Dentro da cupula
No silêncio Ele está parado Suando frio Mãos trêmulas Um vazio Pensando em tudo que pode ser E tudo que já existiu Pensando em seu parto E seu caixão Lembrando da adolescência Cronograma mental se formando em sequência Se perguntando como será o amanhã Quanto tempo irão se lembrar Quantos irão chorar Quem o achará O silêncio gritante sussurra Acabe logo com isso A consciência e o medo rebatem Você não precisa disso A loucura o espaço invade A lâmina é segurada pela mão covarde Enquanto com um cigarro A outra acalma o vício A lágrima, cai em seu colo A vida, diz eu imploro A angústia assiste sorrindo O medo, se lembra da dor de um corte A tristeza diz seja forte Faça isso e irei embora Consciência, uma chance clama Mas o sopro que o trouxe e o chama Diz que já chegou sua hora Mão covarde firme segura a lâmina Enquanto a outra suada e trêmula Puxa o braço a aceitar seu destino Coração bate forte no peito E anjos do mau o espreitam Ansiosos por mais uma alma Mão covarde começa o corte Veia sente a lâmina ardente O sangue cai suja o chão Enquanto os maus saciam sua fome Ele se lembra de um nome Lembra que ainda há salvação Por este nome ele chama Espírito desce em chamas Queimando com fogo de libertação Correntes quebradas agora Ele ajoelha e chora Em prantos desesperado Depois se cura e muda Sabendo que foi salvo, pelo que por nós foi cruscificado Agora ele vive na luz E sabe que só quem da a vida pode tira-la Então reconhece o dono de tudo E este dono e Deus Jesus
Comentários · 0
Nenhum comentário ainda. Entre para ser o primeiro a comentar.