A juventude padece aos conceitos
Da sua própria acomodação
Quando as mentes se deitam aos leitos
E fazem do tempo, um colchão
Buscam o caminho menor
E ignoram a estrada mais turva
Mas não sabem que a sabedoria é um nó
Que desata ao dobrar de uma curva
Poucos desfrutam da regalia
De poder ler, e ter estudado
Que outrora apenas se dava a burguesia
Enquanto não podia, o proletariado
E que mesmo já tendo este livre acesso
Ainda se vê tão pouca leitura
Padece a gramática, triste eu confesso!
Que morre nas teclas, a literatura
E sofremos buscando encontrar solução
Resgatar a fome pelas palavras escritas
Tentando ensinar a interpretação
Que nos dias atuais, se mostra finita
Buscamos então, trazer grandes mudanças
Através do trabalho, aqui implementado
Tornando leitores, estas crianças
Para que deixem de ser acomodados
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Poema : Até o Próximo Voo
Autor : Poeta Wélerson Recalcatti
Homenagem a Lito Sousa
Quero começar este poema
Tirando meus pés do chão
Contar como num filme de cinema
Voando nas asas de um avião
Vendo as belezas do céu
E as nuvens que parecem de algodão
Que esta homenagem sirva como troféu
Para aquele a quem nos mostra a direção
Que com suas palavras de calmaria
Torna a mais terrível tempestade
No mais lindo e ensolarado dia
Nos mostrando e ensinando a verdade
Mas que hoje sofre uma turbulência
E luta com muita fé e força de vontade
Contra aquilo que afeta a sua consciência
E lhe trás tanta dor e dificuldade
Mas jamais desiste desta batalha
E luta firme, com coragem e amor
Como um avião que passa por uma falha
Mas segue vivo, não desliga o motor
Quero então por meio das minhas palavras
Desejar uma recuperação com vigor
Escrevi este poema em lágrimas
Pois considero-te como amigo, não seguidor
E que Deus conceda este milagre
E logo tudo possa melhorar
Que a ti, as bençãos ele consagre
E a turbulência possa se acalmar
Você é um herói brasileiro
Muito ensinou e ajudou quem temeu
Fez o mais amedrontado passageiro
Voar sem medo, depois de ver um vídeo seu
Muito obrigado Lito, e que logo tudo passe
Encerro agora este poema de consolo
Que agora mesmo o Brasil inteiro te abrace
E todos digam : Até o próximo voo
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É com grande orgulho no peito
Que presto esta homenagem
Àqueles que merecem todo respeito
Ouçam agora esta mensagem
Vou falar daqueles que tanto ensinaram
Transmitiram suas palavras e seus valores
E muitas pessoas educaram
Formaram dentistas, médicos, escritores
Sempre ensinando com o mais puro amor
Formaram artistas, advogados e doutores
A eles todos hoje presto este louvor
Muito obrigado meus queridos professores
Vocês construíram a sua história
Página por página que foi escrita
Por isso merecem esta dedicatória
Que este poeta, agora, vos recita
É meus amigos
Os anos foram se passando
Mas com alegria eu vos digo
Vocês continuam ensinando
Afinal, um professor é um herói
O mais amado, desde a nossa infância
Pois é o professor, que a educação constrói
E destrói, as algemas da ignorância
Hoje estes heróis e heroínas
Estão calvos, brancos e cansados
Mas jamais abandonam a disciplina
E jamais deixam o ofício de lado
Vocês ensinaram com tamanha maestria
E tornaram o mundo, muito mais feliz
Encerro agora esta minha poesia
Em honra aos heróis que penduraram o Giz
E que mesmo desfrutando da aposentadoria
Não deixa de dizer com tanto amor
E com orgulho imenso e alegria
Que um dia, também foi um professor
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No triângulo mineiro
Uma pequena vila existia
Comum cenário brasileiro
Onde a história se escrevia
Toda vez que uma novidade
Por lá, acontecia
Rapidamente pela cidade
A notícia corria
Ía de boca em boca
Mas é sempre a mesma que inicia
Uma mulher velha e louca
Que de casa em casa batia
Só pra espalhar boato
Tinha muita ousadia
Fazia da vila um teatro
Mas a platéia não aplaudia
Pois ninguém gostava do jeito
Que ela se intrometia
Foi então que o prefeito
Uma ideia teria
Fazer ela passar vergonha
Que nunca mais falaria
Como a cobra sem peçonha
Que outro ser não picaria
A mulher tinha uma filha
Morena, por nome de Maria
Dessas que o cabelo brilha
Quando sai o raiar do dia
Então alguém no seu ouvido
Veio lhe contar com alegria
Você ficou sabendo do ocorrido
Com o filho da Dona Sofia?
