Somente uma lágrima
Ou é só um choro
Na verdade é um pedido de ajuda
Socorro!!!
Um passado que tento esquecer
Uma existência que não quero mais viver
Uma "verdade" que quer me enlouquecer
Um sentimento que não vale a pena ter
Tudo se foi
Como a lágrima que secou
Mas todos querem reassistir
Como se fosse mais um show
Soltem foguetes para o céu
Vejam a explosão colorida
Lembrem-se de toda suas infâncias
Mas se esqueçam da minha vida
Arco-íris que some ao chamar alguém
Pensamento que desaparece com remédio
Programa fútil que apaga o tédio
Mas se eu puder pedir algo
Lembrem-se de mim como NINGUÉM.
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Pessoas sorrindo querendo apunhalar
Dizendo fique em paz, mas querendo brigar
Dando conselhos que não sabem seguir
Ditando caminhos que não conseguem ir
Fingindo estar em grupo querendo ser a melhor
Lutando por bens humanos, com interesses pessoais
Comendo carne humana protegendo animais
Cada dia uma máscara escondendo seu pior
Canalhas envelhecidos querendo ser respeitados
Seres parasitas figindo serem coitados
Homens vendendo fé para os que estão desesperados
Vidas falsas resumidas em status
O mendigo dizendo que seu dinheiro acabou e quer o meu para se drogar
Puro interesse que iludi o fraco com amor
O chefe fingindo que você não é só um número a manipular
O mau vivendo a certeza que nunca causou dor
O que ofende a outros por estar a se odiar
O jogador que ameaça com pedra tendo só uma pena em suas mãos
Sábios que sem espadas vencem lutas com sorrisos
Seres que com sorriso colocam outros em caixão
Apresentadores que lucram com a ignorância
Lixo achando ter muito valor
O líder que mata seu povo por ganância
Jornais que sobrevivem de sangue e dor
Restos apodrecidos do que antes era forte
O bem acompanhado que sempre está só
Pessoa vã com convicção de que é nobre
E os que esquecem que são somente pó
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Todos sentados em suas casas jogando o mesmo jogo
Assistindo pela tv o caos que nasce de novo
Porém desta vez é diferente são todos coadjuvantes
Não estão morrendo desconhecidos mas sim os das fotos na estante
Altruístas por força bruta, caridosos em labuta
Hipócritas provalecidos calados em caos e luta
Chorando mas só de medo, vendo as mortes nos jornais
Fingindo que são humanos camuflando os animais
Como em um campo minado, sem saber onde pisar
Igual criança carente, querendo a mãe para abraçar
Agora estão calados em meio a tanta aflição
Mas bastará isso passar para voltarem a ser quem são
Deveria ser comovente mas é inane e banal
Um coração que está com medo não deixa de ser um coração mau
Levantam a mesma bandeira em movimento mundial
Coisa tal que não fariam se em suas vidas isso não fosse real
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Saudamos o movimento hipócrita da humanidade
Todos lutando juntos buscando uma liberdade
Eles dizem foquem juntos.. ajude, se ajudem, evitem o mal
Só fazem isso por que o lixo invadiu o seu quintal
Se não estivessem abalados, continuariam abatendo
A bondade não vale de nada, quando é movida pelo medo
Se é que se pode chamar isso de bondade
Por que isso é somente uma reação que acontece quando se dá foco a covarde
Todo mundo está pensado, todo mundo está preocupado
Fingem que estão sendo humanos, pensando em seus próprios lados
Agora sentem medo, agora estão desesperados
Agora eles se lembram que estamos todos no mesmo barco
Que dinheiro não está mais diferindo
Que não importa branco e negro, todos estão partindo
Que agora está tudo ao mesmo nível
Que o super homem já não é mais tão incrível
Isso me comove tanto quanto eles se comovem
Ao verem em jornais que em países e locais miseráveis pessoas morrem
Por ebola, por guerra, por dengue e por fome
Onde ajuda é somente uma palavra e não tem dono
Ó macacos sapiens, poderosos líderes fortes
O lixo está em seus quintais, será que terão boa sorte ?
