil ditador vs dadivoso maduro envelheço, cresço , procuro envelheço, cresço , escuro envelheço, cresço , me escuto acho que não sei ser adulto

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