Ela toda espantada
Disse que nada sabia
Mas diga, não esconda nada
Logo ela repetia
Foi então que o sujeito
Lhe disse com muita coragem
O filho dela perdeu o respeito
Anda no mato a fazer bobagem
Ela então brilhou a vista
E correu pra espalhar
Tipo capa de revista
Que gosta de se mostrar
Chamou toda a vizinhança
Para todos escutar
Pois tinha a esperança
De ver a mãe se envergonhar
Você sabe comadre
Onde teu filho vai todo dia?
Sei sim cara comadre
Vai pro mato com Maria
Fez tremer a sua orelha
As gargalhadas que se ouvia
Ela ficou tão vermelha
Que pra casa logo corria
E depois daquele dia
Ninguém mais fez fofoca
Na vila houve calmaria
Que até se ouvia estourar pipoca
É assim que se educa
Quem a vida dos outros quer cuidar
A mulher parece até muda
Nunca mais se ouviu falar
Pois quis falar do filho alheio
Mas tomou uma lição
Pois a resposta que veio
Fez o ego cair no chão
Ao saber que o filho da amiga
Que no mato fazia bobagem
Levava a sua filha querida
Sempre na mesma viagem
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Meia noite o ponteiro marcava
Naquele relógio antigo
Na encruzilhada um homem estava
Uma voz veio e lhe chamou de amigo
E seguiu dizendo assim
Ao pé de um velho Juazeiro
Quem aqui cavar primeiro
Encontrará riqueza enfim
Ele estava com muito medo
Mas daquilo guardou segredo
E pra sua casa partiu
No outro dia bem cedo
Levantou correndo
E pra lá, ele seguiu
Ao cavar no Juazeiro
Achou um baú cinzento
E no mesmo instante abriu
Dentro havia um caderno
Velho, todo empoeirado
Na capa negra retratado
O cenário ardente do inferno
Na primeira folha havia uma inscrição
" Tudo o que aqui for escrito
Pela palavra da maldição
Vai se tornar real, esse é o veredito
Mas quando na última folha chegar
A morte virá visitar
E te levará para o fim "
Pra casa, ele correu
E logo já quis testar
Quando a primeira palavra escreveu
Tudo começou mudar
" No sétimo dia
Do mês de novembro
Eu ainda lembro
Ganhei na loteria "
Os dias foram passando
Ele tanto se empolgou
Cada coisa que foi anotando
O caderno realizou
Mas da inscrição esqueceu
E quando se deu conta
Ao ver a última folha pronta
Na porta, alguém bateu
Foi então que a morte
Pegou o caderno e levou
Deixando no mesmo Juazeiro
As páginas ela apagou
Para que outro descuidado
Um dia também possa encontrar
E queira vencer na vida
Fácil, sem batalhar
Mas que no fim pagará o preço
E um dia o seu endereço
A morte vai ir visitar
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Um fato agora eu vou contar
Asseguro não ser brincadeira
E quem quiser escutar
Sente-se numa cadeira
Pois é coisa de cinema
O que agora vou falar
Nas estrofes deste poema
Que escrevi e fiz rimar
O fato que será contado
Fala de um grande bailão
Quando o bigode era respeitado
E todo homem tinha um facão
Falarei de um amigo meu
Conhecido pelas trapaças
O grande Roberto Abreu
Temido por onde passa
Que numa certa feita
Pegou um cavalo " emprestado "
Foi na época da colheita
Nos festejos do meu estado
E partiu para o bailão
Já torto de embriagado
Na cinta o três oitão
E no bolso dinheiro amassado
Já tava querendo briga
Antes mesmo de chegar
Pois mais de dez intriga
Ele disse que ía arrumar
Mas de tão bêbado que estava
Em vez de entrar no pavilhão
A porta ele não notava
E foi parar lá no porão
O cavalo com medo do escuro
Um salto pra cima deu
É um cavalo ou é um burro?
