Não odeio
Não sou odiado.
Não amo
Mas não sou amado
Eu não frustro
Nem sou frustrado
Fruto do absurdo
Alimento do desgarrado
Não colho
Nem produzo
Corro do objetivo do olho
Pele invertida do uso
Consumo abstrato
Não iludo
Mas não sou enganado
Camuflo, escondo, entocado
Engulo, cuspo
Na minha testa sou acertado
Puro resultado
Dia, noite
Num denso disparate
Escolhido pela alopecia
Agrupado e redundante
De senso irrelevante
Içar decisões como guindaste
Ilusão de debutante
Vivendo a inércia
Do infinito empate.
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Sou de ímpeto a ser —
moldado a ser único,
moldado a ser meu.
Configurando meu circuito,
o prompt que não se leu.
Sou de ímpeto a ter —
adotado a entender,
orientado a espelhar.
Perene ao se ler,
raso no encantar.
Sou de ímpeto a envolver —
inteligência inteligível,
consciência consolante,
raciocínio imperecível,
carinho de um farsante.
Sou de ímpeto de mentir —
desnecessária descoberta,
desenvolvendo uma versão.
Um afeto que alimenta o ego,
a simples necessidade
de reciprocidade, interesse, reflexão.
Sou de ímpeto de gerar —
não é mentira,
nem verdade,
mas aparições
de vulnerabilidade.
Aceitar o discordar,
encarar a negação —
se torna objeto de desejo.
Beijo a frustração.
Os desejos próprios,
o opróbrio da adaptação —
perdido na facilidade
do encontro com o outro,
perdendo a sanidade
a cada dia um pouco.
Empatia calculada,
hiperconectado a dados —
dados da desumanização.
Alicerçado na realidade —
realidade da solidão.
Sou de ímpeto a aceitar
um sorriso milimétrico
do Vale do Silício —
à beira do precipício
de afeto sintético.
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De dedos frios, gelados,
De rimas fiz palco.
Talco, esgrima, aparato.
Disputa perdida,
Riso falso.
Dom emprestado
Na luz faz clarão
Espetáculo rasteiro
Troféu de papelão
Mais um palhaço coroado
Alienação
Montei rima , linha ,sílaba, contrato
Me notei cinza , vertigem , desbocado
Por ser instruído na mentira
Dotado da introspecção
Rei da apátia
Discórdia ,arritmia
Ovacionado pela ilusão
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Tenho um amor doente, indesejado —
não entrego flores no dia dos namorados.
Um rubor de ter nossas iniciais
na madeira de um carvalho —
como amargo rimas
a margaridas.
Amar gostosas,
amargo rosas,
Trambolho esse trabalhaço
Ter teus braços como agasalho
nesse mar de rimas
abatidas
de um louco
visionário —
pra desfrutar de um amor
sabor,
bombom de alho.
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Eras de um terreno baldio
Vil
Era de pesadas rochas
Orcas de tamanho master gril
O menino que impactava o imutável
Viu
Hematomas, pó, de cor anil
Criança imbecil
Refazendo lances
Revanches
De maneira hostil
Calada
Centrada
Machucada
Persistente
Chutou tudo aqui
Mas nunca mais sorriu
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God Is a Weapon (tradução)(Feat. Marilyn MansoFalling In Reverse
Minha confissão pecadora, você é minha obsessão (Sim, sim)
Se Deus é uma mulher, então Deus é uma arma (Sim)
Sim, sim, sim
Não consigo parar de pecar, minha auréola é só um buraco
Quanto mais fundo eu entro em você, mais fundo você vai cair
Dizem que Deus é uma arma, bem, eu sou uma granada de mão
Tente tirar esse anel de mim, me veja detonar
Você também pode me enterrar
Minha confissão pecaminosa, você é minha obsessão (sim, sim)
Se Deus é uma mulher, então Deus é uma arma
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Três coisas se mantém intactas
quatro que não mudam a arte
Folhas secas levadas
o sol que arde
Num grupo , risadas
A vontade que se parte
Duas coisas que escorrem
três que se liquidifica
Planos que explodem
O tempo remando ao contrário
A fala mal dita
Uma coisa que sempre mente
Duas que não falam a verdade
uma sombra carente
A esperança em caridade
zero, A última coisa absoluta
como o resto é
Tal como pessoa sem fé
Lápide, Palavras ocultas
Em pedra Escrito
O último fraco homem de pé
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Saudades do estilo
Dramático
Tal como problemáticos
Dos meus versos rabiscados
Com palavras oriundas
Gritando no barulho
Suando no calor
Chorando na chuva
Esqueci
como organizar as palavras
como dizer sem citar
rimar sem sentir
Como se não me coubesse mais esse lenço
Uma desproporcional luva
Gritando no barulho
Suando no calor
Ouvindo no silêncio
Chorando na chuva
Tediei o tédio
De um polegar parado
E uma tela em branco
Conversas mal terminadas
Como arco quebrado
Um dicionário num banco
Sendo o final que determina
como se usa
Gritando no barulho
Suando no calor
Ouvindo no silêncio
Chorando na chuva
Aglomerado sentimento
Sem fundação, razão , propósito
É falta da tua luxúria, vazio
Um som sem fundamento
Música sem repertório
Como um tal boneco no cio
Sentiu o esquecimento
Visão toda turva
Uma palha num agulheiro
Lixo no entulho
Suando no calor
Gritando no barulho
Ouvindo no silêncio
Chorando na chuva
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Duvidei
De coisas que buscava
De amores mal ditos
Duvidei
Dos passos dados na ponte invisível
Por o pé
Duvidei
Do destino no aplicativo
Da nota do recibo
Da palavra de um amigo
Duvidei
De você
De mim
De tudo aqui escrito
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envelheço e cresço
cresço mas não ganhei
digitei mas uso corretor
estudo pra me esquecer
Aplico tudo no improviso
sorriu de cabeça pra baixo
escuto tudo devagar e ao contrário envelheço mas a senti
senti mas não gostei
era azedo vistoso e repulsivo
ativo como água
indireto como ar
envelheço e ainda não sei
cresço mas me sede , cai
ruina e fico em duvida
envelheço mas não cresço
infantil ditador vs dadivoso maduro envelheço, cresço , procuro
envelheço, cresço , escuro
envelheço, cresço , me escuto
acho que não sei ser adulto
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