A colheita anunciada, germina com raiz cravada forte
Misturada junto ao medo, que por hora formará novos homens
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Toda consciência não vale de nada
Todos atos bons ja são desprezíveis
Toda hipocrisia já nem é mais camuflada
Todos pensamentos são de coisas horríveis
Toda lágrima já cai sendo falsa
Toda dor por comprimido é curada
Todo sentimento está no vazio
Todo abraço agora é frio
Todo olhar já mede de cima a baixo
Todo aperto de mão agora é fraco
Todo tapa no ombro agora empurra para um abismo
Toda caridade tem mais egoísmo do que altruismo
Todo perdão agora vem de medo
Toda benção sempre tem um preço
Todo oi agora é virtual
Todo mundo parece ser igual
Toda morte agora é normal
Todo alimento já é industrial
Todo fraco hoje já tem arma
Todos os sonhos quando se acorda acaba
Toda felicidade está tão apagada
Todos status são realidades falsas
Toda ansiedade já dominou a nação
Todo amor já não há mais no coração
Todas crianças já não brincam na calçada
Todos idosos já não são mais respeitados
Toda bússola agora está quebrada
Todo mundo está bem desnorteado
Toda música já tem pornografia
Toda tragédia sempre vira ironia
Todo deus agora é mau falado
Todo sábado termina sempre em álcool
Toda razão já não é mais tão crível
Todo idiota hoje é fantástico
Todo mundo diz que tudo é impossível
Todos caminhos levam para o mesmo lado
Todo mundo já está contaminado
Todos eles não conseguem perceber
Todo dia sempre o mesmo tédio
Todas as frases que escrevi, começaram com umT
Tteedddiioooo
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Ele olha para o céu ,sentindo suas feridas começa a se lembrar
Quantas dores já causou, quantos corações sangrou
Quantos olhos fez chorar
Sem luz, com uma vela acesa
Uma garrafa de álcool a mesa
Senta junto com a tristeza
E só, se põe a falar
Então, sozinho se indigna
Bate em sua mesa grita
Cospe em toda sua vida
E a Deus começa a praguejar
Diz que demônios com ele andaram
Que jamais o deixaram
Que sua vida sabotaram
E que Deus não lhe ajudou lutar
Que suas feridas doem forte
Que prefere ter a morte
Em sua jugular profundo corte
E que alegre seria ao ver seu sangue jorrar
Que não tem medo do diabo
Nem de aréola, nem de garfo
Não tem arrependimentos
E a Deus não se ajoelhará
Olha ao céu e pergunta
Se estão rindo de sua cara
Se ninguém vai vir buscá-lo
Ou se deixarão ele ainda mais penar
Da um grito desesperado
Misturado a gargalhadas
Da socos na própria cara
E começa a se cortar
Arrancando seus pedaços
Por ódio anestesiado
Seu coração descontrolado
Uma dose de álcool o faz repensar
Senta e acende um cigarro
Mas não vê profundo corte
Pega o copo outra dose
Adrenalina passa rápido, levanta e cai por cima do sofá
Voa a brasa do cigarro
Casa de madeira e barro
O fogo consome forte
Enfim, ele alcança a tão sonhada
morte
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O dia começa
No reflexo ela se vê
Sente que falta algo
Já prepara uma mudança
Não sabe se é tinta
Ou se é transa
Se é luz ou se é prancha
Se é vermelho
Ou é sem tom
Se é esmalte
Ou é batom
Se é jeans azul
Ou verde short
Esquece a tinta
Mudou pra corte
Será batido
Ou desbastado
Camisa branca
Ou jeans rasgado
Unha azul
Ou vai francesa
Sandália branca
Ou azul turquesa
Batom escuro
Ou sombrancelha fina
Quer corte curto
Vai que combina
Descolorida ou cera quente
Unha comprida
Ou anel no dedo
Brinco azul
Franja no olho
Cutícula sangra
Pé tá de molho
Agora é vestido
Ou mini saia
Blusa comprida
Tomara que caia
Bussu a laser
Sombrancelha tatuada
Colar com pingente
Calça de Lycra
Bota ou coturno
Longa ou baixa
Verde com branco
Isso se encaixa
Volta ao cabelo
Nos olhos um preto
No rosto um pó
No corpo um cheiro
Pronto ?
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No silêncio
Ele está parado
Suando frio
Mãos trêmulas
Um vazio
Pensando em tudo que pode ser
E tudo que já existiu
Pensando em seu parto
E seu caixão
Lembrando da adolescência
Cronograma mental se formando em sequência
Se perguntando como será o amanhã
Quanto tempo irão se lembrar
Quantos irão chorar
Quem o achará
O silêncio gritante sussurra
Acabe logo com isso
A consciência e o medo rebatem
Você não precisa disso
A loucura o espaço invade
A lâmina é segurada pela mão covarde
Enquanto com um cigarro
A outra acalma o vício
A lágrima, cai em seu colo
A vida, diz eu imploro
A angústia assiste sorrindo
O medo, se lembra da dor de um corte
A tristeza diz seja forte
Faça isso e irei embora
Consciência, uma chance clama
Mas o sopro que o trouxe e o chama
Diz que já chegou sua hora
Mão covarde firme segura a lâmina
Enquanto a outra suada e trêmula
Puxa o braço a aceitar seu destino
Coração bate forte no peito
E anjos do mau o espreitam
Ansiosos por mais uma alma
Mão covarde começa o corte
Veia sente a lâmina ardente
O sangue cai suja o chão
Enquanto os maus saciam sua fome
Ele se lembra de um nome
Lembra que ainda há salvação
Por este nome ele chama
Espírito desce em chamas
Queimando com fogo de libertação
Correntes quebradas agora
Ele ajoelha e chora
Em prantos desesperado
Depois se cura e muda
Sabendo que foi salvo, pelo que por nós foi cruscificado
Agora ele vive na luz
E sabe que só quem da a vida pode tira-la
Então reconhece o dono de tudo
E este dono e Deus Jesus
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Força desumana
Poder que intimida
Tom de voz doce
Ser que gera vida
Sabedoria plena
Sem escudo é guerreira
Luz na escuridão
Amazona destemida
Conselheira forte
Visionária adivinha
Telhado em dia de chuva
Amor que cura corte
Abraço que traz coragem
Beijo que tira medo
Companhia que faz exército
Sereia que leva a rochedo
Sussurro que da energia
Mãos leves que pegam forte
Ser desbravado e lindo
Que faz valer a pena a morte
Ponte tão segura
Calor em dia frio
Bússola aos perdidos
Olhar que da arrepio
Nos tiram o medo
Nos fazem fortes
Nos tornam gigantes
Nos trazem sorte
Elas são divinas
Feitas só de uma costela
Transformam lixo em coisa linda
Não seríamos nada se não fossem elas
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Leve ao fogo
Purifique sua alma
Extermine a raiz
Olhando aos olhos sinta calma
Sinta o vento da morte
Contra ele sopre forte
Horizonte tão distante
Dedo aponta para o norte
Seu corpo já putrificado
Tem uma face calma e bela
Em toda terra e mato
Uma linda rosa cresce nela
Uma demência já não tão forte
Pesadelos não existem mais
Em seu pulso vários cortes
Itinerante que não vai
Dedo firma para o norte
Horizonte tão distante
Sem brilhos e sem olhos
Nada mais é como antes
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