Esbravejou Roberto Abreu
O cavalo foi empinando
E meu amigo então caiu
Um barulho foi escutando
Causou um grande arrepio
Pois viu o cavalo quebrando
O teto daquele porão
E a cabeça então entrando
Bem no meio do salão
Houve grito, berro e oração
De quem viu a cabeça entrando
E o povo que tava dançando
Quase morre do coração
O cavalo assustado
Relinchava igual um louco
De tão desesperado
Saiu daquele sufoco
E olhando Roberto calado
Sentado em um pequeno toco
O disse muito zangado
Por que não bebe mais um pouco?
Roberto caiu desmaiado
E logo depois foi acordar
Acreditava ter sonhado
Pois nunca viu um cavalo falar
Mas o povo daquele bailão
Jura até hoje ter escutado
Um cavalo correndo na escuridão
Cantando e dizendo, estou libertado
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Das raízes europeias
Que aqui um dia chegaram
Construíram suas ideias
E seus costumes ensinaram
Honrando a sua criação
O berço que às deu vida
Ostentam os calos da mão
Do dia a dia na lida
A sua grande vontade
Sustenta a agricultura
E a sua humildade
Embeleza a literatura
Pois todos os seus feitos
Trazem história pra contar
As lutas por seus direitos
Não cansam de batalhar
Sempre em prontidão
Para enfrentar qualquer problema
Escrevo com meu coração
Para elas, este poema
É uma curta homenagem
Àquelas que formam gerações
Que sempre mostrando coragem
Enfrentam até leões
São mulheres de valores
Que ao campo traz tanto orgulho
Elas são belas como as flores
Mas duras como o pedregulho
Por isso eu digo agora
O que sinto no meu peito
Que todas essas senhoras
Merecem o meu respeito
Pois honram a tradição
Com muita força e disciplina
Plantando a semente no chão
Da nossa Santa Catarina
Muito obrigado agricultoras
Que alimentam nosso Brasil
Vocês são tão lutadoras
Vocês valem mais que mil
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Ó minha cara escuridão
Que sorrateira me visitas todo dia
Descendo seu véu pelo meu portão
E atentamente ouve a minha poesia
Sente-se ao meu lado aqui agora
E ouça essas rimas que recito
Tenha calma ó sombria aurora
Eu garanto que tais versos são bonitos
Eu conheci uma garota tão linda
Mais linda do que a noite tão escura
Numa beleza tamanha que não finda
Quão sublime me aparenta tal criatura
Mais linda que o cemitério em dia de finados
Mais linda que um buquê de rosas turcas
Mais linda que um Di Bondone autografado
Mais linda que o negro mórbido da burca
O seu jeito agitou meu coração
Os seus cabelos eram lindos como o mar
E a sua face, em profunda tentação
Como era belo, aquele seu obscuro olhar
A sua boca, quão chorosa em solidão
Pois os seus lábios não tinham outros pra beijar
Pois notei, não haver na sua mão
Uma aliança, para o dedo adornar
Eu conheci uma garota tão incrível
Que com seu jeito, me pôs a imaginar
Como deve ser uma vida horrível
Daquele que a sua face nunca pôde olhar
Pois era doce, como a melodia de um violino
Quando as negras cordas tocam o coração
A sua voz, encanta qualquer menino
E leva homens tolos, à perdição
Mas era linda, como a arte de Grimshaw
Era linda, como o pôr do sol da sexta feira
Mas era calada, como o silêncio de um funeral
Quando a vida, se mostrava ser passageira
Não sei se a verei novamente
Talvez no dia em que eu possa ter sorte
Ou então, talvez que ela esteja presente
Quando enfim, presenciar a minha morte
Eu sei apenas, que beleza igual àquela
Jamais verei, em toda eternidade
