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Abstrato

@abstrato · desde 2020

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36 poemas 9 seguidores 2 seguindo

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Só um pensamento

Somente uma lágrima Ou é só um choro Na verdade é um pedido de ajuda Socorro!!! Um passado que tento esquecer Uma existência que não quero mais viver Uma "verdade" que quer me enlouquecer Um sentimento que não vale a pena ter Tudo se foi Como a lágrima que secou Mas todos querem reassistir Como se fosse mais um show Soltem foguetes para o céu Vejam a explosão colorida Lembrem-se de toda suas infâncias Mas se esqueçam da minha vida Arco-íris que some ao chamar alguém Pensamento que desaparece com remédio Programa fútil que apaga o tédio Mas se eu puder pedir algo Lembrem-se de mim como NINGUÉM.

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O que eu vejo

Pessoas sorrindo querendo apunhalar Dizendo fique em paz, mas querendo brigar Dando conselhos que não sabem seguir Ditando caminhos que não conseguem ir Fingindo estar em grupo querendo ser a melhor Lutando por bens humanos, com interesses pessoais Comendo carne humana protegendo animais Cada dia uma máscara escondendo seu pior Canalhas envelhecidos querendo ser respeitados Seres parasitas figindo serem coitados Homens vendendo fé para os que estão desesperados Vidas falsas resumidas em status O mendigo dizendo que seu dinheiro acabou e quer o meu para se drogar Puro interesse que iludi o fraco com amor O chefe fingindo que você não é só um número a manipular O mau vivendo a certeza que nunca causou dor O que ofende a outros por estar a se odiar O jogador que ameaça com pedra tendo só uma pena em suas mãos Sábios que sem espadas vencem lutas com sorrisos Seres que com sorriso colocam outros em caixão Apresentadores que lucram com a ignorância Lixo achando ter muito valor O líder que mata seu povo por ganância Jornais que sobrevivem de sangue e dor Restos apodrecidos do que antes era forte O bem acompanhado que sempre está só Pessoa vã com convicção de que é nobre E os que esquecem que são somente pó

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Triste realidade

Todos sentados em suas casas jogando o mesmo jogo Assistindo pela tv o caos que nasce de novo Porém desta vez é diferente são todos coadjuvantes Não estão morrendo desconhecidos mas sim os das fotos na estante Altruístas por força bruta, caridosos em labuta Hipócritas provalecidos calados em caos e luta Chorando mas só de medo, vendo as mortes nos jornais Fingindo que são humanos camuflando os animais Como em um campo minado, sem saber onde pisar Igual criança carente, querendo a mãe para abraçar Agora estão calados em meio a tanta aflição Mas bastará isso passar para voltarem a ser quem são Deveria ser comovente mas é inane e banal Um coração que está com medo não deixa de ser um coração mau Levantam a mesma bandeira em movimento mundial Coisa tal que não fariam se em suas vidas isso não fosse real

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Lixo no quintal

Saudamos o movimento hipócrita da humanidade Todos lutando juntos buscando uma liberdade Eles dizem foquem juntos.. ajude, se ajudem, evitem o mal Só fazem isso por que o lixo invadiu o seu quintal Se não estivessem abalados, continuariam abatendo A bondade não vale de nada, quando é movida pelo medo Se é que se pode chamar isso de bondade Por que isso é somente uma reação que acontece quando se dá foco a covarde Todo mundo está pensado, todo mundo está preocupado Fingem que estão sendo humanos, pensando em seus próprios lados Agora sentem medo, agora estão desesperados Agora eles se lembram que estamos todos no mesmo barco Que dinheiro não está mais diferindo Que não importa branco e negro, todos estão partindo Que agora está tudo ao mesmo nível Que o super homem já não é mais tão incrível Isso me comove tanto quanto eles se comovem Ao verem em jornais que em países e locais miseráveis pessoas morrem Por ebola, por guerra, por dengue e por fome Onde ajuda é somente uma palavra e não tem dono Ó macacos sapiens, poderosos líderes fortes O lixo está em seus quintais, será que terão boa sorte ? A colheita anunciada, germina com raiz cravada forte Misturada junto ao medo, que por hora formará novos homens

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tttTttt

Toda consciência não vale de nada Todos atos bons ja são desprezíveis Toda hipocrisia já nem é mais camuflada Todos pensamentos são de coisas horríveis Toda lágrima já cai sendo falsa Toda dor por comprimido é curada Todo sentimento está no vazio Todo abraço agora é frio Todo olhar já mede de cima a baixo Todo aperto de mão agora é fraco Todo tapa no ombro agora empurra para um abismo Toda caridade tem mais egoísmo do que altruismo Todo perdão agora vem de medo Toda benção sempre tem um preço Todo oi agora é virtual Todo mundo parece ser igual Toda morte agora é normal Todo alimento já é industrial Todo fraco hoje já tem arma Todos os sonhos quando se acorda acaba Toda felicidade está tão apagada Todos status são realidades falsas Toda ansiedade já dominou a nação Todo amor já não há mais no coração Todas crianças já não brincam na calçada Todos idosos já não são mais respeitados Toda bússola agora está quebrada Todo mundo está bem desnorteado Toda música já tem pornografia Toda tragédia sempre vira ironia Todo deus agora é mau falado Todo sábado termina sempre em álcool Toda razão já não é mais tão crível Todo idiota hoje é fantástico Todo mundo diz que tudo é impossível Todos caminhos levam para o mesmo lado Todo mundo já está contaminado Todos eles não conseguem perceber Todo dia sempre o mesmo tédio Todas as frases que escrevi, começaram com umT Tteedddiioooo

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feridas

Ele olha para o céu ,sentindo suas feridas começa a se lembrar Quantas dores já causou, quantos corações sangrou Quantos olhos fez chorar Sem luz, com uma vela acesa Uma garrafa de álcool a mesa Senta junto com a tristeza E só, se põe a falar Então, sozinho se indigna Bate em sua mesa grita Cospe em toda sua vida E a Deus começa a praguejar Diz que demônios com ele andaram Que jamais o deixaram Que sua vida sabotaram E que Deus não lhe ajudou lutar Que suas feridas doem forte Que prefere ter a morte Em sua jugular profundo corte E que alegre seria ao ver seu sangue jorrar Que não tem medo do diabo Nem de aréola, nem de garfo Não tem arrependimentos E a Deus não se ajoelhará Olha ao céu e pergunta Se estão rindo de sua cara Se ninguém vai vir buscá-lo Ou se deixarão ele ainda mais penar Da um grito desesperado Misturado a gargalhadas Da socos na própria cara E começa a se cortar Arrancando seus pedaços Por ódio anestesiado Seu coração descontrolado Uma dose de álcool o faz repensar Senta e acende um cigarro Mas não vê profundo corte Pega o copo outra dose Adrenalina passa rápido, levanta e cai por cima do sofá Voa a brasa do cigarro Casa de madeira e barro O fogo consome forte Enfim, ele alcança a tão sonhada morte

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Adoraveis Camaleoas

O dia começa No reflexo ela se vê Sente que falta algo Já prepara uma mudança Não sabe se é tinta Ou se é transa Se é luz ou se é prancha Se é vermelho Ou é sem tom Se é esmalte Ou é batom Se é jeans azul Ou verde short Esquece a tinta Mudou pra corte Será batido Ou desbastado Camisa branca Ou jeans rasgado Unha azul Ou vai francesa Sandália branca Ou azul turquesa Batom escuro Ou sombrancelha fina Quer corte curto Vai que combina Descolorida ou cera quente Unha comprida Ou anel no dedo Brinco azul Franja no olho Cutícula sangra Pé tá de molho Agora é vestido Ou mini saia Blusa comprida Tomara que caia Bussu a laser Sombrancelha tatuada Colar com pingente Calça de Lycra Bota ou coturno Longa ou baixa Verde com branco Isso se encaixa Volta ao cabelo Nos olhos um preto No rosto um pó No corpo um cheiro Pronto ?

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Dentro da cupula

No silêncio Ele está parado Suando frio Mãos trêmulas Um vazio Pensando em tudo que pode ser E tudo que já existiu Pensando em seu parto E seu caixão Lembrando da adolescência Cronograma mental se formando em sequência Se perguntando como será o amanhã Quanto tempo irão se lembrar Quantos irão chorar Quem o achará O silêncio gritante sussurra Acabe logo com isso A consciência e o medo rebatem Você não precisa disso A loucura o espaço invade A lâmina é segurada pela mão covarde Enquanto com um cigarro A outra acalma o vício A lágrima, cai em seu colo A vida, diz eu imploro A angústia assiste sorrindo O medo, se lembra da dor de um corte A tristeza diz seja forte Faça isso e irei embora Consciência, uma chance clama Mas o sopro que o trouxe e o chama Diz que já chegou sua hora Mão covarde firme segura a lâmina Enquanto a outra suada e trêmula Puxa o braço a aceitar seu destino Coração bate forte no peito E anjos do mau o espreitam Ansiosos por mais uma alma Mão covarde começa o corte Veia sente a lâmina ardente O sangue cai suja o chão Enquanto os maus saciam sua fome Ele se lembra de um nome Lembra que ainda há salvação Por este nome ele chama Espírito desce em chamas Queimando com fogo de libertação Correntes quebradas agora Ele ajoelha e chora Em prantos desesperado Depois se cura e muda Sabendo que foi salvo, pelo que por nós foi cruscificado Agora ele vive na luz E sabe que só quem da a vida pode tira-la Então reconhece o dono de tudo E este dono e Deus Jesus

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Mulheres

Força desumana Poder que intimida Tom de voz doce Ser que gera vida Sabedoria plena Sem escudo é guerreira Luz na escuridão Amazona destemida Conselheira forte Visionária adivinha Telhado em dia de chuva Amor que cura corte Abraço que traz coragem Beijo que tira medo Companhia que faz exército Sereia que leva a rochedo Sussurro que da energia Mãos leves que pegam forte Ser desbravado e lindo Que faz valer a pena a morte Ponte tão segura Calor em dia frio Bússola aos perdidos Olhar que da arrepio Nos tiram o medo Nos fazem fortes Nos tornam gigantes Nos trazem sorte Elas são divinas Feitas só de uma costela Transformam lixo em coisa linda Não seríamos nada se não fossem elas

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nasce uma rosa

Leve ao fogo Purifique sua alma Extermine a raiz Olhando aos olhos sinta calma Sinta o vento da morte Contra ele sopre forte Horizonte tão distante Dedo aponta para o norte Seu corpo já putrificado Tem uma face calma e bela Em toda terra e mato Uma linda rosa cresce nela Uma demência já não tão forte Pesadelos não existem mais Em seu pulso vários cortes Itinerante que não vai Dedo firma para o norte Horizonte tão distante Sem brilhos e sem olhos Nada mais é como antes

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