Não sei seu nome, nem de onde vem ela
Só sei que nunca, vi ninguém igual nesta cidade
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Vivo num país
Onde o certo é errado
Onde se planta a raíz
Em solo mal adubado
Onde o ladrão é protegido
Pela " justiça " brasileira
E o honesto é perseguido
Por defender sua bandeira
Vivo num país
Onde se pune o trabalhador
Onde querer ser feliz
Ofende o sofredor
Onde qualquer piada
Vira crime e processo
Mas toda verba desviada
Não se discute no congresso
Não tenho lado nenhum
Não sou do A e nem do B
Pois pra mim, político algum
Merece que eu vá defender
Vivo num país
Onde se omite a verdade
E pro bandido a lei diz
" É vítima da sociedade "
Vivo num país
Que diz ter ordem e progresso
Mas já vi até juíz
Virar um réu confesso
Onde todo dia o crime cresce
Pelas grandes capitais
Mas é o carnaval que aparece
Nas manchetes dos jornais
Vivo num país
Onde é frágil a educação
A realidade não condiz
Com a arrecadação
Onde o imposto é cobrado
Se dá retorno, eu não sei!
Mas se um centavo for sonegado
Você cai nas garras da lei
Vivo num país
Onde há miséria e fome
Onde o rico vai pra Paris
E o pobre quase nem come
Onde andam os magnatas
Os pobres nunca tem vez
E muitos que usam gravatas
Valem menos que os de camisa xadrez
Vivo num país
Onde a violência é propagada
Onde há a cicatriz
Das mulheres assassinadas
Onde não se valoriza a cultura
Das tantas raças misturadas
E morre a literatura
Em páginas nunca folhadas
Onde o valor ético e moral
Foi ofuscado pela crítica
E o efeito colateral
É essa política paralítica
Que vive sobre muletas
E manca ao caminhar
Pois a humildade é obsoleta
E a mídia gosta de alienar
Enganando o cidadão
Para seu voto conquistar
Ensinando o brasileiro então
O jeito certo, de roubar
Continuar lendo
Hoje vou contar a história
De um homem que sofreu tanto
Que viveu cá neste mundo
E derramou seu sofrido pranto
E com o seu triste final
Causou muito espanto
Ele era tão humilde
Um poço de bondade
Alegre e cativante
Alegrava a cidade
E por onde ele passava
Só falava a verdade
Mas por homens sem coração
Ele foi tanto perseguido
Maltratado e machucado
Seu corpo ficou ferido
O trataram como animal
E o julgaram ser bandido
Mas mesmo assim não desistiu
De pregar a palavra sagrada
E por todo esse planeta
A sua voz foi escutada
Que até hoje muitos seguem
As leis, por ele implantadas
Viveu com simplicidade
E humilde de coração
Sem nenhuma vaidade
Pregava sempre a união
Juntou doze amigos
Pra ajudar na sua missão
Mas o ódio era tão grande
E os homens eram cruéis
Que convenceram um deles
E inverteram os papéis
Tirando a sua vida
A troco de trinta réis
Ele foi tão castigado
Seu sangue se derramou
Foi muitas vezes açoitado
Tantas lágrimas chorou
E numa cruz ele foi pregado
No dia em que mais rezou
Pedindo perdão a Deus
Para quem o condenou
Foi o maior dos atos seus
Quando pra morte, se entregou
Naquela cruz ele morreu
E o mundo todo parou
A terra toda tremeu
Que até o soldado falou
Era mesmo o filho de Deus
Foi o que se escutou
Na mesma hora choveu
E o seu sangue lavou
Entregando-se de corpo e alma
Para trazer a nossa libertação
E até hoje há quem não acredite
Ou não dê muita atenção
Mas basta não fazer o mal
Que encontrará a salvação
Eu termino este cordel
Cujo fim já foi previsto
Vou pegar o meu corcel
As minhas roupas eu já visto
Hoje mesmo quero chegar no céu
E abraçar a Jesus Cristo
Continuar lendo